sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Lançado! "Grand Theft Auto: A História Completa - Vol.2: Vice City" já está à venda. COMPRE!

Através do Clube de Autores, você já pode comprar o segundo volume dos seis que serão lançados! O livro que conta a história de GTA Vice City já está a venda, com 195 páginas, por R$ 54,99 (aproveite a Promoção de Dia dos Pais, que dá até 25% na compra de livros físicos). Você também pode adquirir o livro em formato e-book, assim como vendíamos antes, por R$ 20,99. O livro pode ser parcelado em até 12x. Você recebe seu exemplar em casa, pelos correios. Comprem e ajudem o projeto, além de adquirir um belo livro para sua coleção!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Promoção de Dia dos Pais na compra de nossos livros! Aproveite!

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Veja o final de GTA San Andreas de uma forma especial!

Galera, a parte 27 foi última parte do GTA San Andreas postada no site. O final da história vocês saberão em um novo lançamento de livro que realizaremos em um futuro próximo!

Iremos preparar novamente um ótimo livro físico e em ebook com a história de GTA San Andreas, assim como o livro sobre GTA Vice City Stories (e, nas próximas semanas, o livro sobre GTA Vice City). A venda será feita através do site Clube De Autores. Quem já estiver interessado em fazer uma pré-encomenda, já pode entrar em contato inbox em nossa página no facebook, iremos discutir os procedimentos de pagamento. Se você também quiser comprar o livro Grand Theft Auto - A História Completa - Vol.1: Vice City Stories, é só clicar aqui.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

San Andreas - Parte 27


Após algumas horas, CJ recebe uma ligação de Woozie. Desde quando começou a se envolver com a máfia chinesa, CJ sempre falou sobre a van azul que Truth vigiava quando eles chegaram a San Fierro. Confiando no poder de investigação e o conhecimento da cidade da Triad, CJ pediu para eles descobrirem do que se tratava, pois ele desconfiava que pudesse haver envolvimento do Loco Syndicate e, principalmente, Toreno, que até aquele momento estava desaparecido.

Carl, é o Woozie. Tenho uma informação para você! – Woozie diz.

E aí, Woozie. Diz aí... – CJ responde.

Meus homens encontraram aquela van que você procurava. Está em um heliponto do centro da cidade... – Woozie revela.

E o Toreno? – CJ questiona.

Sim, ele está lá! – Woozie diz – Aparentemente, ele está buscando uma mercadoria e vai sair voando por helicóptero. Já começaram a carregar caixas.

Alguma coisa no Toreno não faz sentido. Entra em contato de novo se você ficar sabendo de mais coisas! – CJ diz.

CJ entra em seu carro rapidamente e já parte em direção ao centro de San Fierro, mas aos poucos vai se dando conta de que o único heliponto em que poderia haver uma van azul visível seria um com um helicóptero na altura da rua. Então tudo só poderia estar acontecendo no heliponto da SFPD (San Fierro Police Department). Seria impossível Toreno estar carregando drogas em um helicóptero em uma delegacia de polícia em plena luz do dia, aos olhos de todo mundo. A desconfiança de que algo estava errado com Toreno apenas aumentou. Mas a vontade de acabar com todo e qualquer risco de carteis fechados com os Ballas em Los Santos ainda poderem renascer era a mesma. CJ deveria eliminar Toreno.

Ao chegar em frente à delegacia, CJ vê a van azul estacionada logo após a cancela de entrada. Havia vários carros pela rua fazendo a segurança. Não haveria a menor possibilidade de CJ enfrentar todo aquele esquema sozinho, apenas com um fuzil, que estava em seu banco de carona. Ele vê Toreno dentro do helicóptero logo antes das portas se fecharem para decolar. Toreno sai voando com o helicóptero lotado de caixas de papelão, com um conteúdo desconhecido. Quando os carros da segurança começaram a sair, CJ pensou que a oportunidade havia sido perdida, não haveria como pegar Toreno naquele dia. Mas o último segurança de Toreno cometeu um grande erro. Ele era o portador de um RPG, que segurava enquanto o carregamento era feito. Assim que o helicóptero saiu, ele esperou todos os outros carros de escolta saírem para ir, sozinho, em seu carro, que seria o último, com o RPG dentro, sem nenhum cuidado com a segurança da arma de poder devastador. CJ pensou em todo um roteiro em alguns segundos. Ele aguardou o homem entrar no carro com a arma, rapidamente deu a volta no quarteirão e começou a seguir a escolta, logo atrás do último carro, que estava um pouco longe do penúltimo. Assim que o penúltimo carro fez uma curva entre as ruas do centro, CJ rapidamente acelerou, ultrapassou o último carro e o fechou antes que ele pudesse curvar, pois todos os outros carros o veriam. Agora o segurança estava sozinho contra CJ, que pegou seu fuzil e logo de cara alvejou o homem dentro do carro. A correria na rua foi intensa. CJ rapidamente pegou o RPG no banco de carona do carro com os vidros destruídos e o levou para o seu carro. Ainda era possível ouvir o barulho do helicóptero ali por perto. CJ segue o comboio que ficava logo abaixo da aeronave. Ele percebe que estavam subindo a Garver Bridge, a ponte que cortava a cidade, indo em direção ao sul. Era o que CJ esperava. Ele corta o centro da cidade em alta velocidade, longe do helicóptero, e pega um acesso à ponte bem à frente de onde todos estavam. O helicóptero vinha lentamente sobre a ponte, sempre em cima da escolta. CJ iria surpreender a todos. Ele para seu carro no meio da ponte e aguarda o helicóptero se aproximar. CJ atira contra o vidro traseiro do próprio carro com seu fuzil e apoia o RPG em direção ao helicóptero que chegava cada vez mais perto. Ele mentaliza seu último adeus a Toreno e dispara o único míssil que tinha. O piloto do helicóptero percebe algo vindo em sua direção e rapidamente joga a aeronave para o lado, fazendo o míssil atingir a hélice. O helicóptero começa a girar em cima da Garver Bridge. CJ vê de seu carro a aeronave ir direto para o mar e explodir no impacto. Toreno dormiria com os peixes. Todos os carros da escolta param e os seguranças saem para olhar para o mar, à procura da aeronave. Ninguém se preocupou em perseguir o culpado, pois o estrago já havia sido feito. Quem havia contratado seus serviços com certeza já estava morto. CJ acelerou seu carro e desceu a ponte. Estava a poucos metros de sua garagem. O vidro danificado do carro era o de menos.

Naquela noite, CJ estava em seu escritório, sozinho, contando alguns dólares. Cesar se aproxima com um sorriso no rosto.

Carl, você é um puta heroi lá em Los Santos. Falei com o meu primo agora... – Cesar diz.

Para a minha família, eu ainda não sou. A merda ainda está feia... – CJ não se empolga – Cara, eu tinha manos que viraram as costas para mim... Por causa de dinheiro!

Sim, eu sei. O que você vai fazer? – Cesar pergunta.

Filho da puta do Ryder, cara! – CJ se levanta e joga a cadeira no chão, ele ainda não havia superado ter tido que matar seu antigo amigo por causa do Loco Syndicate – Ele era meu mano! E eu matei ele!

Aquele anão filho da puta mereceu! O cuzão tentou estuprar sua irmã, você sabia disso? – Cesar se irrita.

Não... Sério!? – CJ se surpreende e abaixa a cabeça – Que merda. Talvez você esteja certo mesmo, cara. Mas...

Relaxa, porra! Você está afrouxando para cima de mim, cara! Você fez bem! – Cesar tentava convencer seu cunhado.

Sim, fez bem mesmo... – Woozie e seus empregados chegam ao escritório – Mas isso ainda não acabou.

Como assim? – CJ pergunta.

Bom, seus antigos amigos tinham uma fábrica. Pelo jeito que eu vejo, se você acabar com ela, aí sim eles estarão fora do mercado para sempre... – Woozie diz.

CJ sabia do que Woozie estava falando. Ele já havia estado na fábrica do Loco Syndicate no dia em que teve que escoltar uma van para que ela chegasse até lá. Ele só não sabia qual era o produto que ali era feito. Agora sabia que era crack. Pouco depois, Woozie deixa a garagem dizendo que um de seus empregados ligaria para CJ. Alguns minutos se passam e a ligação chega:

Sim? – CJ atende.

CJ... – um homem diz.

Quem é? – CJ pergunta.

Eu trabalho para o Woozie. Ele me disse para te ligar... – o chinês diz.

Ah, beleza. Qual é? – CJ pergunta.

Estou enchendo um carro com explosivos. Assim você vai poder acabar com a fábrica de crack! Apareça na garagem do centro... – o chinês diz.

Beleza, estou aí em um minuto! – CJ desliga.

A garagem da Triad no centro recebe a visita de várias pessoas naquela noite. CJ chega e encontra um mecânico embaixo de um Tampa. Era ele que havia ligado. Ele estava conectando as bombas a um dispositivo no carro.

E aí, cara! Já está pronto? – CJ se abaixa e pergunta.

Está pronta. Entra aí! – o mecânico diz e se levanta – Tem bomba aí pra destruir quase o quarteirão inteiro. Conectei tudo a um timer para te dar tempo de sair fora.

Ótimo. Boa ideia! – CJ diz.

CJ volta com o carro a Doherty. Em frente à fábrica, havia dois seguranças. Eles são atropelados por CJ, que subiu na calçada. Os seguranças de dentro veem seus colegas voando pela rua.

Estamos sendo atacados. Abram o portão e matem esse filho da puta! – um dos seguranças grita.

O portão eletrônico se abre e CJ parte com tudo com o carro para cima dos três seguranças, que atiram. Dois são atropelados e o terceiro, que havia se jogado no chão, é morto com um tiro. Não havia muitos seguranças e nem empregados ali, pois o Loco Syndicate estava desmantelado com a morte de seus cabeças. Não se sabia quem assumiria o comando, talvez algum novo líder dos Rifas, substituindo T-Bone Mendez. CJ avança pela fábrica, que ocupava o quarteirão inteiro. Ele chega ao centro de produção de crack. Havia uma grande porta que usavam como garagem para vans serem carregadas de drogas. CJ entra por ali e ali mesmo deixa o carro. Com o barulho do tiroteio, os poucos empregados que ali estavam saem correndo. CJ se surpreende, pois eram homens e mulheres completamente magros e seminus, quase como escravos do crack. Eles conseguem fugir para a rua. CJ aciona o timer da bomba, que começa a contar. Ele corre pela fábrica até chegar ao portão. Lá já havia um carro com chineses esperando. Quando CJ entra no carro, a bomba explode e atinge os contêineres químicos da fábrica, causando uma explosão que se ouviu em cinco cidades da região. O quarteirão inteiro foi devastado. A fábrica de crack desmorona assim como desmorona definitivamente o Loco Syndicate.

O trabalho com a Triad na fábrica foi a ponte para CJ voltar ao ambiente mafioso. Woozie logo o convidou para comparecer à sua casa novamente. CJ foi até lá para uma partida de videogame, mas, logicamente, ele não estava lá para aquilo.

Preciso que algo seja resolvido... – Woozie diz, ainda jogando.

O que? Cara, para de tentar me distrair! – CJ se incomoda.

Como você é na água? – Woozie pergunta.

Como assim? Se eu sei nadar? – CJ pergunta.

Sim. Você nada bem? – Woozie confirma.

Não, não nado! – CJ começa a ficar irritado com a distração e o jogo, até que perde a partida – QUE MERDA, CARA! PORRA! Como você faz isso!?

Hahahaha! – Woozie apenas ri.

Woozie diz que teria uma missão para CJ, mas que ele precisaria de muito fôlego e de nadar muito bem para completar. Mas para isso CJ deveria se dedicar a prática do nado e do mergulho. Woozie poderia esperar por uma semana. Nesse tempo, CJ vai todas as manhãs para a praia do bairro Ocean Flats e pratica. Ele nada e mergulha por toda a costa tranquila. Assim que melhora sua capacidade física para as duas funções, CJ volta à Woozie. Lembrando das capacidades impressionantes mesmo cego de Woozie, CJ foi achando que ele também nadaria na missão. Mas a resposta foi negativa.

Peraí, você está me dizendo que não sabe nadar? – CJ questiona.

Sério! Quando estou em águas profundas eu fico em pânico. Além do mais, tenho muito medo de enguias, polvos, algas... – Woozie diz, com nojo.

Beleza, cara, eu sei que você está tentando arrumar desculpas... – CJ ri.

Olha, CJ, eu preciso de alguém de fora da Triad em quem eu possa confiar... – Woozie diz.

Beleza, deixa eu ver se entendi direito: você quer que eu nade em uma água de mar suja, desviando de águas vivas marrons e gangsters vietnamitas, para plantar um chip em um navio no porto? – CJ pergunta.

Você é tão negativo... – Woozie se incomoda.

Escuta, cara... – CJ olha para os lados e se aproxima de Woozie – Quando eu era um garoto, nadando por Santa Maria, uma camisinha ficou grudada na minha cara! Horrores como esse ficam com você a vida toda, pode acreditar!

Hahaha... – Woozie ri, mas fica sério e incomodado – Eu tenho uma... Confissão a fazer. Eu sou... Eu sou cego.

Não diga... – CJ ironiza.

Sim. Mesmo que eu tenha treinado todos os meus outros sentidos a um ponto onde você não enxergaria minha deficiência, dentro da água eles são bem inúteis... – Woozie diz, envergonhado.

Beleza, Woozie, relaxa. Não se martirize por causa disso. Eu faço... – CJ diz e já ia saindo, mas volta – Err... Só uma última coisa. Você sabe que eu sou negro, né? E não chinês...

Eu sou cego, Carl, não estúpido... – Woozie ri.


Era madrugada e CJ vai até as docas da cidade no bairro de Esplanade North. Lá em frente, estava um imenso navio cargueiro cheio de contêineres. Era por ele que os Da Nang Boys haviam chegado a San Fierro, e Woozie queria saber o que se passava por lá para prever prováveis ataques dos vietnamitas. O navio estava cercado por lanchas com seguranças fazendo a proteção. Esse era o motivo da grande capacidade de mergulhar que CJ deveria ter para realizar aquela missão. Ele pula na água e vai nadando bem devagar até se aproximar das lanchas, que possuíam canhões de luz que eram mirados para o mar, a procura de invasores. CJ tem que se aproximar das lanchas submerso, nadando sob as águas escuras daquela noite, apenas voltando à superfície para pegar fôlego. Mesmo com os refletores em sua direção, não era possível os vietnamitas enxergarem alguma movimentação. CJ gasta em torno de quarenta minutos em sua aproximação cuidadosa e lenta, mas consegue chegar ao navio. Ele sobe por uma escada que ficava fixa no mar para membros subirem e descerem para as lanchas. CJ não podia levar armas de fogo consigo por causa do barulho de tiros, tendo apenas uma faca para se defender, o que era um risco gigantesco. Mas ele sabia se virar. Ao chegar no convés do navio, CJ avança cuidadosamente e silenciosamente pelos contêineres, sempre evitando seguranças. Mas havia horas em que ele não tinha escolhas. Se quisesse prosseguir, teria que enfiar a faca no pescoço de quem estava bloqueando sua passagem. Os seguranças morriam rapidamente, e em silêncio, o mais importante. CJ consegue chegar aos corredores internos do navio. Estavam vazios, pois todos estavam dormindo naquela hora. CJ desce cautelosamente dois andares do navio e coloca o chip no local em que Woozie havia pedido: a porta de acesso ao porão, onde o chinês tinha suspeitas de algo estar acontecendo. CJ volta ao convés do navio e desce as escadas, indo novamente para o mar. Mais quarenta minutos para voltar à terra sem ser visto. A missão estava cumprida. Mas a finalidade daquilo, CJ descobriria no dia seguinte.

Ao chegar ao prédio de Woozie, CJ o encontra descendo as escadas. Ele estava acompanhado por Guppy.

Woozy, meu mano! – CJ diz.

CJ! Você me pegou de saída! – Woozie diz, com pressa.

Negócios? – CJ pergunta.

Esse é dos grandes! É o que vai garantir meu lugar no Red Gecko Tong! Mas algo aconteceu e eu terei que resolver... – Woozie se empolga e seu telefone toca, ele atende – Little Lion, quais são as notícias? Que droga! Por que logo hoje!? Ok, que merda. Você vai com o Guppy. Resolvam isso!

Problemas? – CJ pergunta ao ver Woozie desligando.

Mais Da Nang Boys estão chegando hoje em outro navio cargueiro. O Little Lion vai dar uma olhada, eu também preciso ir... – Woozie diz, irritado.

Cara, não viaja. Vou resolver isso para você, beleza? – CJ diz.

Obrigado, meu amigo. Sua ajuda e amizade tem sido algo impagável para mim! – Woozie diz.

Obrigado, cara. Onde estão os outros caras? – CJ pergunta.

Estão pegando um helicóptero para dar um fly-by pelo navio. Se tudo der certo, eu te ligo daqui a uma semana para te convidar para o meu novo endereço! – Woozie diz e desce as escadas.

CJ vai até o terraço do prédio, onde havia um helicóptero em um heliponto. Lá estava Little Lion, um dos melhores membros da inteligência da Triad. CJ abre a porta do helicóptero.

Ei, CJ!? O que você está fazendo aqui? – Little Lion pergunta.

Topei com o Woozie quando ele estava saindo. Ele me disse tudo. Acho que vou rodar contigo! – CJ diz.

Bom, nós não iremos rodar, nós vamos voar! Aperta o cinto! – Little Lion diz.

O helicóptero parte em direção ao mar. No caminho, CJ faz algumas perguntas:

Para onde estamos indo?

Para o navio. Está parado na baía... – Little Lion responde.

Ah, estou vendo! – CJ vê um navio maior do que o navio em que havia entrado na noite anterior.

É melhor você carregar essas armas aí, eles vão estar de guarda! – Little Lion diz, olhando para a minigun instalada no helicóptero.

Carregada! – CJ confirma.

O helicóptero da Triad se aproxima do navio, mas é surpreendido. Da Nang Boys já estavam esperando o ataque. Eles estavam com fuzis em cima dos vários contêineres no convés do navio.

Porra, eles já estão nos metralhando! – Little Lion grita.

Estou vendo eles! – CJ grita e começa a atirar com a minigun, acertando vários vietnamitas logo de cara.

Estão todos em cima dos contêineres! – Little Lion grita.

Estou vendo, cara! Estão todos na minha vista! – CJ grita.

Mata esses Da Nang vermes! – Little Lion está nervoso.

O helicóptero dá a volta pelo navio e CJ ia eliminando com sucesso os vietnamitas. A minigun que ele estava controlando era muito potente. Mas do outro lado do navio havia uma arma bem mais potente, e que CJ conhecia bem.

RPG! RPG! – Little Lion grita desesperadamente.

Aonde!? De que lado!? – CJ fica perdido.

Um vietnamita lança um míssil que atinge o helicóptero em cheio. Há uma explosão e a aeronave perde completamente a estabilidade.

Fomos atingidos! Estamos caindo! Se prepara para o impacto! – Little Lion, já com a face desfigurada por conta da explosão em seu lado, grita.

O helicóptero despenca e cai violentamente no mar. CJ conseguiu pular logo antes do impacto, mas Little Lion ficou preso entre os cintos. CJ, dentro da água, abriu o olho e viu, entre as águas cristalinas, o corpo de Little Lion afundando junto com a aeronave. Um grande membro da Triad havia sido morto. Mas CJ sobreviveu e voltou à superfície com o mesmo cuidado da noite anterior, pois ainda havia seguranças no navio.

Nossa, cara, isso doeu! Perdi tudo, só fiquei com uma faca... – CJ pensa.

Havia uma escada de corda no navio. CJ logo vai para lá e sobe para acabar com os Da Nang Boys restantes.

Você consegue ver algum sobrevivente? – um vietnamita com uma pistola pergunta a outro em cima de um contêiner.

Não, ninguém sairia dessa vivo! – o vietnamita nega.

CJ sobe no convés do navio e rapidamente avança por trás do vietnamita armado. Ele tem sua jugular cortada pela lâmina da faca de CJ e solta sua pistola. Era o que CJ precisava para avançar. Ele vai desviando dos contêineres, tentando subir em todos para ter uma visão maior sobre seguranças que haviam sobrado no tiroteio. CJ logo encontra um fuzil ao lado de um vietnamita morto. Havia poucos homens no convés ainda vivos. CJ logo chega ao porão. Ele não sabia do que se tratava a desconfiança de Woozie sobre os porões dos navios vietnamitas, mas decidiu descobrir. Ele desce e fica escondidos entre mais contêineres. Lá havia três seguranças vietnamitas que faziam uma proteção especial para um contêiner específico, que era menor que os demais. Um dos seguranças parecia falar com o contêiner:

Cala a boca! Você quer que o Snakehead desça até aqui?

Não até nós estarmos bebendo Coca-Cola aqui no oeste livre! – outro segurança ri.

CJ fica observando de longe, mas logo é visto por um dos Da Nang Boys.

Ei! Quem é você, porra!? – o vietnamita grita ao ver CJ e começa a atirar.

CJ começa a atirar com seu fuzil. Os asiáticos estavam apenas com pistolas. Os dois primeiros foram presas fáceis. Mas o último segurança foi para perto do contêiner e ficou esperando CJ avançar:

Vem até aqui, bunda magra! Sem brincadeiras! Enfia isso na sua bunda!

O homem joga uma granada. CJ pula para fugir da explosão. O Da Nang Boy já não tinha opções e nem reforços. Ele vai para o tudo ou nada, sai correndo em direção a CJ com sua pistola entre os contêineres. CJ não tem pena. Ele fuzila o vietnamita. CJ se aproxima do contêiner suspeito e ouve vozes lá dentro.

Ei, você! Ajude a gente! – uma voz diz.

CJ atira em um cadeado que prendia a entrada do contêiner. De dentro, saem quatro vietnamitas. Eles eram inocentes. Foram trazidos para a América como mercadoria dos Da Nang Boys, que estavam envolvidos em tráfico de humanos. Era isso que Woozie suspeitava.

Por favor! O Snakehead nos enganou! Somos prisioneiros! – o vietnamita mais velho suplica – Por favor, nos ajude a escapar. O Snakehead está no comando do navio!

Snakehead era o comandante do navio e líder dos Da Nang Boys. Era um idoso baixinho, de cabelos brancos. Era mestre em Vovinam, uma arte marcial vietnamita. Ele se passava por treinador de talentos na luta para atrair jovens e pais para viajarem para a América em busca de chances, mas ao entrarem nos navios, eram transformados em prisioneiros.

CJ leva os homens inocentes até uma parte segura do convés e pede para eles aguardarem, pois tentaria dar cabo do Snakehead e pôr fim à força dos Da Nang Boys. CJ pega as armas dos seguranças mortos e caminha até a casaria do cargueiro. Ao entrar, ele é surpreendido por dois vietnamitas que faziam a segurança da cabine de comando, que são mortos com dois tiros na cabeça. CJ sobe uma escada e chega à cabine. Snakehead já o aguardava com duas katanas.

Chega! Nós resolvemos isso aqui! – Snakehead diz, com um inglês, precário e joga uma katana para CJ.

Ele queria um duelo honroso. Mas CJ era do gueto de Los Santos, não havia honra em duelos, apenas a vontade de matar. CJ joga a katana de volta na direção do velho, saca sua pistola e atira no pescoço de Snakehead. Ele cai no chão, sangrando e agonizando, mas era pouco castigo pelo que fazia com inocentes de seu país. CJ usa a katana do próprio traficante de humanos para cortar sua cabeça. Ele enfia a cabeça degolada no manche do navio. O fim dos Da Nang Boys havia chegado.

CJ volta ao convés e busca os vietnamitas refugiados. Ele consegue liberar três botes motorizados chamados de Dinghy, dois para os vietnamitas e um para si próprio.

Obrigado por tudo! – os vietnamitas agradecem e partem para a cidade.

CJ também volta para a cidade no bote. Ele vai até a praia de Ocean Flats e volta andando para Doherty, por aquele lado da cidade ser mais seguro. Woozie já não estava mais em Chinatown, ele havia partido para um novo empreendimento, mas que ainda era desconhecido para CJ. Ele só saberia quando alguém da Triad ligasse para avisar. CJ com certeza seria pago pelo fim que havia dado à maior ameaça para a San Fierro Triads. Mas não imaginava o tamanho do que o futuro próximo o traria como recompensa.

domingo, 31 de julho de 2016

Livro FÍSICO "Grand Theft Auto: A História Completa - Vol.1: Vice City Stories" já está à venda. COMPRE!

Galera, uma grande novidade para os fãs do projeto! O Grand Theft Auto: A História Completa agora vende seus livros em forma física!


Através do Clube de Autores, você já pode comprar o primeiro volume dos seis que serão lançados! O livro que conta a história de GTA Vice City Stories já está a venda, com 220 páginas, por R$ 54,99. Você também pode adquirir o livro em formato e-book, assim como vendíamos antes, por R$ 20,99. O livro pode ser parcelado em até 12x. Você recebe seu exemplar em casa, pelos correios. Comprem e ajudem o projeto, além de adquirir um belo livro para sua coleção!

terça-feira, 19 de julho de 2016

San Andreas - Parte 26


Após alguns dias saindo com Michelle, a dona da auto escola, CJ oficialmente tinha uma nova namorada. Ele se empolgou quando a moça disse que também era apaixonada por carros e motos desde os doze anos de idade e que também era dona de uma oficina, a Michelle’s Auto Repair, no centro de San Fierro, onde morava. CJ começa a passar mais tempo no centro a partir de então. É de lá que recebe uma convocação de membros da Triad, pois já havia avisado a Woozie sobre onde estaria.

CJ vai até Chinatown naquela noite e comparece a uma reunião entre membros da Triad. No apartamento de Woozie estavam dois chineses desconhecidos até então. Todos jantavam na mesa.

Woozie, meu chegado, qual é? – CJ se aproxima.

Olá, CJ... – Woozie se levanta da mesa e apresenta um senhor que jantava com ele – Deixe-me te apresentar ao Shuk Foo, Ran Fa Li. Ele lidera a Red Gecko Tong na costa oeste.

Ran Fa Li era um homem de sessenta anos, careca e mal-encarado. Ele vestia terno e gravata e tinha a aparência de ser bem violento. Era Shuk Foo da Triad, que significava uma espécie de “segundo padrinho”, uma representação de liderança, assim como era a de Woozie, Dai Dai Lo. Sempre andava com um tradutor chinês magro, alto, de coque na cabeça, um jeito um pouco afeminado e óculos chamado Su Xi Mu, que estava ao seu lado enquanto almoçava. Ran Fa Li não falava inglês, apenas grunhia.

E aí... – CJ cumprimenta o senhor.

Hrummm... – Ran Fa Li grunhe, mal humorado.

A Ah Ah Kung enviou uma mensagem de Kowloon. Uma organização criminosa vietnamita, os Da Nang Boys, estão se preparando para se mudar para os Estados Unidos... – Woozie dizia a Fa Li – Isso talvez explique o ataque covarde sobre a Blood Feather Triad.

Hruummm, hrummm! – Fa Li grunhe com expressão de raiva.

Podemos ter problemas pela frente... – Woozie se senta novamente à mesa.

Hrummm, hrummm! – Fa Li grunhe no ouvido de seu tradutor, que era o único que entendia o que ele falava.

O Shuk Foo quer um pacote. Um entregador o deixou no aeroporto. É de grande importância tê-lo em mãos... – Su Xi Mu diz.

Eu posso ir buscar... – CJ se oferece.

Hrummm? Hahahaha... – Fa Li parecia desdenhar de CJ.

Ele é da Triad? Um Mountain Boy? – Xi Mu pergunta sobre CJ a Woozie.

Não, é um amigo pessoal meu. E chamaria menos a atenção dos Da Nang Boys... – Woozie explica.

Hrummm... – Fa Li parece se convencer.

Ok... – Xi Mu confirma.

Obrigado pelo apoio de vocês... – CJ ironiza.

CJ recebe os detalhes sobre o pacote que buscaria. Ele teria que ir até o estacionamento do aeroporto e pegar um pacote que estaria dentro de um Manana vermelho estacionado. Mesmo com os recentes envolvimentos nada amigáveis de CJ com os Da Nang Boys, ele chamaria muito menos atenção dos vietnamitas do que os chineses da Triad.

CJ segue com seu carro até o aeroporto. Ele vai diretamente ao estacionamento a procura do carro vermelho. CJ o encontra e pega o pacote tranquilamente, pois o carro havia sido deixado aberto. Ele voltava para seu carro quando ouviu um barulho de muitos carros andando em alta velocidade dentro do estacionamento. Previu sabiamente que seria uma possível emboscada dos Da Nang Boys. CJ rapidamente se joga atrás de seu carro e vê duas vans cheias de asiáticos passando em frente ao carro vermelho. Se CJ estivesse ali, com certeza teria sido metralhado em um drive-by. Ele então entra em seu carro e foge o mais rápido possível daquele estacionamento. As vans dos vietnamitas continuavam rodando o local perigosamente, mas CJ os evitou ao máximo e conseguiu sair ileso do aeroporto. No pacote havia um endereço que era destinado à entrega, era um depósito próximo ao mar em Esplanade North, no norte da cidade, ao lado do Pier 69, onde CJ havia matado Ryder pouco tempo antes. Ele leva o pacote até o endereço e o entrega para um Triad que lá estava.

CJ volta para Chinatown. Naquela altura, o pacote de Ran Fa Li já estava na base da Red Gecko Tong. O velho queria o pacote em suas mãos para poder deixar a cidade, pois precisava ir até a China resolver problemas com associados da Ásia. Mas vietnamitas não estavam dispostos a deixar nenhum líder da Triad vivo. Quando CJ entra novamente no apartamento de Woozie, vê o velho jogando videogame. Woozie e Su Xi Mu ainda estavam ali.

Assim como estou honrado de recebe-los em minha casa, nós devemos emboscar esses lagartos para o sol escaldante! – Woozie diz.

Hrummm hrummm hruumm! – Fa Li se estressava com o videogame.

Nós fomos seguidos até aqui. Os Da Nang Boys estão vigiando este prédio. Assim que sairmos, eles tentarão um assassinato... – Xi Mu se preocupa.

Qual é o problema!? – CJ interrompe – Por que vocês não vazam daqui, levam eles até um lugar quieto e passam esses bundas-retas!? Sem ofensas...

Nenhuma... – Woozie responde.

Hrummm hrum hrum hrum... – Fa Li ri.

Te achamos engraçado... – Xi Mu traduz.

Olha só, se eles pensarem que o senhor Farlie aqui está no banco de trás, eles vão me seguir para onde eu for. Depois de um tempo, vocês todos podem sair em segurança. É simples! – CJ dá a ideia.

Hahahaha! Incrível! – Woozie ri e aprecia o plano.

Hrumm hrummmm hrum! – Fa Li grunhe para seu tradutor.

Seu sucesso será recompensado, senhor Johnson... – Xi Mu diz.

CJ desce até a casa de apostas e olha pelas janelas. Ele avista dois asiáticos suspeitos do outro lado da rua, ao lado de uma moto estacionada. Certamente eram Da Nang Boys. Como o carro da Triad estava no estacionamento, quem estava na rua não via quem havia entrado no carro. Esse era o plano de CJ. Ele entra na Rancher de Woozie e sai do estacionamento em alta velocidade. Os vietnamitas logo sobem na moto e começam a perseguir CJ achando que Ran Fa Li ou Wu Zi Mu pudessem estar ali. Como CJ era excelente no volante, ele fez um caminho até o interior da cidade sem que a moto o alcançasse, portanto, sem poder ver o que acontecia dentro do carro. CJ já estava próximo do Mount Chiliad quando finalmente reduziu sua velocidade propositalmente. Nesse momento, ele recebe uma ligação de Guppy, da Triad:

Senhor Johnson, aqui é o Guppy. Você está bem?

Sim, não aconteceu nada. Eles morderam a isca feito idiotas... – CJ responde – O senhor Ran Fa Li conseguiu sair de boa?

Sim, Woozie o conseguiu tirar daqui em segurança. Obrigado! – Guppy agradece.

Beleza. Até mais, cara! – CJ desliga.

CJ para em um posto de gasolina para abastecer. Finalmente a moto dos Da Nang Boys consegue se aproximar do carro. Eles param ao lado da Rancher onde estava CJ e veem que só havia um homem negro no carro, nenhum chinês.

É uma isca! Vamos voltar para Chinatown! – o vietnamita de trás grita para o piloto da moto.

Os Da Nang Boys voltam em alta velocidade para a cidade, mas já era tarde. Ran Fa Li já estava no aeroporto com destino à China. Agora em San Fierro só restava Woozie como líder das Triads. Era certo que os ataques seriam concentrados todos nele. Mas os vietnamitas precisariam de tempo para elaborar algum plano ou emboscada. CJ recebe oito mil dólares pelo trabalho e é liberado por Woozie por alguns dias.

Durante esses dias longe da máfia chinesa, CJ atende a pedidos de Kendl para fazer sua garagem render dinheiro e se tornar um negócio. Para isso iria precisar da ajuda de toda sua equipe. E é Jethro que dá um passo inicial para o que viria a ser um grande investimento. Ele liga para CJ, que estava na casa de Michelle:

E aí, é o Jethro, cara! Se liga, o Cesar e eu usamos nossos contatos para conseguir tipo uma lista de carros pretendidos, mas nós temos que dixavar eles bem rápido, cara. Tem uma concessionária aqui no quarteirão que está à venda. Acho que seria uma boa ideia deixar tudo o mais legítimo possível.

Sim, essa é uma grande ideia, cara, vou ver essa parada. Falo contigo! – CJ diz e desliga.


CJ já tinha um local para investir. Era a Wang Cars, uma bela concessionária com vários carros em exposição, mas que estava à venda há poucos dias. Ela ficava a poucos metros da garagem de CJ. Ele vai até lá e procura o dono do estabelecimento, um chino-americano chamado Harry Wang. Ele diz a CJ que o valor da concessionária era de cinquenta mil dólares, um valor altíssimo em 1992. CJ vai até sua garagem e, após cinco minutos, volta com uma mala com cinquenta mil dólares em dinheiro vivo, surpreendendo Wang. Ele pega a mala e chama CJ para assinar a papelada de posse. Após meia hora, a Wang Cars era de Carl Johnson, um novo empresário. Kendl se enche de felicidade ao ver seu irmão investindo dinheiro em algo que realmente lhe traria retorno, mesmo que fosse pelos meios mais criminosos, como haveria de ser.

Naquela mesma tarde, a felicidade de Kendl se esvaiu quando ela viu toda a equipe da garagem jogando baralho em uma mesa. Apenas Zero mexia em um controle remoto no escritório.

Então é assim, né!? O grande risco do novo negócio que deveria salvar nossas vidas miseráveis!? – Kendl se aproxima da mesa, irritadíssima. 

Quer jogar? – CJ pergunta.

Olha só! – Kendl dá um tapa no ouvido de seu irmão – Eu achei que a gente tinha dado um passo para frente! Eu achei que a gente ia fazer esse lugar funcionar!

Pode parecer que a gente está só jogando cartas, mas também estamos planejando coisas! – CJ diz.

Não se preocupa, amorzinho, já estamos finalizando nosso primeiro projeto! – Cesar diz.

Finalmente! Funcionou! – Zero grita do escritório.

Funcionou o que? – Kendl ainda está irritada.

– Uma magia eletrônica e bomba intelectual que hackeia o estado de arte da tecnologia do satélite de imobilização a bordo do nosso veículo alvo! – Zero se empolga com sua conquista, mas ninguém entende.

Eu não entendi nada do que ele falou, mas eu estou dentro! – CJ se levanta.

Isso! Está dentro! Peraí, o que está dentro!? – Zero comemora, mas se confunde.

Todos se levantam da mesa e vão até o lado de fora da garagem. CJ entra em seu carro junto com Dwaine e recebe um aparelho estranho com uma antena de Zero.

Toma, esse aparelho é feito para pegar sinais de celular. Toda vez que a mulher fizer uma ligação, ele vai te dar uma nova localização. Você precisa ficar perto para isso ser atualizado. Ok? – Zero explica.

Beleza, ótima sacada, Z! – CJ diz e começa o plano.

O plano que CJ e seus colegas bolavam enquanto jogavam baralho era o início das buscas por carros específicos. Esses carros eram procurados por traficantes do mundo inteiro. Eles usavam os portos de cidades litorâneas para entrar em contato com vendedores para a prática ilegal de venda e exportação. E Cesar já havia conseguido tudo para que CJ entrasse no ramo. Na lista havia vários carros que seriam, claro, roubados. A Wang Cars seria um meio legal de registrá-los. O plano era perfeito.

O primeiro carro seria um Uranus, de uma mulher chamada Sharon, a quem Zero hackeava há dias para a experiência. Ela morava na rua da Zero RC e é para lá que CJ e Dwaine, que dirigia, vão. O sinal aumenta bastante. Eles logo vêem Sharon entrando no carro e começam a persegui-la. Dwaine se aproxima do Uranus e faz uma manobra PIT no carro, batendo na traseira e fazendo Sharon perder o controle de seu carro. CJ sai do carro apontando uma arma para a moça, que sai correndo na hora. Ele entra no Uranus e leva rapidamente de volta para a garagem. Dwaine vai para outra direção para despistar, mas pouco depois também volta à garagem. O primeiro passo que Kendl tanto reclamava que estava sendo esquecido, havia sido dado.

O dia seguinte começou com Cesar chamando CJ para dar uma volta na rua. Quem sabe eles não viam algum carro da lista por aí.

Vamos dar um rolê e ver o que podemos achar... – Cesar diz entrando em seu carro – Pega a espingarda, CJ!

Após alguns minutos rodando por Doherty e bairros próximos, Cesar recebe uma ligação de um de seus contatos pela cidade. Ele fica sabendo que há um carro da lista, um Sultan, sendo guinchado em cima da linha do trem em Foster Valley, a poucos quilômetros dali. Cesar rapidamente dirige até lá e vê o serviço de guincho sendo feito no carro com o motorista dentro.

Chegamos, mano! – Cesar diz.

Assim que chegam, Cesar e CJ logo avistam uma luz vindo de um túnel que ficava logo após o ponto da linha em que o carro estava parado.

CJ, o trem vai bater no carro! – Cesar grita – A gente tem que tirar o carro do caminho!

CJ pega sua espingarda e vai ao caminhão do guincho. Ele aborda o motorista com a arma na direção da cabeça do trabalhador e o obriga a sair do carro. O homem sai sem resistir. CJ acelera o caminhão com tudo e tira o carro de cima da linha do trem.

Espera aí! – Cesar entra em seu carro e também atravessa a linha.

O trem passa poucos segundos após Cesar passar. CJ estava no caminhão do guincho levando um Sultan com seu motorista, desesperado, dentro do carro.

Eu vou ligar para a polícia! – o homem gritava do carro.

Cesar ouve e emparelha com o Sultan. Ele apenas aponta sua metralhadora para o homem. Cesar ameaça mata-lo apenas com um olhar. Já bastava, pois a aparência de latino já amedrontava muita gente na costa oeste americana.

Ok, CJ, vamos levar o carro para a garagem! – Cesar grita.

CJ e Cesar rapidamente chegam à garagem. Eles levam o caminhão e o Sultan para dentro com o motorista. Lá, Cesar diz para o homem ir embora e nunca mais aparecer por Doherty. Promessa cumprida. Nunca mais ouviu-se falar naquele homem em San Fierro. Porém, outro homem que não se via há algum tempo estavas prestes a aparecer novamente.

terça-feira, 12 de julho de 2016

San Andreas - Parte 25


Uma monótona semana se passou sem novidades para CJ em San Fierro. Como a cidade era pequena, não havia organizações criminosas aos montes ali. Uma vingança dos Rifas até chegou a ser cogitada, mas com a morte de T-Bone, a gangue foi enfraquecida, não eram loucos a ponto de enfrentarem quem matou seu líder. Mas alguém muito perigoso ainda rondava a vida de CJ. Em uma tarde de sábado, ele havia acabado de almoçar quando voltou para a garagem.

E aí, CJ, qual é? – Jethro vê seu chefe e sai debaixo de um carro em que trabalhava.

E aí, Jethro... – CJ cumprimenta.

Tem uns policiais procurando por você aí no escritório, cara... – Jethro avisa.

Tenpenny... – CJ olha pela janela interna do escritório e vê Tenpenny dormindo em uma cadeira e Pulaski lendo um jornal – Beleza, cara, deixa comigo.

CJ entra no escritório e surpreende quem os esperava:

Bom ver vocês de novo...

Me pergunto como seu irmão está dormindo, de conchinha com o papai do chuveiro dele, enquanto você vive confortavelmente do lado de fora... – Pulaski provoca CJ, que fica em silêncio, encarando furiosamente o policial corrupto.

O que vocês querem agora? – CJ pergunta a Tenpenny.

Bom, o que nós queremos é fazer nossos trabalhos em paz... – Tenpenny diz entre bocejos após acordar – Sem ter nenhuma merda de liberal chorão metendo o nariz em casos em que ele sequer entende.

A imprensa está em cima de vocês? – CJ pergunta.

O que você sabe sobre essa merda, garoto!? – Pulaski está irritado.

Ei, calma aí, Eddie, não vamos perder a cabeça... – Tenpenny acalma o colega e explica a situação para CJ – Tem um jornalista jovem aí que está querendo fazer o nome dele...

Ele não sabe como as ruas funcionam! Não sabe que ele tem que informar o que ele deve informar! – Pulaski continua irritado.

Isso, e a gente quer que você cale a boca dele para nós... – Tenpenny diz a CJ.

E o rato dele! Cala a boca dele também! – Pulaski diz sobre um possível informante.

Sim, tem um repórter por aí que está caçando umas merdas do Pulaski, a gente não sabe quem está falando, mas a gente sabe que o jornalista vai se encontrar com ele hoje... – Tenpenny completa.

Cuide deles! – Pulaski joga o jornal em CJ e sai do escritório.

Ah, esse é um bom lugar, Carl... – Tenpenny diz olhando para a garagem.

Antes de ir embora, Tenpenny deixou uma foto na mesa do escritório. Nela havia um jovem homem de cabelos e barba castanhos, de aproximadamente trinta anos de idade, vestido de terno e gravata. Era o jornalista que CJ deveria matar. Seu nome era Robert Dennan, um prodígio da WCTR que estava envolvido em denúncias sobre a atuação da CRASH em Los Santos. No verso da foto, havia um recado dizendo que o encontro com o repórter aconteceria no Yacht Harbor, em Santa Maria Beach, Los Santos, às sete da noite, mas que Dennan chegaria à cidade pela estação de trem Market Station, em Market, perto do centro da cidade. CJ olha seu relógio e vê que que faltavam apenas três horas para o encontro. A distância de carro de Los Santos a San Fierro era de aproximadamente duas horas, então já era hora de partir. CJ pega sua sniper e joga em seu carro para viajar até Los Santos novamente.

CJ chega a Los Santos às seis e vinte da tarde. Ele vai direto para a estação de trem, estaciona o carro em frente à entrada e aguarda Dennan aparecer, com a foto dele em mãos para o reconhecimento. Às seis e trinta e nove, Dennan sai da estação e fica parado na calçada. CJ não podia matá-lo ali, pois ainda tinha que esperar o encontro do jornalista com o repórter para que pudesse acabar com os dois de uma vez. Após alguns segundos, Dennan entra em um táxi. CJ acompanha a viagem do jornalista até o Yatch Harbor. Às sete horas em ponto, o táxi deixa Dennan no local solicitado, em frente a uma barraca de cachorro-quente do píer. Na espera, lá estava Miguel Pastellón, um respeitado repórter também da WCTR, de aproximadamente quarenta e seis anos, origem latina, e que também estava interessado em denunciar a CRASH pela televisão. Mas para o azar dos perseguidores da justiça, ali estava CJ a poucos metros, dentro de seu carro, apontando sua sniper para a cabeça dos dois jornalistas, que morreram enquanto se cumprimentavam, com um tiro para cada. CJ rapidamente foge dali cantando pneu antes que a polícia pudesse ser alertada, pois ali era um local onde havia policiais vigilantes, como em qualquer lugar de recreação pública da cidade.

CJ sai de Los Santos em direção a San Fierro, mas liga o rádio para captar notícias de sua cidade natal, aproveitando que estava dentro dela, já que em San Fierro não era capaz de ouvir as notícias de Los Santos. CJ se surpreende ao ouvir notícias sobre Big Smoke, que naquele momento aparentemente era o maior filantropo da cidade. A notícia na rádio cobria a inauguração de um orfanato criado por Big Smoke para receber crianças pobres. O discurso dele foi transmitido ao vivo naquela noite:

“Eu gostaria de dizer que hoje é um grande dia para os empobrecidos e prejudicados de Los Santos. É com grande honra que eu me vejo generoso como eu sou. Me lembro de quando eu era pequeno e minha querida mãe me perguntava o que eu queria ser quando crescesse. E eu dizia ‘Mãe, eu quero ser um salvador!’. Essa é uma grande oportunidade. O Big Smoke’s Orphanage ensina às crianças importantes habilidades. Eu fui um órfão, mas eu lutei! Vi amigos cometerem erros e saírem do caminho correto, mas agora, graças a generosidade de um grande homem como eu, as crianças serão salvas! Big Smoke, baby! Lembrem-se desse nome!”

CJ ficou pasmo com a cara de pau de um grande canalha traidor como Big Smoke. Ainda nessa cerimônia, Big Smoke teve a audácia de dizer que lutava contra o fim das drogas em Los Santos, sendo que era o maior traficante da cidade no momento. CJ percebeu que o traidor não tinha limites. Era por causa dele que Sweet estava na cadeia. Ele iria pagar.

CJ voltou a San Fierro e no dia seguinte tomava café da manhã em um Burger Shot quando recebeu uma ligação de Jethro.

Sim, o que foi? – CJ atende.

E aí, mano, é o Jethro, cara! – Jethro diz rindo, meio sem graça.

E aí, Jethro! Qual foi? – CJ pergunta.

Eu estava falando com o Cesar aqui e, errr, não me entenda errado, cara, tipo, você é o cara quando se fala em dirigir, cara, mas o Cesar me falou sobre quantos carros você já descolou, cara, e eu e o Dwaine ficamos tipo, uau! – Jethro parecia enrolar ou ter medo de dizer algo.

Aonde você quer chegar, Jethro? – CJ percebe a enrolação.

Lugar nenhum, cara, lugar nenhum! É só que tem uma auto escola avançada, tipo, subindo a rua aqui da garagem, cara, em Doherty mesmo... – Jethro diz.

Auto escola!? O que você exatamente está querendo dizer, cara? – CJ não entende.

Nada, cara, nada! Isso foi ideia do Dwaine! Eu acho que você é maneiro e tal, tá ligado? É melhor eu desligar, CJ. Até mais! – Jethro se desespera achando que havia irritado o patrão.

CJ decide ir ver essa auto escola que seu mecânico havia falado naquela manhã. Ela ficava na mesma rua da garagem. Ele entra na recepção e é atendido por Michelle Cannes, uma moça branca, alta, de vinte e oito anos, voz firme, dreads loiros e um pouco masculinizada. CJ se dá bem logo de cara com ela. Ele decide fazer o teste rápido da auto escola para medir sua precisão em direção. E passa em todos os dez testes no pátio que ficava na parte de trás. Quando estava indo embora, CJ é surpreendido por Michelle, que pedia o número de seu telefone. Eles marcam de se encontrar em breve.

CJ teria mais uma ligação para atender naquele dia, dessa vez com um conteúdo muito mais importante:

E aí... – CJ atende.

Ei, Carl. É o Woozie! – Woozie diz – Se você tiver algum tempo, eu gostaria de que você aparecesse por aqui para conversarmos sobre algo.

Sim, claro. Onde você está? – CJ pergunta.

Eu sou dono de uma pequena casa de apostas em Chinatown. Apenas venha e se apresente. Meus funcionários estarão esperando sua visita... – Woozie diz meio sem jeito, talvez por sempre ter tentado passado um ar de milionário, o que era mentira.

Beleza, cara. Até mais! – CJ desliga.


CJ rapidamente vai com seu carro até Chinatown, o bairro chinês de San Fierro, onde ainda não havia passado. Era um bairro pequeno, com várias ladeiras e velhos prédios em becos, um lugar bem pobre em comparação ao restante da cidade. Era também o local com mais chineses fora da China no planeta devido a imensa imigração de asiáticos para a América durante as grandes guerras do século XX. CJ não demora muito para achar a casa de apostas, a única do bairro. Situada em uma das ladeiras, sua fachada era bem simples, tendo apenas uma placa com os dizeres Wu Zi Mu’s Betting Shop. CJ entra e vê alguns homens acompanhando corridas de cavalos em monitores. No caixa, havia um senhor acabando de fazer uma aposta. CJ entra na fila e quando chega sua vez, o funcionário chinês fecha o caixa.

Estamos fechados! Pok gai! – grita em chinês o homem, dizendo para CJ ir embora.

Calma, cara! Estou aqui para ver o Woozie! – CJ diz.

Ah... Suba as escadas! – o chinês fica sem graça.

Filho da puta idiota... – CJ se irrita com o funcionário e se afasta.

CJ vai até as escadas do outro lado da loja, mas é impedido de subir por Guppy, funcionário de Woozie que já havia o visitado em sua garagem.

Sou Johnson. Estou aqui para ver o Woozie, estou trabalhando para ele... – CJ diz.

Sim, por aqui... – Guppy abre passagem, mas chama CJ novamente quando ele subia as escadas – Você sabe da maldição do chefe?

Maldição? Não... – CJ responde.

Ele é cego... – Guppy diz com as mãos em oração.

Cego!? – CJ não acredita – Mas a gente estava disputando corridas em carros no mês passado!

Sim, eu sei. Ele é abençoado com inacreditável boa fortuna. E a Triad faria qualquer coisa por ele! O chamamos de nossa Toupeira da Sorte! – Guppy diz.

Beleza. Vou me lembrar disso... – CJ diz e termina de subir as escadas.

Ótimo... – Guppy sorri.

Finalmente CJ conhecia melhor as San Fierro Triads. Eles tinham Chinatown como território e eram divididos em três famílias: Blood Feather Triad, Red Gecko Tong Triad e Mountain Cloud Boys Triad, na qual Woozie era líder, ou, em sua língua natal, Dai Dai Lo. Eles tinham o preto como cor principal, assim como todas as Triads do país, que eram conectadas, fazendo a máfia chinesa ser extremamente perigosa e poderosa. Eles se envolviam em jogos de azar, roubos, corridas clandestinas e tráfico de armas, ficando de fora do tráfico de drogas.

CJ termina as escadas e chega a um apartamento com a porta principal aberta. Na sala de estar, Woozie esperava o convidado. Ele estava sendo acariciado por duas mulheres asiáticas, que ao verem CJ, se dispersam pelo apartamento.

Woozie! – CJ diz.

Olá, Carl... – Woozie diz.

E aí, o que está pegando, Woozie? Tá ligado, como você está? – CJ pergunta.

Direto ao ponto: eu não posso ter sua ajuda sem me abrir com você sobre quem eu sou e o que eu faço. Deixa eu me reapresentar... – Woozie dizia enquanto CJ acenava os braços em sua frente vendo se o chinês era realmente cego – Eu sou o chefe da Mountain Cloud Boys.

Prazer em conhece-lo... – CJ diz.

Igualmente. Por que você não se senta? – Woozie pergunta e continua sua apresentação – Como Dai Dai Lo da Triad, é minha responsabilidade garantir que as disputas sejam resolvidas sem, digamos, prejuízos em negócios importantes.

E onde eu entro nisso? – CJ pergunta.

É o que veremos. Estou prestes a comparecer a uma Triad local que falhou em se mostrar presente no último encontro da Tong. Venha comigo e te mostrarei como nós das Triads resolvemos as coisas sem recorrer a uma violência desnecessária... – Woozie diz com sua característica mansidão.

Beleza, vamos lá... – CJ diz.

Durante toda a descida do prédio, CJ analisava Woozie para conferir se o chinês realmente era cego. Como ele sempre estava de óculos escuros, era difícil perceber. Mas com a informação da deficiência, CJ começa a perceber e se lembrar de momentos em que Woozie agia de modo estranho, como da primeira vez que o cumprimentou, quando Woozie estendeu a mão para a direção errada. Aquilo parecia ser algo que o Dai Dai Lo tinha vergonha de assumir.

Ao chegarem à rua, Woozie estava sem carro:

Vamos precisar de um carro, o meu está na oficina.

Beleza, sem problemas... – CJ aponta para o carro em que havia ido, mas logo se lembra de que não adiantava apenas fazer gestos, mesmo assim Woozie conseguiu entrar no carro.

A Blood Feather Triad tem um depósito nesse quarteirão. Vamos ver que desculpas eles tem a oferecer... – Woozie diz.

Ok. Qual vai ser o assunto dessa reunião? – CJ se interessa.

Algumas pequenas gangues vietnamitas estão criando problemas ultimamente. Não estamos certos do motivo de estarem tomando mais coragem agora, mas estou nervoso com a situação... – Woozie revela.

E onde eu me encaixo no meio disso tudo? – CJ ainda não tinha sua resposta.

Você é um estrangeiro! – Woozie é direto – O lugar é esse. Venha, é por aqui.

Woozie sai do carro e começa a andar pela calçada com a mão esticada para frente, algo que CJ nunca havia visto, por Woozie sempre estar acompanhado quando o encontrou. Além disso, CJ ficou impressionado sobre como um cego sabia o local exato do que ele não podia ver. Ele entra na galeria, onde funcionava uma pequena feira, com algumas barracas de frutas e comidas.

Onde está aquele cimento solto? – Woozie se abaixa e procura algo que lhe servia de guia.

O que você está fazendo!? – CJ não entende.

Só, errr, conferindo o... Errr, cala a boca, Carl! Por aqui! – Woozie fica sem graça e continua andando pela galeria, mas sente várias pessoas correndo contra ele e gritando.

O que essa gente toda tem? – CJ pergunta – Para onde eles estão indo?

Algo não está certo por aqui. É melhor a gente ter cuidado. Me siga... – Woozie fica sério.

CJ segue Woozie pela galeria, até que o chinês bate de cara em uma parede e cai no chão.

O que foi? Você está perdido? Precisa de uma mão aí? – CJ diz.

Não, eu só estava, errr, sentindo o lugar. Fique perto... – Woozie se levanta, totalmente envergonhado.

Logo a frente, virando à esquerda na galeria, havia um portão que protegia um prédio antigo. Mas o portão estava arrombado, alguém parecia ter invadido o local.

Ah, chegamos! Por aqui! – Woozie se aproxima do portão, mas percebe a situação – Estranho, esse portão geralmente fica trancado. Continue perto.

Os dois atravessam o portão e quando se aproximam do prédio, percebem um calor e uma luz amarela em uma esquina. Quando chegam lá, eles tem uma surpresa desagradável.

Nossa, cara! Woozie... – CJ põe a mão na cabeça.

Por que você está tão assustado? – Woozie dizia, quando tropeça em alguém deitado – Oh, me desculpe, não te vi deitado aí...

Woozie, ele está morto! Todos estão! – CJ diz.

O cenário era devastador. Havia dois carros em chamas, com vários chineses dentro de cada um, e apenas um homem do lado de fora que havia conseguido fugir, mas que havia morrido carbonizado no pátio do prédio. Eles eram membros da Blood Feather Triad, que provavelmente haviam caído em uma emboscada de alguma gangue vietnamita.

Os Blood Feathers foram eliminados? – Woozie se espanta.

Em uma das garagens do prédio, era possível ouvir um choro baixo. O portão eletrônico se abre repentinamente, chamando a atenção de CJ e de Woozie, que prontamente apontam suas pistolas em direção a um homem que estava lá dentro, era o último Blood Feather vivo.

Dai Dai Lo! Me perdoe! Fiquei com medo de lutar e me escondi! – o chinês chorava.

Chega! O que aconteceu aqui? – Woozie grita.

Os vietnamitas nos surpreenderam, mataram a todos nós! – o chinês gritava quando ouviu carros cantando pneu bem próximo dali – Porra! Eles estão vindo de novo!

CJ também ouve o barulho e puxa Woozie para se proteger atrás de um baú de lixo que ali havia. Um carro derruba o portão do prédio e para bem em frente onde CJ e Woozie estavam. CJ vê que os vietnamitas eram os Da Nang Boys, os mesmos que tentaram sequestrar e matar Mike Toreno e acabar com o Loco Syndicate há algumas semanas.

As Triads devem se vingar! – Woozie fica irritado e grita.

CJ começa a atirar nos três vietnamitas que haviam saído do carro. Como ele já tinha visto antes, organização não era o forte da gangue, mesmo com o ataque de sucesso de minutos atrás contra os chineses. CJ e Woozie, que também atirava mesmo cego, matam os três homens e avançam pela galeria. Eles assumem o carro em que os Da Nang Boys chegaram e saem destruindo as barracas da feira em alta velocidade, inclusive atropelando alguns vietnamitas que entravam na galeria naquele momento para complementar o segundo ataque.

COMAM ESSE CHUMBO! O SANGUE DE VOCÊS VAI ESCORRER COMO VINHO! – Woozie gritava enlouquecidamente atirando para cima, chegando a assustar CJ pelo comportamento inédito.

Na saída da galeria, mais um carro dos vietnamitas estava ali. Eles percebem a fuga e vão atrás de CJ e Woozie.

Você dirige, eu vou mandar eles de volta para o bueiro! – Woozie diz a CJ – Vou cuidar desses assassinos de merda!

Woozie se senta na janela e começa a atirar para trás, na direção do carro que os seguia. Uma perseguição e um tiroteio espetaculares tomam conta das ladeiras de Chinatown. Woozie descarregava pentes e mais pentes de sua pistola nos vietnamitas, que iam sendo atingidos aos poucos. Até que o motorista do carro é atingido no pescoço e perde o controle, batendo em um poste ao lado de uma valeta com água do esgoto. O carro dos vietnamitas começa a pegar fogo e o motorista, com sangue jorrando do pescoço, começa a ter seu corpo invadido pelas chamas. Ele olha para o lado e vê o esgoto a céu aberto ao seu lado. Rapidamente sai do carro e se joga na valeta para apagar as chamas. Mero engano. O combustível do carro havia vazado todo em direção ao esgoto com a batida. Quando o vietnamita pulou na valeta em chamas, ele havia pulado em pura gasolina, causando uma enorme explosão no bairro. O segundo ataque dos Da Nang Boys havia falhado miseravelmente. Era certo de que eles não invadiriam mais o bairro da máfia chinesa.

Woozie e CJ nesse momento já estavam do outro lado do quarteirão, chegando a casa de apostas.

Aqueles parecem que foram os últimos deles... – CJ diz.

Obrigado, Carl. Você me salvou de ter que cuidar de todos eles sozinho... – Woozie descansava no banco do carro – Aqui, um pouco da apreciação da Tong pelo o que você fez hoje.

Woozie sai do carro e entrega cinco mil dólares a CJ. Ele entra em sua loja e imediatamente ordena seguranças a ficarem de prontidão em frente à entrada. CJ volta para sua garagem. Agora ele finalmente havia percebido o que ocorria nos bairros mais pobres de San Fierro. Os imigrantes asiáticos enfrentavam uma vida tão difícil quanto os negros e mexicanos de Los Santos. Ele se identificou com a ação envolvida naquela guerra. Triads contra Da Nang Boys o fez se lembrar de Groves contra Ballas por alguns segundos. E ele estava com saudade daquele sentimento. CJ finalmente entendeu o motivo de Woozie tê-lo metido naquele ambiente.