sábado, 27 de fevereiro de 2016

San Andreas - Parte 10


Após uma manhã inteira na academia, CJ volta à Grove Street e vai até a casa de Ryder. De fora já dava para perceber uma grande quantidade de fumaça com um forte cheiro estranho. CJ entra na casa e vê Ryder cozinhando. Uma enorme panela de pressão era a fonte da fumaça.

Ryder, que merda você está fazendo!? – CJ pergunta.

Negão, eu não encontrei aquela água que eu enterrei, então estou fazendo a minha. É fácil, maluco... – Ryder responde tossindo.

Isso é muito forte! – CJ tenta tirar a fumaça de seu rosto e vê que Ryder estava tentando acender seu baseado no fogão – Cara, não faz isso! Você vai fritar nós dois!

É quando a CRASH entra na casa de Ryder sem bater. Tenpenny, Pulaski e Hernandez se aproximam com bastante naturalidade.

Bom dia, garotos... – Tenpenny diz.

Cara, quem você está chamando de garoto, seu otário? – Ryder responde.

E como eu deveria te chamar? De anão? – Tenpenny reage.

Que tal palhaço? – Pulaski ri.

Palhaço? – Tenpenny pergunta.

É, palhaço é bom... – Pulaski continua rindo.

Cara, vai se foder! – Ryder diz e volta a preparar seu PCP líquido.

Sai daqui, seu viadinho! – Tenpenny empurra Ryder para longe da panela – Huummm, está cheirando bem! O que você está cozinhando? Cadê o meu?

Cara, relaxa aí, beleza? Dá licença! – Ryder vai até a geladeira e pega uma garrafa de PCP líquido – Aqui! Agora vê se não me enche, filho da puta!

Ah, minha esposa adora essas paradas, cara! – Tenpenny ri e vai ao assunto que o levou até a Grove – De qualquer forma, há um trem que vai fazer uma parada não programada ali no trilho. Ele tem um... como vocês dizem? “Bagulhinho” a bordo para vocês. Papo sério, cara.

A gente vê vocês depois, molecada... – Pulaski diz enquanto todos vão embora.

Cuzão... – Ryder resmunga.

Ah, Carl! – Tenpenny volta – Por favor, tente não matar mais nenhum policial respeitado.

O crime certamente cresceu desde que você voltou, garoto, haha! – Pulaski diz.

Só estou fazendo meu dever pela comunidade... – CJ é irônico.

O trem vai chegar em cinco minutos... – Tenpenny diz e vai embora.

CJ e Ryder se apressam para ir até o trilho do trem para ver o que era o material que chegaria. A CRASH avisar sobre isso não era nenhuma novidade, já que, para eles, as gangues de rua se reforçarem era um bom negócio, pois cada uma matava membros da outra e assim haveria menos trabalho. Os Groves partem em cinco no carro de Ryder, dois dentro e três na caçamba.

Você dirige, CJ, já que você é o “senhor motorista” e tal... – Ryder diz ao entrar em seu carro.

Ah, não vem com essas suas merdas de novo! – CJ se irrita – Não enche o saco sobre como eu dirijo. Não estou com paciência para isso, cara!

Bom, então não capote o carro e deixe gente fritando nas chamas... – Ryder diz.

Ah, eu nem estou dando moral para essas suas merdas, cara... – CJ diz.

Ótimo. Isso quer dizer que você está concentrado na pista, então... – Ryder insiste.

Hahaha! Você adora encher o saco de um mano... – CJ não aguenta e cai na risada.

 – Só estou tentando manter meus parceiros vivos, negão! – Ryder responde.

Enchendo o saco deles até a morte? – CJ pergunta.

Olha a pista, filho da puta! A pista! – Ryder brinca.

Eles chegam ao trilho do trem de carga no norte de East Los Santos. Próximo a um túnel, o trem estava parado com várias caixas de madeira sendo empilhadas em carros dos Vagos, que, aparentemente, já estavam lá havia alguns minutos.

Olha lá... – Ryder diz ao ver o trem.

É o nosso trem... – CJ diz – Que merda, parece que os Northside Vagos chegaram primeiro.

Ryder percebe que as caixas de madeira que o trem carregava continham armas e munição. Alguns Vagos manuseavam pentes de balas e testavam em suas pistolas. Os Groves fazem um ataque surpresa, avançando com a caminhonete enquanto faziam um drive-by, encurralando os poucos Vagos que estavam ali. Todos os mexicanos morrem com o tiroteio.

Os Groves começam a retirar caixas do trem e a empilhar na caçamba da Picador de Ryder. Mas são atrapalhados por outra gangue que também queria um pedaço daquele bolo: Ballas. Eles chegam em quatro dentro de um carro, mas não esperavam Groves ali, do mesmo jeito que os Groves não esperavam Vagos.

Que porra é essa? Agora são os Ballas que querem estragar a festa? – Ryder se surpreende.

Parece que Tenpenny deu o recado para todas as gangues de South Central! – CJ entende o objetivo do corrupto.

Cara, vamos passar esses Ballas cuzões! – Ryder diz e começa a atirar.

O carro dos Ballas é metralhado. Não deu nem tempo de saírem para reagirem ou tentarem roubar algumas balas. Os Groves logo se apressam para que fossem embora antes de que alguma outra gangue chegasse.

Vai ver o trem, CJ! – Ryder diz para CJ continuar coletando as caixas para a caçamba do carro.

Assim que CJ volta ao trem, o maquinista, que até então estava imóvel dentro da cabine, dá partida, surpreendendo a todos.

Porra, o que é isso? – CJ grita ao sentir que o trem estava andando.

Fica calmo, maluco, a gente vai estar logo atrás de você! – Ryder grita e todos entram no carro para seguir o trem, com Ryder em pé na caçamba – Joga algumas caixas, CJ!

CJ começa a coletar caixas com o trem em movimento enquanto o carro o seguia bem de perto, correndo ao lado dos vagões abertos. CJ joga caixas pesadas para Ryder segurar, mas ele reclama:

Boa jogada, mas, porra, joga devagar! Quer me matar!?

Após CJ jogar quatro caixas, a caçamba do carro não tinha mais espaço.

Beleza, CJ! É tudo que a gente pode levar! Vem para o carro, otário! – Ryder grita com CJ e diz para Troy, o Grove que guiava – Toca para a Grove Street, maluco!

CJ hesita, mas pula do trem em movimento quando passa ao lado de alguns arbustos. Ele rapidamente entra no carro e todos seguem para a Grove Street, mesmo com algumas viaturas tentando segui-los.

Caralho, mano, você foi foda! – Ryder diz a CJ assim que o carro chega a sua garagem.

Você também foi, mano... – CJ diz.

LB vai vir aqui para estocar a parada... – Ryder diz.

Beleza, até mais então... – CJ desce da caçamba.

Até o fim, CJ! Até o fim, tá ligado? – Ryder cumprimenta seu parceiro.

CJ volta para casa e come alguma coisa. Guerra entre gangues dava muita fome, ainda mais após uma manhã de exercícios físicos.


Após descansar um pouco pela tarde, CJ resolve ir visitar Smoke. Antes de bater na porta da casa do gordo, CJ é surpreendido pela CRASH saindo de lá, da mesma forma que havia saído da casa de Ryder mais cedo.

Bu! – Tenpenny brinca com CJ tentando assustá-lo.

Cuzão... – CJ sussurra.

Falou, Carl, vejo você por aí! – Tenpenny se despede.

Que porra eles estão fazendo aqui? Polícia de merda... – CJ pensa alto.

Esses filhos da puta intrometidos não me deixam em paz! – Big Smoke aparece na porta – Acham que eu sou o Mr. Big, ou algo assim. Mas eu não dou nada a eles, pra mim quem importa é meu parceiro Carl!

Isso aí, pode crer... – CJ cumprimenta Smoke.

A gangue é muito importante, CJ, você sabe disso! Você tem a moral de representar, baby? – Smoke pergunta.

Sim! – CJ responde.

Aí, minha prima está chegando na cidade vinda do México. Tenho que ir buscar ela... – Smoke diz.

Beleza, vambora! – CJ diz e entra no carro de Smoke – Mas por que você quer que eu dê esse rolê com você?

Sem motivo. Só quero dar uma volta com o carro por aí... – Smoke responde já dirigindo.

Ah, é? – CJ parece desconfiado.

É, cara, fica de boa, mano, relaxa! – Smoke diz.

Sua prima está vindo para cá? Do México? – CJ continua desconfiado.

Sim, eu e ela vamos dar uma viajada, uma viajada... – Smoke deixa claro que não era uma prima de verdade.

Ah, Smoke, você está cheio de merda! – CJ reclama.

Não seja preconceituoso na minha presença de novo, Carl! Tudo é meu primo! – Smoke diz.

O que Big Smoke queria dizer era que ele iria buscar maconha, ou na gíria da região, Mary Jane, sua “prima”. Ele leva CJ até um projeto de casas populares chamado Marble Del Rancho, em uma região de East Los Santos dividida entre os Vagos e os Ballas. Em frente às casas, havia dois Vagos, provavelmente seguranças.

Ok, minha prima Mary está lá dentro... – Smoke diz enquanto se aproxima do local – Aquele cheirinho doce e fresco da plantação. Vou encostar aqui, deixa que eu falo.

Cara, eu já devia saber... – CJ reclama ao ver os Vagos.

Ei, dá licença, José, yo soy El Grandio Smokio e eu quero a erva, comprende? – Smoke grita de dentro do carro misturando inglês e espanhol para um dos Vagos, o que faz CJ rir.

Vai se foder, cabron! – os Vagos não estavam de bom humor.

Como é que é!? – CJ diz.

Isso não foi legal... – Smoke diz e volta a gritar com os Vagos – Passa a erva antes que eu espalhe seu cérebro aí pelo pátio!

Chinga a tu madre, pendejo! – os Vagos continuam com mau humor e seguem andando pela calçada, ignorando os Groves.

Cara, deixa eu dar uma pressão nesses filhos da puta... – CJ se irrita e já pega sua pistola.

Eles estão fodidos, cara, estão fodidos... – Smoke pega um taco de baseball embaixo de seu banco e sai do carro.

Isso aí, Smoke, pega eles! – CJ diz.

Big Smoke sai do carro e bate com o taco na cabeça de um dos dois Vagos que iam embora pela calçada. O mexicano cai no chão e Smoke ainda dá chutes na cabeça já machucada.

É isso aí, você vai ver do que eu estou falando! Big Smoke, filho da puta, lembre-se desse nome! – Smoke diz, quando vê o outro Vago fugindo pelas ruas, mas não aguenta correr – Cola nele, CJ! Esse aí é todo seu, baby!

CJ parte atrás do Vago fugitivo. Ele pulava as cercas das casas com bastante facilidade, o que dificultava uma aproximação do Grove, que ainda não estava com físico e fôlego cem por cento como antigamente. Quanto mais CJ corria atrás do mexicano, mais ele se distanciava. Quando já pensava em desistir, CJ vê Big Smoke passar com seu carro na rua em que estava. Ele entra no carro e Smoke vai atrás do Vago restante. Ele é encontrado escondido em um beco. Smoke para o carro bem em frente e CJ dá dois tiros, um na perna e outro nas costas, enquanto o mexicano se virava para continuar fugindo. Smoke imediatamente volta para sua casa com o carro. No caminho, ele dá conselhos a CJ:

Carl, eu não quero que pareça que eu estou te desrespeitando, então não leve para esse lado. Eu tenho que te dar um, err, conselho...

O que? – CJ pergunta.

A academia, meu amigo. Você está se deixando levar! – Smoke diz.

Isso é um pouco demais vindo de você... – CJ ironiza.

Carl, eu sou ossudo, mas ainda sou um atleta! Você está se deixando levar, meu amigo. E, sendo honesto com você, isso está partindo meu coração! – Smoke continua.

Dá um tempo! Eu não sou gordo que nem você! – CJ ri.

Eu estou tentando! Estou tentando! E estou tentando te ajudar a ajudar a si mesmo, meu irmão! A academia, Carl! Lembre-se! – Smoke finaliza.

Vai se ferrar, cara! – CJ diz.

Agora vamos para casa. Preciso comer, cara... – Smoke absurdamente diz.

Beleza. Mas diz aí, Smoke. O que está pegando com você e Tenpenny? – CJ muda de assunto.

Quem!? – Smoke pergunta.

Tenpenny! – CJ repete.

Eu nunca ouvi falar dele... – Smoke diz.

Eu vi ele saindo da sua casa... – CJ desconfia.

Ah, esse é o nome dele? – Smoke pergunta.

É, você sabe que é... – CJ insiste.

Cara, ele não é nada. Ele é um verme, gosta de encher o saco das pessoas, você sabe disso, Carl! Mas você me conhece. É preciso mais de um otário para me tirar do sério... – Smoke diz e não fala mais nada até chegar a sua casa.

CJ volta para a Grove, mas Sweet e Ryder não estavam lá. Ele passa o resto da tarde em casa e a noite volta para a casa de Smoke, já que não havia outro parceiro por perto. Pensava em talvez jogar um baralho, ou um dominó, mas é surpreendido novamente. A CRASH novamente estava na casa de Smoke, dessa vez saindo de dentro da garagem.

Como vai, Carl? Ocupado, eu espero... – Tenpenny diz ao ver o Grove em frente à garagem.

Você me conhece, Oficial Tenpenny... – CJ diz.

É, eu te conheço, Carl. Eu sei tudo sobre você... – Tenpenny toca o ombro esquerdo de CJ com o dedo.

Não toca em mim! Tira essa mão porca de mim! – CJ diz.

É isso aí, Carl! Estou de olho em você! – Tenpenny diz e vai embora.

E? Como se eu desse a mínima... – CJ provoca.

Estamos de olho em você! – Pulaski diz e joga um resto de café na direção de CJ e também vai embora.

Filho da puta! – CJ desvia.

O que foi tudo isso aí, baby? – Smoke sai da garagem e pergunta.

Você me diz! – CJ continuava desconfiado de Smoke.

Ah, cara, eles metem o nariz em tudo! Não posso fazer porra nenhuma sem que o Tenpenny tenha interesse. Que ele vá para o inferno! – Smoke desconversa.

É... eu acho. O que está pegando de verdade? – CJ pergunta.

Estou pensando em dar uma volta de novo... – Smoke diz – Aqueles três falaram de uma coisa que talvez coloque a gente de vez no jogo!

Beleza, estou dentro! – CJ ingenuamente se empolga mesmo sem saber do que se tratava e já entra no carro – Para onde vamos, Smoke?

Para a Unity Station! – Smoke responde ligando seu carro.

A Unity Station era uma estação de trem situada em El Corona, na região sul da cidade, área dos Varrios Los Aztecas, a outra gangue mexicana de Los Santos, além dos Vagos. Era um terminal grande e até moderno para a pobreza da região em que se situava. CJ e Smoke chegam e estacionam o carro em um terreno ao lado, onde era possível ver um túnel onde era costumeiro acontecer acordos de drogas em sua marquise.

O que a gente está esperando, Smoke? – CJ pergunta enquanto está parado dentro do carro.

Alguns safados dos Vagos encontrando alguns San Fierro Rifas, fazendo algum acordo... – Smoke diz, saindo do carro.

San Fierro? Eu achava que mexicanos das cidades do norte não se misturavam com os eses de Los Santos... – CJ também sai do carro.

Porra, eu também... – Smoke responde.

Parece que são eles! – CJ avista quatro Vagos na marquise do túnel coletando um pacote de um Rifa.

Os filhos da puta chegaram primeiro! – Smoke se irrita – A gente tem que pegar esses otários!

Nesse momento, um trem passa pelo túnel e os Vagos aproveitam para pularem e pegarem uma carona em cima do trem até chegarem ao seu território, já que a linha do trem passava por lá. O Rifa simplesmente desapareceu. Para seguir o trem de carro e pegar os Vagos, seria impossível. CJ e Smoke vão até uma rua próxima à estação e roubam uma moto de alguém que passava.

Siga o trem! – Smoke grita para CJ conduzir a moto.

Smoke ficou na carona, pois planejava abrir fogo com sua pistola contra os mexicanos em cima do trem, mas seria muito perigoso, pois se os Vagos estivessem armados, tanto Smoke quanto CJ ficariam totalmente vulneráveis em posição inferior a eles. Mas por sorte, os Vagos estavam desarmados. CJ emparelha a moto com o trem andando por cima do trilho oposto e Smoke começa a atirar contra os mexicanos.

Chega mais perto, CJ! Vou detonar esses otários! Emparelha que eu vou atirar! – Smoke grita.

Os Vagos não tinham muito o que fazer, pois não havia para onde correr. Não poderiam pular do trem em movimento pela rua, só pulariam em árvores que a região deles possuía ao lado dos trilhos. Smoke atira nos Vagos e derruba dois quase que instantaneamente. Mas outro trem vinha na direção oposta a deles.

Porra! O trem está vindo! – Smoke grita.

CJ desvia do trem que vinha em sua direção, saindo do trilho, indo para a rua e voltando logo depois que o trem passa. Eles já estavam quase na área dos Vagos quando o último mexicano do teto do trem, que segurava o pacote que recebeu do Rifa, morre, deixando o pacote cair no chão. CJ para a moto e o trem segue com o mexicano morto no teto. Smoke se apressa para pegar o pacote que caiu na rua.

Vamos vazar daqui antes que a polícia apareça, cara! – Smoke diz ao voltar para a moto.

Foi sempre assim? – CJ pergunta.

O que foi sempre assim? – Smoke não entende.

Sempre fodido por aqui! Ou isso é por causa das drogas? – CJ completa.

O que você acha, cara? – Smoke ironiza.

Eu não sei! É por isso que estou perguntando a você... – CJ diz.

Não pergunte nada a um sábio, cara, pergunte a um idiota! – Smoke enigmaticamente responde.

Era isso que eu estava fazendo... – CJ é ácido.

Se você vai fazer disso uma coisa pessoal, eu não vou falar mais sobre isso! – Smoke se irrita.

Por que Tenpenny quer esse pacote aí? – CJ pergunta.

Ten-quem? – Smoke força uma inocência.

Não vem me enganar, Smoke! – CJ começa a se irritar.

Cara, existe uma coisa sobre você, cara, uma espécie de aura estranha, cara! – Smoke diz, mas não diz nada.

Smoke, quando você vai parar com essas merdas estranhas? – CJ continua irritado.

A verdade, Carl, é que a gente se perdeu quando você foi embora! E agora estamos salvos de novo! – Smoke desabafa.

O que tem no pacote, Smoke? – CJ se cansa da enrolação.

O problema é que muita gente morre antes de chegar a hora delas... – Smoke continua enrolando.

Se a vida após a morte significa se livrar dessas merdas que você fala, acho que eu estou pronto! – CJ diz – O que tem no pacote, Smoke? Sem mais ladainha!

Eu não sei, mano! Só estou ajudando esses policiais a manterem o bagulho fora das ruas, cara! – Smoke diz.

Eu não confio neles! – CJ grita.

Algumas vezes a confiança não é uma opção, mano... – Smoke diz e percebe que já estava na garagem de sua casa – É melhor você vazar, CJ. Não quero aqueles otários da CRASH colocando você para fazer merdas nas ruas.

Beleza, mano. Mas vê se toma cuidado com esses safados! – CJ está irritado, mas não entra em conflito com Smoke.

Essa participação da CRASH na “limpeza” das ruas era muito suspeita, principalmente o forte envolvimento com Big Smoke, que todos sabiam que era o mais insatisfeito com a posição da Grove Street Families na cidade. CJ começa a perceber que ali poderia haver um meio de entrada para a coerção dos policiais corruptos sobre a gangue. E se havia uma coisa que não poderia acontecer, era a Grove perder mais força ainda.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

San Andreas - Parte 9


Naquela tarde, CJ vai até a casa de Sweet, mas lá não havia ninguém. Ryder o avisa que ele estava na casa de Big Smoke. É para lá que CJ vai. Ele bate na porta, mas aparentemente também não havia ninguém. Até que Sweet e Smoke aparecem na garagem rindo.

Você sabe que o Jeffrey foi a puta de alguém pelas últimas três semanas, né? – Sweet ri.

Hahaha! Eu sei! – Smoke diz.

Ei! – CJ avista os dois.

E aí, CJ? – Sweet e Smoke cumprimentam.

Qual é? – CJ diz.

Qual é, cara? Quer ir para a cadeia? – Smoke pergunta.

O que!? – CJ se espanta, o que faz Smoke rir.

Não! Pegar Jeffrey! Ele está saindo hoje. Quer dar um rolê? – Sweet pergunta.

Claro. Mas o que o Jeffrey está fazendo preso? – CJ pergunta.

A gente fala disso no carro, cara. Vamos logo, estamos atrasados... Smoke diz e assume a direção de seu carro.

É bom ter você de volta, irmão. Desculpa eu ter ficado um pouco nervoso... – Sweet diz a CJ, após provavelmente ter sido avisado por Smoke sobre como CJ estava se sentindo.

De boa... – CJ responde.

Hahaha! Não é Jeffrey mais, é OG Loc! – Smoke se lembra do dia em que Jeffrey quis se passar por gangster.

OG Loc? – CJ não entende.

É, ele é um verdadeiro gangster agora... – Sweet ri.

Haha! Saquei. E o que ele fez? – CJ pergunta.

Qualquer coisa que o colocasse na cadeia. É para o currículo... – Smoke diz – Roubar carros, multas e outras merdas dessas.

Jeffrey, ou melhor, OG Loc, depois de ter sido ignorado como gangster por Sweet e Smoke, decidiu mostrar para todo mundo como ele era um verdadeiro OG. Se meteu em várias confusões, todas envolvendo o trânsito, pois era a única coisa que ele tinha coragem de se meter. Quanto mais prisões um OG tivesse, mais ele era respeitado nas ruas. Uma tentativa de roubo a carro levou OG Loc a ficar três semanas preso no quartel da LSPD, no centro, em uma cela com um mexicano chamado Freddy, que era membro dos Los Santos Vagos. CJ, Smoke e Sweet vão até lá buscar seu parceiro de bairro, que saía com uma mala, de touca e sem camisa.

O otário está saindo... – Smoke avisa.

Olha esse otário, cara... – CJ sente vergonha alheia – Agindo como se fosse fodão...

Ele acha que é perigoso, hahaha! – Smoke ri.

Vou te contar... – CJ balança a cabeça.

O que eu sei é que esse otário não pode ser levado a sério... – Smoke diz.

E aí, qual é, Jeffrey? – CJ cumprimenta o ex-preso.

Cara, é OG Loc, mano! OG Loc! – Loc diz.

Ah, foi mal! Então, como foi lá, mano? – CJ tenta ser simpático.

Cara, o que você acha? Como foi lá? – Loc não gosta da pergunta e encara CJ.

Ei, calma aí, cara! E agora, o que você quer fazer? – Smoke pergunta.

Cara, eu quero matar um cholo filho da puta! Ele estava me desrespeitando, cara! – Loc se refere a seu ex-parceiro de cela.

Jeffrey, eu achei que você estava indo para uma... faculdade! – Smoke ri.

Cara, vai se foder! – Loc se irrita – O filho da puta roubou minhas rimas! Ele está lá em East Flores. Me dá uma carona aí!

Cara, por que você não poupa a gente dessas merdas e entra no carro? Otário! – Sweet é grosso.

Todos entram no carro de Smoke e vão para East Flores, área ao norte de East Los Santos, território dos mexicanos Los Santos Vagos. No caminho, CJ mata a saudade de seu parceiro:

Qual é seu plano, gangster? Agora você é um homem livre e tal...

Cara, eu não estou livre. Meu agente da condicional arrumou um emprego para mim! – Loc responde.

Esses filhos da puta sempre querem deixar um mano fodido! – Smoke diz.

Pode crer! Mas ainda assim não é tão ruim, eu vou ser um “técnico de higienização”... – Loc não faz ideia do que está falando.

Subindo na vida, hein? – Sweet provoca.

A um obstáculo do sucesso! – Loc se empolga.

Após alguns minutos, eles chegam ao local. O bairro era totalmente pobre, as casas eram de madeira, praticamente barracos. Mas a casa de Freddy era até boa para a região.

Cara, a casa é aqui! – Loc aponta.

Aqui não é território dos Vagos? – CJ pergunta.

Cara, eu não estou nem aí! Sou um gangster! – Loc sai do carro.

Beleza, vamos deixar o Loc negociar com o Casanova... – Smoke ri.

Eu vou ficar com o Jeff... digo, Loc... – CJ também sai do carro.

Beleza. A gente se vê no bairro então... – Sweet se despede.

CJ toca a campainha enquanto Loc grita na janela:

Freddy! Eu vim te pegar, filho da puta!

Loc, calma aí! – CJ diz.

Jeffrey, você entendeu errado, cara! Aquilo foi coisa da prisão! – Freddy, com sua voz afeminada, diz de dentro da casa – Eu tenho várias muchachas aqui fora, eu não preciso da sua bunda magrela!

Cara, ignore ele, CJ! Eu não sei do que ele está falando! – Loc diz para CJ, que quase rolava no chão de tanto rir – Me devolve minhas rimas, seu ladrão! Eu sou gangster!

Você deixou o sabonete cair, amor, não sei nada sobre rimas! – Freddy diz enquanto saía pela porta dos fundos em sua moto.

Ei! Ei! O filho da puta está fugindo! – Loc percebe e começa a perseguir Freddy a pé.

Loc! Volta aqui, negão maluco! – CJ diz ao ver uma moto com a chave na ignição no quintal.

Vambora, CJ! Preciso proteger minha reputação! – Loc grita ao subir na moto.

Uma perseguição de moto se inicia pelas ladeiras de East Flores. Freddy ficava provocando os Groves, parando em esquinas.

Uh! Me caça! Me caça! – Freddy grita – Vem logo, docinho, estou perdendo a paciência. Eu gosto de caras rápidos, não lentos! Achei que você fosse bom, fofinho! Você sabe que eu gosto da emoção de uma caçada!

Sem CJ saber, Loc havia pegado uma arma com Big Smoke antes de sair do carro. Durante a perseguição, ele saca sua pistola e começa a atirar em Freddy, apertando o gatilho bem ao lado de CJ, que reclama. Mas funcionou. Após alguns minutos de perseguição, Loc acerta um tiro nas costas do Vago, que cai na pista derrapando sua moto. Entretanto, eles se viram em Los Flores, na mesma rua em que CJ havia pichado o nome da Grove dias atrás. Freddy desce da sua moto e grita com alguns Ballas da rua, o que demonstrava que as duas gangues eram unidas:

Ele magoou meu coração! Peguem eles, garotos!

Eu vou te matar, seu fofoqueiro filho da puta! Vou comer sua bunda! Quer dizer, não nesse sentido! Me ajuda, CJ! – Loc grita e atira.

Inacreditavelmente, o tiro acerta a cabeça de Freddy, que cai morto na hora. CJ fica na dúvida entre se o tiro foi realmente pensado ou se foi por pura sorte. Mas logo sai em disparada dali, pois estava desarmado. Enquanto fugiam, os dois conversam.

Não diga porra nenhuma, CJ! – Loc diz, envergonhado.

Hahaha! Você estava solitário, Loc? Eu gosto de um bigode também, mas só do meu... – CJ ri.

Eu sou verdadeiro! Diferente de vocês, falsos filhos da puta! – Loc diz.

Beleza, gangster! Vamos voltar para a Grove... – CJ diz.

Não, não posso. Eu tenho que me apresentar nessa merda de emprego! – Loc lembra.

O que você quiser. Quer que eu te leve lá? – CJ pergunta.

Claro. Vambora! – Loc diz – É no Burger Shot lá em Verona Beach.

Você é quem manda... – CJ diz.

Porque eu sou bom, com a higiene, em uma missão, como um super técnico, baby... – Loc tenta rimar, mas falha miseravelmente.

Para com essa merda aí, cara! – CJ preza por seus ouvidos – Olha só para você, todo bombadinho e tal...

Cara, eu não estou nem com oitenta quilos... – Loc diz.

Você poderia arrumar isso aqui na rua... – CJ diz.

Eu consegui isso na prisão! – Loc diz.

Ah, então beleza, gangster... – CJ ri.

CJ leva o “gangster” até a lanchonete Burger Shot, no bairro de Verona Beach, na praia ao oeste da cidade.

Valeu pela carona, CJ! Vê se não some, otário! – Loc diz ao entrar na lanchonete.

Beleza, vejo você por aí! – CJ diz.

Valeu, ali! – Loc rima – Até mais.


CJ volta para a Grove se certificando de que os Ballas ou os Vagos não estavam o perseguindo. Agora ele tinha uma moto, o que seria de grande utilidade para furar o trânsito intenso da cidade em algum momento delicado. Sweet e Smoke ainda não haviam chegado, então CJ visita Ryder, que estava no quintal dos fundos de sua casa mexendo em sua plantação.

Que merda! Cadê essa porra? – Ryder procurava alguma coisa cavando buracos.

Cara, o que você está fazendo? Vai enterrar alguém? – CJ pergunta.

Que merda! Aonde foi que eu coloquei, cara? – Ryder reclama.

Colocou o que, negão? – CJ evita pisar nos vários buracos do quintal.

Cara, a porra da água! – Ryder se refere aos seus frascos de PCP líquido – Eu preciso de uma coisinha especial antes de fazer as paradas!

Que paradas, maluco? – CJ pergunta.

Meu mano LB me falou sobre um filho da puta do exército que tem todas as armas que a gente precisa. Não aquelas merdas velhas do Emmet! – Ryder explica.

Estou dentro! Vambora! – CJ se anima.

Pode crer, você sempre está dentro, mano. A não ser quando você não estava por aqui... – Ryder provoca.

Vai se foder, negão! – CJ se irrita.

Que merda! – Ryder chuta os buracos por não achar sua droga e oferece o baseado que fumava para CJ – Você quer um pouco disso aqui, cara?

Não, cara, estou de boa... – CJ recusa – Para onde a gente vai?

Para as paisagens de East Beach. Melhor ainda, vamos esperar até escurecer. Pegar aquele filho da puta dormindo... – Ryder diz.

Pode crer! Estou sacando... – CJ se anima novamente.

Pode crer! Pode crer! – Ryder volta a cavar em seu quintal – Qual é, negão? Está esperando o que? Procura aí!

Deixa isso pra lá! – CJ reclama.

Smoke e Sweet chegam à Grove, mas se recusam a participar desse roubo. Eles estavam em outros bairros resolvendo algumas coisas para o crescimento da Grove. LB, o amigo de Ryder, era um atual membro da Grove que era especialista em roubos, tinha até uma grande van Boxville preta apenas para colocar os materiais que furtava. Às dez da noite, LB leva sua van para a Grove Street e diz a CJ o local em que um velho coronel do exército morava.

Coronel Fuhrberger era um idoso de oitenta e dois anos. Era um veterano da Guerra do Vietnam, tendo sido coronel do exército americano por vários e vários anos. Se aposentou em 1983 após o corpo médico do exército avaliar sua capacidade mental como afetada pelos horrores vividos no país asiático. Desde então ele morava sozinho em uma ótima casa duplex de frente para o mar em East Beach, único bairro de classe média-alta de East Los Santos. LB ficou sabendo do grande estoque de armas do coronel ao passar em frente a sua casa e ver um caminhão entregando caixotes com “U.S. Army” gravado neles. O coronel era um colecionador de armas militares.

Ryder e CJ deixam a Grove Street exatamente às dez e meia da noite. O horário foi garantido por LB, que já havia percebido que o velho sempre dormia às dez. Ao chegarem em East Beach, Ryder estava agoniado por não estar entorpecido por sua “água”.

Cadê esse velho filho da puta? Onde ele mora, porra? – Ryder pergunta.

Relaxa, cara. A gente não chegou ainda... – CJ responde.

Ah, certo, Carl. Você sempre está certo! Esse é o meu mano Senhor Certo! – Ryder reclama.

Cala a boca! – CJ diz.

Você não pode me parar! – Ryder insiste.

Quem pode? – CJ pergunta.

Foda-se! – Ryder demonstra muito nervosismo.

Assim que CJ chega ao endereço que LB passou, Ryder explode em nervosismo:

Vamos invadir a casa!

Calma! Vamos entrar devagar, pegar as armas e vazar... – CJ diz enquanto coloca uma máscara.

Beleza, beleza. Estilo ninja. Pode crer... – Ryder diz, mas logo depois explode novamente gritando em frente a uma janela da casa – Aparece aí, seu velho desgraçado!

Cala a boca! – CJ grita.

Ele não pode me deter! Você é uma bicha, Carl! – Ryder diz, mas logo dá para trás – Beleza, otário, você vai e eu fico vigiando aqui...

CJ não liga e abre a porta da casa com um pequeno pedaço de arame na fechadura. Lá dentro, ele vê praticamente um museu de armas militares, havia até canhões na sala. Era possível ouvir o ronco altíssimo do coronel dormindo no segundo andar. CJ anda bem devagar pela casa para não fazer barulho, até que entra em um quarto onde ficavam os caixotes cheios de fuzis e metralhadoras de uso exclusivo do exército.

Saiam da minha casa! – o coronel grita de seu quarto, o que assusta CJ, mas era apenas mais um sonho doentio do coronel sobre sua experiência no Vietnam – Vietcongs desgraçados!

Em poucos minutos, CJ leva quatro caixotes com armas e munição para a van estacionada do lado de fora da casa. Já era hora de dar o fora.

Cara, você é um arrombador natural! – Ryder elogia CJ.

Vamos vazar! – CJ diz entrando na van.

Beleza, agora a gente está feito! LB tem uma garagem em um bairro da Seville Boulevard Families que a gente pode usar... – Ryder diz.

Pode crer. Sério, Ryder, você precisa parar com o bagulho, cara... – CJ diz após perceber o comportamento de Ryder.

O que!? Cara, eu largo a água se você largar de ser uma bicha! – Ryder responde.

Peraí, mano! – CJ ri.

Bicha! – Ryder provoca.

Esquece... – CJ diz.

Esquece você, otário! – Ryder insiste.

Um dia você vai desejar não ter me deixado puto... – CJ faz uma ameaça velada, mas meio que na brincadeira.

Eu ouvi alguma coisa? Ah, é a bicha reclamando de novo... – Ryder responde.

Cara, você está igual a uma criança... – CJ perde a paciência.

Não vou falar mais com você, otário! – Ryder também perde.

Os dois fazem o restante do caminho até a garagem de LB em Playa Del Seville. Ryder aponta para a garagem, CJ se aproxima e buzina. Um dos membros da gangue vê Ryder e abre a porta para a van ser guardada. CJ deixa as armas lá, que depois seriam levadas por LB para a Grove.

Você viu? Eu te falei, foi simples... – Ryder volta a falar com CJ quando eles saem da garagem.

Sim, foi tranquilo... – CJ responde.

CJ, você tem que colocar na cabeça que isso aqui é a parada que rola todo dia, mano! – Ryder aconselha.

Beleza. Olha só, eu estou cansado. Te vejo amanhã… – CJ diz.

Beleza, mano. Mas pensa no que eu te disse... – Ryder diz e volta para a garagem para analisar as novas armas da Grove.

CJ liga para Sweet e pede para seu irmão ir o buscar, pois ir embora a pé poderia trazer problemas naquela região. Sweet chega com seu carro à garagem e CJ conta as novidades, o que faz ambos se animarem para as próximas missões diárias para o contínuo reerguimento da Grove.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

San Andreas - Parte 8


A segunda semana de CJ em Los Santos começa. Na hora do almoço, ele vai até a casa de seu irmão para ver se por lá havia alguma comida, mas Sweet estava saindo com Smoke e Ryder. CJ percebe o clima meio tenso ao cumprimentar a todos.

Respeito é para ser conquistado, Sweet, assim como o dinheiro... – Smoke diz.

O que você está falando? Que você não me respeita? – Sweet pergunta.

O que eu estou dizendo é que... – Smoke parece com medo de continuar a frase.

Fala aí, negão! – Sweet encara Smoke.

Estou com fome! Hahahaha! – Smoke foge da raia e muda de assunto.

Porra, que merda. Qual é a de vocês? – CJ diz.

Cara, o homem não pode ficar sem dividir o pão! Já passei por isso! Hahaha! – Smoke diz e cumprimenta CJ – Carl, você está muito magro, cara. Deve estar morrendo de fome, mano!

É, eu posso comer um pouco mais... – CJ diz.

O que vocês querem comer? Qual tal alguns tacos? – Ryder era fã de comida mexicana.

Tacos de novo? Nem pensar! – Sweet reclama.

Frango, cara! Sem discussão! – Smoke diz.

Cara, eu não quero frango... – é a vez de Ryder reclamar.

Carl, você dirige. O Smoke parece que vai desmaiar! – Sweet ri e joga a chave do carro.

Todos entram e CJ os leva até o Cluckin’ Bell de Willowfield, a lanchonete especializada em frango frito da cidade. Durante a viagem, CJ entra em um assunto sério:

Como a mamãe foi assassinada? A gente tem que falar sobre isso...

Temos que falar disso mesmo. Eles foram atrás do Sweet! – Ryder diz.

Como você sabe disso? Você sabe como as pessoas são. Dizem que gostam de você, mas não abrem a boca para falar nada! Ficam assustadas!  – Smoke repreende.

Dizem que viram um Sabre verde fazendo o serviço e indo embora... – Ryder diz.

É, mas as pessoas gostam de falar, né? De qualquer modo, você está falando de metade de Los Santos! – Smoke insiste.

É, você está certo, foi mal... – Ryder diz.

E aí, mano? CJ olha no retrovisor para Sweet.

Eles só metralharam a casa. Não vi porra nenhuma... – Sweet diz.

Eles chegam ao Cluckin’ Bell e passam pelo drive-thru.

Carl, o que você quer? Você tem que comer bem para ficar forte, cara! – Smoke diz.

Eu vou pegar um número nove, gordão... – CJ responde e ao mesmo tempo fala com o atendente.

Me dê um número nove que nem o dele... – Ryder diz ao atendente.

Eu quero um número seis com molho extra! – Sweet pede.

Vou querer dois números nove, um número nove grande, um número seis com molho extra, um número sete, dois números quarenta e cinco, um com queijo, e um refrigerante grande... – Smoke pede e deixa todos no carro perplexos.

Eles aguardam alguns minutos para os lanches ficarem prontos.

Ei, foi mal, mano... – CJ diz ao ver Sweet pra baixo no banco traseiro – Você sabe que eu tenho que saber sobre a mamãe.

Eu sei, CJ. Eu sei. Eu só estou tentando não pensar muito nisso. É só isso... – Sweet diz – Eu nem sabia se ela tinha sido atingida até eles pararem de atirar!

Beleza, beleza, beleza, vamos comer! – Smoke corta o clima pegando os lanches.

Não tem um bife por aqui? Estamos sendo feitos de otários... – Ryder reclama sobre comer frango de novo, e por aquele preço.

Não aguento comer comida fria! – Smoke já corta – Diferente de você, eu nunca procurei comida na lata de lixo!

Hahaha! Porra, é o mendigão do lixo! – CJ ri.

Me dá minha comida aí! – Sweet ainda estava mal.

Assim que o carro deixa o drive-thru, Ryder avista um Voodoo roxo passando pela rua. Era o mesmo carro que havia perseguido Sweet no dia do enterro de sua mãe.

Ei, ei, olha ali! Kilo Trays caçando a gente! – Ryder se refere aos Kilo Tray Ballas, a gangue que comandava Willowfield.

Porra, Ryder, você é um pé frio! – Sweet diz.

Que merda! Esses filhos da puta estão indo para o bairro! – CJ percebe.

Mas os Ballas aparentemente viram os Groves ali. Eles dão meia-volta na rua e aceleram em direção ao carro de Sweet.

DRIVE-BY! – Sweet grita.

Todos se abaixam e a rajada de tiros dos Ballas não acerta o carro da Grove. Após errarem, eles fogem pela rua, mas são perseguidos com Ryder e Sweet sentados nas janelas com suas pistolas.

Acelera aí, CJ! Vai! Vai! Pisa forte que a gente vai pegar esses pretos! – Sweet grita.

Por que você não está atirando, Smoke!? – Ryder percebe que Big Smoke estranhamente estava apenas comendo seu lanche enquanto o tiroteio acontecia.

Vou atirar quando eu terminar de comer! – Smoke diz.

Para de encher essa boca, seu filho da puta! Atira! – CJ se irrita.

Não estou enchendo minha boca, mano, estou aproveitando minha refeição... – Smoke diz – Matem esses cuzões aí! Porra, que sanduíche gostoso!

Smoke! Para de encher a cara e começa a atirar nesses Ballas! – Ryder também se irrita.

– Só estou tentando aproveitar minha comida! – Smoke insiste.

E esses otários estão tentando aproveitar nossas mortes! Agora, vai logo, Smoke, atira! – Sweet explode.

Estou terminando minhas batatas! Meu especial! – Smoke ri.

Porra, você derramou ketchup no banco todo! – Ryder olha para dentro do carro.

Você cuida dos negócios com a mão, filho da puta! Com a mão! – Smoke continua rindo.

Mas o banco estava novinho! – Ryder continua olhando para o carro e quase cai em uma curva – CJ! Olha para a porra da rua!

Calma, filho da puta! Isso aqui não é um passeio de domingo! – Smoke diz.

Meu refrigerante! Caiu tudo no chão, porra! – Ryder reclama.

Você pode lamber tudo quando você acabar! Agora fica de olho no carro dos Ballas! – Sweet está nervoso com a conversa fiada dos dois.

O Voodoo entra em uma rua rápido demais fugindo dos Groves e acaba capotando, deixando os Ballas feridos de cabeça para baixo. Sweet sai do carro, se aproxima dos Ballas e atira em cada um, matando-os. Ele volta para o carro.

CJ, leva a gente de volta para a Grove! – Sweet diz, nervoso.

Beleza! – CJ diz.

Porra, essa merda foi séria! – Ryder diz.

É, cara, esses Ballas otários não vão tentar fazer isso de novo... – Sweet responde seco.

Nossa, cara! Essa comida encheu minha pança! – Smoke diz.

Seu gorducho filho de uma puta! Da próxima vez é melhor você atirar porque senão eu mesmo atiro em você! – Ryder fica nervoso.

Smoke, você é gigante, cara! Tipo, gigaaaaaante! – Sweet é irônico.

Haha! É por isso que você me ama, baby! – Smoke ri.

Ao chegarem ao bairro, Big Smoke era o único animado:

Mais uma para a Grove!

Como é que é, Smoke? Tudo que você fez foi comer a merda da minha comida! – Ryder grita.

Porque estava esfriando... – Smoke usa a desculpa.

Vocês vão querer entrar para uma cerveja? – Sweet pergunta.

Não, baby, tenho que voltar para o meu barraco... – Smoke diz – CJ, me dá uma carona?

Beleza, Smoke. Vejo vocês depois! – CJ aceita e se despede dos outros.

Sweet e Ryder saem do carro e Big Smoke passa para o banco da frente. CJ o leva até sua casa, que nunca havia sido vista. No caminho, CJ aproveita para fazer algumas perguntas:

O que aconteceu com você agora a pouco, Smoke?

Cara, se você pode comer sua comida enquanto todo mundo está desperdiçando as deles e te culpando, você é o correto, mano! – Smoke diz.

O que? – CJ não entende nada.

Nada! Nada! É só um poema que eu li... – Smoke desconversa.

Smoke, me diga o motivo de você ter se mudado da Grove... – CJ testa seu amigo.

Cara, eu recebi um dinheiro de uma tia. Aqui é um lugar maneiro e tal, mas a Grove Street está no meu coração, cara! É lá que os meus manos estão! – Smoke diz.

Ah... Ok, mano... – CJ não acredita muito, ele já estava começando a desconfiar das intenções do gordo.

Valeu, Carl! – Smoke diz quando chega em frente à sua casa – Senti sua falta nesse tempo, baby!

Valeu, Smoke. Eu gostaria que o Sweet pensasse assim também... – CJ diz.

Ele não tem essa intenção, CJ. Ele só estava meio afetado pela parada da sua mãe, cara! – Smoke consola e dá duzentos dólares a CJ – Aí, pega esse dinheirinho do Smoke e vai relaxar, mano!

Big Smoke vai para sua casa e CJ fica confuso no carro de Sweet. Ao mesmo tempo em que começava a desconfiar de Smoke, ele gostaria que Sweet fosse tão parceiro quanto ele. CJ volta para a Grove Street, deixa o carro em frente à casa de seu irmão, come seu lanche e vai dormir um pouco durante a tarde. Já pouco antes de anoitecer, ele recebe uma ligação de Sweet:

CJ, é o Sweet...

E aí, qual é? – CJ diz.

Se você não respeitar seu corpo, ninguém vai te respeitar. Você está muito magro, CJ, precisa arrumar uns músculos! – Sweet diz.

Se eu quisesse alguém para encher o saco, eu teria arrumado uma esposa! – CJ brinca.

Só estou preocupado com você, mano. Tem a ver com ganhar respeito, tá ligado? – Sweet diz.

Acho que sim... – CJ diz.

Tem uma academia a uns dois quarteirões da Grove. Vai lá e arruma um físico de gangster para você! – Sweet diz.

Vou dar uma olhada... – CJ promete.

E outra coisa! Eu achei que você estava representando! – Sweet diz.

O que? – CJ não entende.

Me corrija se eu estiver errado, mas eu achei que você estava com a Grove Street de novo! – Sweet diz.

Eu já te disse que estou! – CJ não entendia nada.

Por que você ainda não está usando nossas cores? Você tem que usar o uniforme, cara! Ninguém vai te respeitar também se você não representar seu bairro! – Sweet diz.

Pode crer, cara. Foi mal. É que eu ainda não tive tempo de resolver isso... – CJ se desculpa.

Tem uma Binco bem na esquina da academia aqui em Ganton. Pega alguma coisa verde para você lá! – Sweet diz e desliga.


CJ decide resolver as duas coisas que Sweet havia pedido. Ele vai até a academia do bairro e se inscreve para começar a recuperar seu físico de cinco anos atrás. Do outro lado da rua, ficava a Binco, uma loja de roupas baratas que vendia peças principalmente da cor verde, quase sendo uma loja da Grove. CJ compra algumas camisetas verdes e já sai de lá vestido com uma. Para agradar seu irmão, ele volta e já vai direto para a casa de Sweet. Ryder e Big Smoke estão novamente lá, dessa vez jogando dominó.

Me dá quinze, filho da puta! – Smoke grita enquanto joga.

Estou escrevendo tudo em um segundo. Não vou escrever porra nenhuma para você, seu gordo cuzão! Deixa eu jogar primeiro! – Ryder anotava as jogadas em um bloco de papel.

E aí, qual é? – CJ entra na sala com sua nova camiseta verde e cumprimenta a todos – Quem está ganhando?

Quem você acha? Eu! – Smoke ri.

Chega! Esse jogo está cancelado, seus filhos da puta! – Ryder joga suas pedras de dominó e seu bloco de papel na mesa.

Aí, com que tipo de armas a gente está trabalhando atualmente? – CJ muda de assunto.

A polícia chegou aqui e levou tudo. Não tem mais porra nenhuma! – Ryder diz, ainda nervoso.

E o que vocês vão fazer se os Ballas chegaram aí? Vão jogar sapatos neles? – CJ ironiza – O que aconteceu com o Emmet?

Emmet? Haha! Gangsters hoje em dia tem Macs, AKs, e tudo mais. Emmet está na contramão, não tem nada disso... – Sweet diz.

Até a gente ter essas paradas, a gente precisa negociar com os malucos que sempre estiveram do nosso lado... – CJ diz.

Emmet é da Seville Boulevard Families. A gente não esteve muito próximo a ele ultimamente, mas eu vou te levar para ver ele. Pegar uns ferros para a gente! Vambora! – Smoke diz.

O novo carro de Big Smoke estava na porta da casa de Sweet, era um Glendale azul antigo, que não devia ter sido muito caro, o que não chamou a atenção dos Groves. Enquanto voltavam a Willowfield para visitar Emmet, um antigo traficante de armas da Grove Street Families de cinquenta anos, CJ pergunta para Smoke:

O que aconteceu com as Families? Cadê o amor?

Merda acontece. A Seville tretou com a Temple, a Temple tretou com a Grove. Sangue ruim leva a sangue ruim. Se você ler o livro, vai ver que o mundo sempre foi assim, baby! – Smoke diz enquanto dirige.

Mas você sabe que a gente tem que fazer isso ficar na moral de novo... – CJ diz.

Eu te admiro, Carl. Você é um líder, um visionário. Lembre-se de mim quando estiver no topo! – Smoke faz uma previsão.

Relaxa, Smoke. Você está cheio de merda! – CJ ri.

Eles chegam a um beco de Willowfield. Era lá que ficava a loja de Emmet, que na verdade era apenas um espaço com um grande baú cheio de armas e algumas coisas para testar mira. CJ e Smoke entram no beco e veem Emmet de costas mexendo em uma de suas armas.

O cara ainda é meu parceiro, tá ligado? – Smoke diz.

Enquanto Emmet mexia em uma pistola, a arma dispara.

Ei! Quem atirou em mim? – Emmet grita e vira para trás apontando a arma para os dois homens atrás dele – O que vocês querem aqui, seus moleques?

Ei, ei, ei! Qual foi!? – CJ grita andando para trás.

Você não é o garoto da Beverly Johnson? – Emmet reconhece CJ.

Isso aí! – CJ diz ainda com as mãos para cima.

Brian! Mas você não tinha morrido!? – Emmet se confunde.

Não, Emmet! Sou o outro, Carl! – CJ diz.

Ah... Sinto muito pela Beverly... – Emmet abaixa a cabeça.

É por isso que estamos aqui, senhor... – Smoke aproveita – A gente quer pegar as pessoas que fizeram aquilo!

Bom, então vocês vieram para o lugar certo! Pega o que você gostar, garoto! – Emmet abre seu baú de armas.

Cara, olha essa velharia de merda... – Smoke diz vendo as armas antigas de Emmet.

CJ e Smoke acabam pegando pistolas e metralhadoras de Emmet por falta de opção. Para treinar suas miras, eles atiram em garrafas posicionadas em cima de caixotes.

Morra, garrafinha otária dos Ballas! – Smoke grita enquanto atira nas garrafas junto com CJ.

Nossa, Beverly ficaria muito orgulhosa de você, garoto! – Emmet diz após ver CJ com uma boa mira.

Porra, eu sou o melhor de todos os tempos! – Smoke se empolga.

Isso aí é bem estilo Grove Street mesmo! – Emmet ri.

Pego você! E você! Quer um pouco também? Aqui é gelado, baby! Sempre soube que fui escolhido! – Smoke diz enquanto atira em mais garrafas.

Cara, olha só o agente especial Big Smoke! – CJ ri e atira em mais garrafas.

Vocês estão me deixando orgulhosos! – Emmet diz.

Porra, você é matador, baby! Gelado! – Smoke se surpreende com as habilidades de CJ – Mas tem que se lembrar que a verdadeira força vem de dentro, meu irmão!

Ouça o garoto! – Emmet concorda.

É, acho que Liberty não te amoleceu, né? – Smoke brinca – Vamos embora! Te vejo por aí, Emmet!

Estou cem por cento atrás de vocês, molecada! Mas lembrem-se: vocês não compraram isso de mim! E lembrem-se também: Emmet é o lugar das armas. Sempre tenho mercadoria de qualidade! E eu venho orgulhosamente servindo a comunidade por mais de trinta anos! – Emmet se despede.

Hahaha! Velho louco! Ei, você dirige, cara! – Smoke diz a CJ.

Nem aqueles canhões de museu são tão velhos quanto essas merdas! – CJ reclama – Para onde a gente vai?

Cara, eu fiquei bem cansado. Me deixa na minha casa, baby! – Smoke se cansou só com a sessão de tiros, com certeza por causa de sua péssima forma física.

O que está acontecendo, cara? As coisas estão bem fodidas... – CJ pergunta.

As pessoas precisam abrir os olhos e o coração, CJ... – Smoke diz enigmaticamente.

Como assim? – CJ não entende mais uma vez.

Estou falando de todas as escolhas que um homem encara, irmão. Algumas vezes, parecem reais, mas em outras vezes não temos escolha... – Smoke continua.

Pelo menos você continua falando merda. Não mudou nada! – CJ ri.

Quem? Eu? Não! Nunca! – Smoke diz.

CJ chega à casa de Smoke, que o diz para levar seu carro para a Grove, pois no dia seguinte iria estar lá de qualquer forma. Os dois se despedem e CJ volta para casa. Sweet vai até a casa de CJ para avisar que no dia seguinte o troco pelo drive-by dos Ballas aconteceria. As metralhadoras de Emmet estavam enferrujadas, mas serviriam para uma boa matança.

CJ vai até a casa de Sweet pela manhã e lá já estavam Big Smoke e Ryder, que reclamava sobre as habilidades de CJ ao volante.

Eu posso dirigir tão bem quanto o CJ, cara, eu estou te dizendo! – Ryder gritava com Sweet quando percebe que CJ estava atrás dele ouvindo tudo, o que o deixa sem graça – E aí, mano, qual é?

O que você estava falando de mim aí, otário? – CJ brinca.

Qual é, cara? – Sweet cumprimenta seu irmão.

Estou dizendo que a costa leste fez você dirigir como um idiota, seu otário! Cara, você sempre está batendo o carro e tal... – Ryder fala de pequenos arranhões no carro de Sweet que CJ arrumou enquanto fugia dos Ballas no dia anterior – E por algum motivo agora você voltou, e é tudo “CJ dirige aqui, CJ dirige ali”. Uma merda!

Cara, por que você não relaxa? – Sweet pergunta.

Com todo o respeito, cara, mas você não dirige porra nenhuma! – Ryder insiste com CJ.

Valeu, cara! Não, não, não! Diz aí o que você quer dizer! – CJ começa a perder a esportiva.

Você é um bom atirador, mano, você poderia ficar com a espingarda. Mostrar ao CJ como se faz! – Sweet diz a Ryder.

Sabe de uma coisa? Você está certo! CJ, você pode dirigir então, mano! – Ryder muda de ideia.

Ele está viajando... – Sweet ri.

Todos entram no carro de Sweet e deixam Ganton, com CJ no volante.

Aonde a gente vai, mano? – Ryder pergunta a Sweet.

Território dos Rollin’ Heights Ballas! Dar o troco com um drive-by rápido... – Sweet responde.

Sabe de uma coisa? Você vai ser o chauffeur desse showzinho mesmo. Vambora! – Ryder diz a CJ.

Ok, valeu, fodão! – CJ responde.

É só não dirigir feito um otário! – Ryder ri.

Pronto! Território dos Ballas! Todo mundo pronto? – Sweet diz ao chegarem em Jefferson.

Com certeza! Estou pronto! – CJ diz.

Carl, se concentre na pista que a gente atira! – Sweet diz enquanto distribui as metralhadoras.

Ouça o cara, otário! E tente não meter a gente no meio de uma árvore! – Ryder insiste.

É isso aí! Se o carro parar, a gente vira carne morta! – Sweet diz.

Havia um carro estacionado em uma calçada com quatro Ballas do lado de fora ouvindo rap. CJ passa acelerado na rua e Sweet, Ryder e, agora sim, Smoke atiram sem parar, atingindo todos os caras de roxo, que não puderam reagir.

Essa foi muito fácil! Vamos pegar mais alguns otários desses Ballas! – Sweet diz.

CJ vê mais Ballas em frente a uma casa da rua ao lado. Ao passarem na frente da casa, os Groves atiram novamente, mas dessa vez uma pequena reação vem, atingindo a lataria do carro de Sweet. Mas nada que não fizesse os Ballas caírem com as rajadas das metralhadoras.

A gente já pegou eles, CJ! Vamos caçar mais alguns por aí! – Smoke grita.

Ao passar pelo mesmo beco que foi deixado pela CRASH, CJ vê mais quatro Ballas andando pela calçada. Todos são atingidos pelas costas, caindo simultaneamente no chão.

Está esperando o que, CJ? Acha mais Ballas para a gente matar! – Ryder diz.

Os últimos Ballas estavam no parque de Glen Park. Os Groves passam atirando e matando mais três deles, mas dessa vez havia uma viatura pela região que viu o drive-by e começa a perseguir de longe o carro de Sweet.

Vaza, CJ! Vaza! – Sweet grita ao ouvir a sirene.

CJ acelera e foge em altíssima velocidade para Ganton, mostrando todas as suas habilidades para Ryder, que fica calado durante todo o caminho. A viatura fica um pouco para trás, então CJ faz o que se acostumou a fazer na costa leste: ir até uma loja da franquia Pay and Spray para mudar a cor do carro, a fim de despistar a polícia. CJ acha uma loja na entrada do bairro e entra rapidamente pedindo para fecharem a porta. Todos saem do carro e CJ pede uma pintura preta no carro azul de Sweet. Na loja, Sweet comemora:

A Grove voltou, cara! A Grove voltou!

Pode crer! Eles ficaram desesperados, cara! – CJ diz.

Cara, estou chocado que você não matou a gente, CJ! Deixa eu me checar aqui. Estou morto? – Ryder finalmente fala algo.

Carl, ignore esse filho da puta. Você foi bem hoje! – Sweet diz.

A pintura é finalizada em uma hora e todos voltam para a Grove Street com o carro de Sweet, que agora era preto.

Você está fechado com a Grove e os Ballas sabem disso, então se cuida melhor a partir de agora, CJ! – Sweet avisa quando todos chegam à rua.

Sim, com certeza. Vejo vocês depois… – CJ diz.

Aí, pega isso aqui e vai comprar umas cervejas para você! – Smoke entrega quinhentos dólares a CJ, que não desconfia de nada após Smoke ter atirado nos Ballas dessa vez, diferentemente do dia anterior, quando levantou suspeitas.

Todos voltam para suas casas. O troco havia sido dado na mesma moeda. Mas a Grove não falhava como os Ballas, que mesmo com o poder nas mãos, não tinham a mesma habilidade gangster que fez a Grove ficar no topo por tanto tempo.