segunda-feira, 25 de abril de 2016

San Andreas - Parte 19


CJ segue o som e chega a um pequeno rancho aberto, com algumas casinhas de madeiras e vários carros e competidores conversando. Ele estaciona seu Buffalo e se senta em um tonel de metal para aguardar Cesar chegar, já que seu cunhado ainda não estava lá. Cesar demora cerca de vinte minutos para aparecer, mas ele estava sem Kendl, que havia ficado no trailer em Angel Pine.

Cara, cadê esse maluco? – CJ reclamava, quando vê Cesar saindo de seu carro – Ei, estou esperando há um tempão, cara! Onde você estava?

Foi mal, mano, eu não tinha ideia de onde a corrida seria... – Cesar se desculpa.

Beleza, foi só um acidente você aparecer cinco minutos depois de todo mundo, né? – CJ ri.

Quando a gasolina corre nas suas veias como uma paixão ardente, você sabe a hora certa de correr... – Cesar diz.

Acho que você está ficando doidão com esse ar puro de interior, cara... – CJ ri.

Ei, CJ, olha... – Cesar avisa quando vê uma movimentação estranha.

Uma comitiva de quatro chineses, dois homens e duas mulheres, todos de preto, se aproxima de CJ e Cesar. Todos tinham olhares sérios em seus rostos, mas um chinês alto e de óculos escuros liderava o grupo. Ele andava com uma das mulheres segurando seu braço, o que parecia ser um grande sinal de poder.

Você não esteve em nossos encontros anteriores... – o chinês diz a CJ, sem sotaque algum – De onde você é, amigo?

Sou da Grove Street Families, Los Santos. Qual foi? – CJ não vai muito com a cara do chinês.

Relaxa, isso não é um desfile, parceiro. Mas, você sabe, nós temos que ser cuidadosos... – o chinês diz antes de se apresentar e estender a mão a CJ, mas em uma direção um pouco torta – Wu Zi Mu, mas meus amigos me chamam de Woozie. Como vai?

Que por... – CJ estranha o braço estendido para outra direção, olha para Cesar e ignora o aperto de mão – CJ. Carl Johnson.

Ouça, aqui nós gostamos de correr por grana ou recibos, a escolha é do corredor. Ligue seu carro, já vamos partir. Boa sorte, Carl Johnson... – Woozie diz com um ar de desdém e se retira.

Tem alguma coisa bem estranha com esse cara, mano... – CJ diz a Cesar.

Toma cuidado, CJ! – Cesar alerta.

Pode crer, cara... – CJ diz.

Várias pessoas sobem nos telhados das pequenas casas de madeira do rancho, a largada é preparada e quatro carros iriam disputar aquela primeira corrida do dia: o Buffalo de CJ, que na verdade era de Catalina, o Savanna de Cesar, o Fortune de Woozie e um Stallion de um competidor que havia ficado próximo a CJ o tempo todo, mas bem quieto. Era um jovem rapaz de cabelos pretos, jaqueta de couro e calça bege. Antes de Cesar chegar, CJ havia lido uma lista de corredores e havia um tal de “Claude” inscrito para a primeira corrida. Deveria ser aquele cara.

A corrida começa e CJ já percebe que o nível era altíssimo com poucos metros disputados em estradas de chão. O trajeto era indicado por placas que ficavam no caminho, que colocava os competidores em alto risco, pois passavam em alta velocidade bem próximos a desfiladeiros e penhascos típicos da região. CJ não demora muito a assumir a frente da corrida, principalmente porque Cesar e Woozie tiveram que parar em um cruzamento com a autoestrada, esperando haver espaço para atravessarem. CJ passou no meio dos carros dos dois, demonstrado imensa habilidade em direção. Após meia-hora de corrida, passando por algumas cidades, inclusive próximas à divisa com a cidade de San Fierro, CJ chega ao final da corrida em primeiro lugar, em outro rancho bem parecido com o da largada, dessa vez em um local chamado The Panopticon, que produzia madeira em larga escala.

Ao chegar em primeiro lugar, CJ é recebido pelos organizadores e festejado pelos populares que lá estavam. Ele recebe cinco mil dólares e a chave de um carro espetacular, o ZR-350, o carro esportivo mais caro daquela época. Após alguns minutos, Woozie, que havia chegado em segundo lugar, se aproxima com suas mulheres.

Você dirige com estilo, Carl Johnson... – Woozie diz ao ver CJ empolgado com seu novo carro – Eu não me importo em perder para um cara que se doa ao máximo para chegar ao topo. Sou um homem que honra suas apostas.

Bom, você aprende bem rápido com a polícia na sua cola... – CJ diz ao receber mais mil dólares de uma das chinesas.

Escuta, seria melhor se a gente sumisse daqui o mais rápido possível, porque, por algum motivo, a polícia local não aprecia nosso nobre esporte... – Woozie diz.

Sim, obrigado pelo conselho... – CJ diz.

Ok, tenho que ir... – Woozie já saía, mas volta atrás e pega um cartão em seu bolso – Sabe de uma coisa? Se você estiver em San Fierro, me liga. Talvez possamos fazer pequenos negócios juntos.

Beleza, talvez eu faça isso... – CJ aceita o cartão e diz.

Acho que esse é o nosso sinal para irmos... – Woozie diz ao ouvir sirenes ao longe – Foi um prazer te conhecer.

CJ chama Cesar e rapidamente os dois colocam o Bufallo de Catalina em um cambão que Cesar sempre levava em seu porta-malas para rebocá-lo de volta a Angel Pine. Eles fazem todo o caminho de volta ao sul do Estado sem serem incomodados pela polícia. No caminho, CJ olha o cartão que havia recebido. Ele finalmente se dá conta de que aquele chinês era Wu Zi Mu, o líder da Mountain Cloud Boys Triads, uma das famílias da Triads, a máfia chinesa do país, que atuava em San Fierro. Aquele cara não era peixe pequeno, então CJ deveria tomar cuidado ao se relacionar com aquele grupo.

No dia seguinte, CJ vai à cabana de Catalina novamente com o carro da mexicana. Eles ainda tinham um banco para roubar. Mas ele não é bem recebido por ela:

Cuzão!

Porra! O que eu fiz agora!? – CJ pergunta.

Vocês são todos iguais, caralho! Vejo isso na televisão, leio nos livros, ouço nas músicas! Vocês são todos iguais! “Foda-se isso, foda-se aquilo”. Foda-se você! – Catalina está irritadíssima.

Baby, me desculpa... – CJ tentava fazer Catalina parar.

Eu me dei a você como uma mulher! Chega! Acabou! De agora em diante somos apenas parceiros de negócios, ok? – Catalina diz.

Se é isso que você quer... – CJ sente um alívio imenso por dentro – Mas saiba que você está partindo meu coração...

Estou te avisando! Estou com um mau humor fodido! Hoje eu vou matar todo mundo que se meter comigo! Especialmente você! Agora anda! – Catalina ordena.

Os dois entram no carro de Catalina. De repente, ela começa a relembrar os momentos de tortura sexual que CJ havia passado nas mãos dela:

Como foi aquele dia?

Diferente... – CJ responde.

Eu sabia que você iria gostar... – Catalina ri.

Olha só, baby, eu achei que a gente iria pegar um dinheiro sério... – CJ muda de assunto.

Estou começando a ficar de saco cheio de você! – Catalina se irrita novamente.

Eu preciso do dinheiro! – CJ insiste.

E eu sou só uma foda barata? Uma puta que você não paga? – Catalina pergunta.

Não, eu não disse isso... – CJ responde.

Carl, eu disse que estava apaixonada por você e você agiu como se eu fosse uma idiota! Eu vejo o jeito que você olha para as outras mulheres. Conheço sua laia, Carl. Sério, eu vou te matar se você fizer alguma merda! Primeiro eu vou te castrar e depois vou fazer você comer!  – Catalina diz.

CHEGA! EU PRECISO DE DINHEIRO, CARALHO! – CJ explode.

Carl, você está me dando nos nervos agora! – Catalina reclama.

Por favor, amorzinho! – CJ ironiza – Eu estou numa parada muito, mas muito séria!

Ok! Talvez hoje a gente meta a mão em algo grande... – Catalina diz – Eu espero que você dirija melhor hoje.

Você já perseguiu um quadriciclo? Não é fácil! Especialmente quando você tem uma vadia gritando atrás de você, atirando bem no seu ouvido... – CJ rebate.

Eu gosto quando você fica bravo comigo, Carl, você te deixar puto mais vezes... – Catalina ri.

Eles chegam a Palomino Creek, mais uma cidade do interior de Red County, a maior cidade, entretanto, com mais de seis mil habitantes.

Você tem que ser rápido e totalmente cruel! Nada de agir igual fez na loja de apostas... – Catalina diz quando param o carro em frente ao banco.

O que!? Se você não tivesse começado a dar a louca com tudo, teria sido tranquilo! – CJ se defende.

Eles tiveram que morrer porque você foi lento e estúpido, como um pirralho gordo que come chocolate enquanto o pai não dá nada mais do que um pão velho para a filha... – Catalina começa a chorar.

De onde você tirou isso? – CJ percebe que talvez aquela história fosse real.

CHEGA! Não vou falar mais com você! – Catalina enxuga as lágrimas – Você vai ficar no controle do povo, então não faça nenhuma merda!

CJ e Catalina estavam em frente ao Palomino Creek Bank, o único e pequeno banco da cidade.

Sim, senhora, dona Catalina! – CJ ironiza imitando escravas americanas e aponta sua arma para o segurança do banco – Nem pense em fazer nada, filho da puta!

Entrega cada dólar que tem aí agora, vagabunda! – Catalina aponta sua arma para uma mulher do caixa.

A funcionária diz que o dinheiro estava no cofre do banco e que Catalina teria que ir até lá. É o que a mexicana faz.

Vou esvaziar o cofre. Fica olhando esses filhos da puta! – Catalina ordena a CJ.

Beleza, vocês ouviram a senhora. Não quero ver nenhuma merda heroica! – CJ aponta a arma para três funcionários e o segurança.

O segurança estava armado, mas com CJ apontando uma arma para sua cabeça, ele não podia fazer nada. É quando um dos funcionários do banco puxa a arma da cintura do segurança para atirar.

PORRA! – CJ atira na cabeça do funcionário que queria ser heroi, que cai morto.

O segurança aproveita o tiro e se joga no chão para soar o alarme de emergência do banco.

Mas que merda! Eu te dei um simples trabalho! Idiota! – Catalina ouve o tiro e o alarme e grita com CJ.

CJ atira na cabeça do segurança por ter apertado o botão. Já do outro lado da cidade, dois policiais corruptos que lanchavam em um bar são alertados via rádio: “Atenção, todas as unidades! Alguns delinquentes estão roubando o banco em Palomino Creek!”.

– Que merda! Acabei de comprar outra rosquinha! Esses criminosos não tem nenhuma consideração!? – um dos policiais se irrita.

A gente pode pegar essa propina mais tarde. Vamos dar uma olhada nisso... – o outro policial se levanta.

Em poucos minutos, já havia uma viatura e duas motos policiais em frente ao banco.

Sabemos que vocês estão aí! O jogo acabou! Saiam! Saiam de modo pacífico! – um policial grita com um megafone.

Dentro do banco, Catalina e CJ se preparavam para sair.

Destrua os caixas eletrônicos e pegue o máximo de dinheiro que puder! – Catalina ordena.

CJ começa a atirar nos cadeados arcaicos dos caixas eletrônicos também arcaicos do humilde banco. Eles se abrem e CJ coleta todo o dinheiro em um saco plástico.

Desistam! Vocês estão cercados! – um dos policiais ouve a conversa.

Rápido! Não temos muito tempo! – Catalina grita – É melhor a gente pegar a porta dos fundos! Me segue!

Os dois ladrões saem pela porta dos fundos do banco, dando acesso a um corredor no meio de um quarteirão lotado de estabelecimentos. Havia caixas, caixotes, empilhadeiras, vários equipamentos de comércio ali. Os policiais dão a volta e encontram Catalina e CJ correndo.

Policia! Se proteja! – Catalina grita para CJ.

Acharam que podiam sair pelos fundos? A gente já estava esperando por vocês! – um policial atira contra a dupla.

Atira um pouco, seu cuzão retardado! – Catalina se irrita com CJ, que só tentava escapar dos tiros.

CJ começa a atirar e seu dom aparece. Ele vai derrubando policial por policial, que não estavam acostumados a muita ação naquela cidade pacata. O caminho vai sendo aberto até o fim do quarteirão. Mas dois policiais de moto fecham a saída. Eles descem de suas motos e apontam suas armas para Catalina e CJ:

Vocês dois, parados! – os policiais dizem.

Mas a dupla criminosa estava afiada. Eles atiram simultaneamente logo após os policiais darem voz de prisão, CJ acertando o pescoço de um policial e Catalina acertando o braço de outro.

Pega uma moto e me segue! Você acha que consegue acompanhar uma mulher de verdade? – Catalina diz e sobe em uma das motos.

CJ pega a segunda moto e vai atrás de Catalina, que já estava bem a frente, indo em direção a uma ponte de madeira quebrada desde 1988, quando um terremoto atingiu San Andreas.

O que está te segurando? Seu lento idiota! – Catalina grita enquanto voa sobre a ponte quebrada de um lado para outro, passando por cima de um córrego – Você tem medo de velocidade, Carl?

CJ persegue Catalina até Montgomery, onde, em um cruzamento, a moto de Catalina é fechada por duas viaturas. Catalina freia, mas não consegue evitar a batida, mesmo que fraca. Ela desce da moto e corre. CJ só passa com a moto e a puxa pelo braço, a fazendo sentar no banco traseiro de sua moto.

Me leva para casa, Carl! – Catalina estava ansiosa.

CJ entra rapidamente no meio dos bosques de Montgomery, deixando a polícia para trás. Quando percebe que a poeira havia baixado, CJ diz a Catalina:

Ok, olha só, nós precisamos conversar sobre uma coisa...

O que? O que eu tenho que falar agora? – Catalina já se irrita.

Você é uma garota boa e tal, mas tem que se acalmar. Eu conheço uns manos sangue-frios que não agem como você! – CJ diz.

Carl, você está de frente a uma leoa. Acha que eu sou uma gatinha? Idiota! – Catalina diz.

Não, eu só quero... – CJ não consegue dizer sem antes ser interrompido.

Você sabe por que eu ajo assim! – Catalina diz.

Não sei... – CJ diz.

Estou apaixonada, Carl! – Catalina grita – O coração de uma mulher é um lugar tempestuoso e você vai partir meu coração. Às vezes eu quero matar nós dois!

Por favor, não faça isso! Relaxa um pouco! – CJ diz.

Carl, você tem muito o que aprender sobre o coração feminino. Venha me ver quando você achar que entende isso. Tchau! – Catalina diz quando chega a sua casa.

CJ pega dez mil dólares do saco plástico com o dinheiro que Catalina carregou durante todo o ato e volta para Angel Pine com a moto da polícia mesmo.


Na manhã seguinte, CJ é acordado por Cesar, que o avisa de uma nova corrida que aconteceria naquela tarde no Panopticon, o mesmo local em que a última corrida havia terminado. Os dois almoçam em um restaurante da cidade e partem, cada um com seu carro, para a corrida. Lá chegando, Cesar deixa seu carro e vai fumar um baseado em uma área mais afastada. CJ sai de seu carro e vê o mesmo jovem da última corrida, Claude, mexendo no motor de seu carro, provavelmente o preparando para mais uma corrida. CJ até pensa em ir falar com o garoto, mas é surpreendido com a chegada de uma caminhonete em que dentro estava ninguém menos que Catalina. Ela sai do carro com uma barra de ferro e se aproxima de Claude. Para a surpresa de CJ, a mexicana beija a boca do garoto, mas ao mesmo tempo foi um alívio ver que ela tinha outra pessoa para se apaixonar.

Que merda, cara, lá vem... – CJ resmunga para si mesmo quando vê Catalina se aproximando.

PORCO! – Catalina grita.

Que foi? O que eu fiz agora? – CJ responde sentado no capô de seu carro.

Ah, então é aqui que você vem, né? É assim que você paga minha ternura? Você prefere as curvas de um carro às curvas de uma mulher de verdade? – Catalina provoca.

Olha só, Catalina, você que cortou tudo! Não se lembra? “Só negócios!”... – CJ diz.

Que tipo de homem é você!? – Catalina se irrita e acerta o farol do carro de CJ com a barra de ferro – Quando eu digo “só negócios” significa que eu te amo!

Que porra é essa!? – CJ pula do carro.

Quando eu digo que não tenho interesse significa que estou caída por você! – Catalina continua quebrando o carro, mas é segurada por CJ – Quando eu digo que eu sinto sua falta...

Espera, Catalina, espera! Deixa meu carro em paz! – CJ segura os braços da mexicana – Eu fiz isso por nós! Por você e por mim!

É tarde demais! Eu não te amo mais. Eu amo outro, ok? – Catalina joga a barra de ferro no chão.

O que!? Então que porra foi essa aqui agora!? – CJ se irrita.

Eu não posso deixar minhas paixões enfiadas dentro de mim, elas precisam voar! E isso aqui foi uma boa voada, como bater em um homem com uma frigideira enquanto ele dorme! Esse aqui, Carl... – Catalina se aproxima de Claude – Esse aqui é o meu novo homem! Você está com ciúmes? Vai brigar por mim?

Não, eu aguento rejeição... – CJ ironiza.

Você está com ciúmes e é covarde! Agora vamos correr! – Catalina grita e entra no carro de Claude.

Vagabunda louca! – CJ diz enquanto entra em seu carro.

Em alguns minutos, Cesar já havia voltado e a corrida estava pronta para começar. Eram quatro carros: o de CJ, o de Cesar, o de Catalina e Claude e de um corredor desconhecido de todos. O trajeto seria o mesmo da última corrida, só que ao contrário, a corrida começaria no The Panopticon e terminaria em Montgomery. CJ, como atual campeão da corrida, novamente faz o percurso com facilidade, mesmo com Catalina ligando do carro de Claude para provocar:

Claude, você é o melhor corredor com eu já dormi! Mãos no volante, Claude, mãos no volante! Nossa, Claude, é maior do que a marcha! Cinco orgasmos em tão poucos minutos! Claude, eu não sei se sou mulher o bastante! Carl, você está com ciúmes, é? Finalmente achei um homem para me satisfazer!

CJ sentia vontade de rir com a necessidade de atenção que Catalina tinha. Aquele garoto Claude teria que ter muita força de vontade para aguentar ser um novo CJ, e ter muito cuidado com os surtos psicóticos daquela mexicana.

A corrida termina com CJ na frente. Ele chega e espera Cesar, em segundo, e Claude e Catalina em terceiros. O último corredor desistiu da corrida no meio do trajeto, estranhamente.

Você roubou! – Catalina sai do carro gritando para CJ.

Ser um bom motorista não é roubar... – CJ rebate.

Você acha que é esperto, mas é você quem está vacilando. Ele não estava só correndo, mas também estava me satisfazendo, completamente... – Catalina aponta para Claude – O que você tem a dizer sobre isso?

Tive a vantagem do poder trocar de marcha, eu acho... – CJ olha para Claude de longe por alguns segundos – Mas tá, tanto faz. O que vai ser? Grana ou recibo?

Toma! – Catalina entrega um recibo com a posse de algo a CJ – Adeus, Sr. Johnson! Eu NÃO vou sentir sua falta!

Ei, espera aí, sua vagabunda! Que porra é essa aqui!? – CJ olha para o recibo.

A posse de uma garagem em San Fierro. Meu amante precisa do carro para a gente ir para Liberty City... – Catalina diz.

Liberty City? – CJ olha fixamente para Claude, pensando sobre a roubada que aquele garoto estava se metendo – Tá bom, foda-se, divirta-se...

Eu vou... – Catalina diz.

Beleza... – CJ diz.

Ok... – Catalina não saia do lugar.

Vaza! Não vou sentir saudades... – CJ diz.

Adeus! – Catalina vai embora.

CJ vê a mexicana entrar no carro de Claude e já gritar com ele para ir logo embora. A garagem em San Fierro era do garoto, que largou tudo para tentar a vida atravessando o país, provavelmente praticando crimes junto com Catalina, assim como fazia CJ, até chegarem em Liberty City, cidade que CJ conhecia muito bem e sabia que não era igual ao interior de San Andreas. O que aconteceria lá não seria igual ao que havia acontecido ali. Claude talvez estivesse entrando em uma aventura sem saída junto com aquela sociopata. CJ mentaliza boa sorte para o garoto, que era calado e aparentava ser boa pessoa. Eles vão embora e CJ volta com Cesar para Angel Pine naquela tarde. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

San Andreas - Parte 18


Na manhã seguinte, CJ decide evitar problemas e segue até o endereço que Catalina havia deixado com ele na RS Haul. Não havia nome de rua, número, nem nada, apenas um “x” em um pequeno mapa escrito Fern Ridge, Red County. CJ vai até lá e encontra uma estrada de terra que levava até o topo de uma colina. Era ali que estava o “x” do mapa. Depois de alguns minutos de subida, ele vê uma velha cabana de madeira, cheia de calotas e peles de animais penduradas na varanda, além de vidros estilhaçados com marcas de tiro, três covas rasas com uma pá de um lado e uma pequena garagem com um Buffalo, um carrão da época, do outro. Parecia um cenário de filme de terror, mas provavelmente era a casa de Catalina.

Ei, Catalina, baby! Sou eu, Carl Johnson! – CJ grita em frente à cabana e bate na porta – Ei, baby, me desculpa se começamos com o pé esquerdo. Passei por maus bocados, baby, talvez eu tenha sido um pouco grosso. Me perdoa,por favor! Vai, baby!

Ninguém deu sinal de vida ali, CJ só ouvia o barulho dos carros passando na estrada bem longe. Ele começa a se irritar por não ter resposta e resmunga enquanto tenta olhar pela janela:

Abre essa porta, porra... Ela está aqui? Não vejo nada... Qual é, baby! Não fica brava! Por favor, baby! Sem você não existe Carl Johnson! Porra, que merda, cara... Cadê essa vadia estúpida?

CJ é atingido por trás por um chute no joelho, que o faz cair na hora. Era Catalina. E ela estava armada.

Aqui, cabrón! Quem é a vadia agora, hein? – Catalina diz, apontando sua pistola para a cabeça de CJ.

Ah, baby, baby! Me desculpa, baby! – CJ se desespera.

Como é? – Catalina pergunta.

Você está certa! Por favor, me perdoa, baby! – CJ quase chora – Só não atira em mim, caralho, por favor!

Você acha que está arrependido? Como você vai provar que está arrependido? – Catalina continua com a pistola na cabeça de CJ.

Qual é, baby, qual é. Eu vou rodar com você tão pesado, baby! – CJ começa a bajular a louca.

Continua... – Catalina gosta.

É, e eu vou te levar para roubar bancos, essas paradas, saca? Vou deixar você matar quem você quiser matar! – CJ continua.

Uhum... – Catalina geme.

Vou tratar você da maneira correta, baby! Porra, só... Qual é, por favor, não atira em mim... – CJ pede de joelhos.

Carl! – Catalina grita, mas seu olhar era confuso – Acho que eu te amo...

Err... Nossa, isso é ótimo... – CJ fica sem reação – Maneiro. É, fantástico! Err... Você que ir roubar algum lugar, baby?

Uhum, hahaha, uhum... – Catalina ri e tira a arma da cabeça de CJ.

O que tem ainda? – CJ fica aliviado e pergunta.

Você é idiota? Já esqueceu? O banco em Palomino Creek, a loja de bebida em Blueberry ou a loja de apostas em Montgomery... – Catalina diz.

Ok, mas dessa vez nós vamos fazer isso bem tranquilos, sem maluquices psicóticas, baby! – CJ avisa.

Fala por você, menino mimado... – Catalina responde – Hoje eu sinto que vou matar todo homem que eu quiser!

Ah, baby... – CJ lamenta.

Não se preocupe. Eu faço exceções para alguns homens da minha vida... – Catalina ri, mas logo fica brava novamente – Agora dirige rápido!

CJ leva Catalina em sua moto até Blueberry, mais uma pequena cidade de Red County, essa com pouco mais de mil habitantes. Catalina diz onde ficava a loja de bebidas que iria assaltar, a P Hat Liquor. CJ para a moto em frente à loja, mas do outro lado da rua.

Esse lugar vai ser uma moleza... – Catalina diz ao ver a loja.

Tipo o último lugar? – CJ ironiza.

Antes dos dois descerem da moto, eles veem uma gangue de quatro caubóis chegarem à loja em quadriciclos.

Quem são esses caubóis cuzões? – Catalina se irrita.

Aguenta um pouco aqui, vamos ver o que é... – CJ diz.

Eles estavam armados. Invadem e anunciam um assalto. O dono da loja entrega um saco de dinheiro para um deles, mas soa o alarme. Um dos caubóis atira no homem, o matando. Com o alarme soando, eles saem correndo.

Já temos o dinheiro, vamos embora! – um dos caubóis grita enquanto todos voltam para os quadriciclos.

Aqueles maricóns desgraçados pegaram nosso dinheiro! – Catalina grita de longe e atira em um dos caubóis, o fazendo cair do quadriciclo – Esse dinheiro é meu! Sangra, filho da puta idiota! Carl, você dirige e eu atiro!

CJ acelera a moto e vai atrás dos três homens restantes. Eles fogem com seus quadriciclos por estradas de terra da região. E são rápidos!

Eles já são pontinhos lá na frente! Rápido! – Catalina grita.

Mas CJ conduz sua Sánchez muito bem e logo se aproxima da gangue, deixando Catalina em ótima posição para atirar.

O que vocês estavam dizendo, hein!? – Catalina grita após acertar um tiro nas costas do caubói mais lento.

Cuidado com a porra da minha cabeça, vagabunda! – CJ reclama com o barulho dos tiros.

Eu vou matar todos vocês, seus porcos idiotas! – Catalina grita após acertar mais um caubói.

O último caubói já estava desesperado. Era ele que estava com o saco de dinheiro. Com todos seus amigos mortos, ele desiste de fugir e joga o saco de dinheiro para o alto para entregar aos perseguidores, mas aquilo não adianta nada, seu destino era morrer.

Ninguém sobrevive a Catalina! Ninguém! – Catalina grita e acerta um tiro fatal na nuca do caubói.

O homem cai do quadriciclo, que continua andando sozinho por vários metros. CJ volta com a moto e pega o saco de dinheiro. Tudo havia dado certo.

Ok, Carl, vamos voltar para a minha casa! – Catalina diz.

Sua louca do caralho! – CJ reclama.

Vocês, homenzinhos, todos tem medo de mulheres fortes! – Catalina diz – Se nós somos apaixonadas, vocês dizem que somos loucas. Se estivermos magoadas, vocês dizem que somos histéricas. Se dormirmos com homens, somos vagabundas. Se a gente não dorme, somos vadias frígidas.

Quem você está chamando de homenzinho? Você que deu a louca lá atrás agora! – CJ continua reclamando.

Aquilo? Aquilo é o que acontece todo dia! – Catalina se irrita – Se você não aguenta esse calor, vai colocar suas bolinhas no freezer!

Bolinhas? Peraí! – CJ se irrita também.

Chega! Cala a boca e dirige! Estou contando a porra do dinheiro! – Catalina grita.

Ao chegarem à casa de Catalina, os dois ficam em um breve silêncio, que logo é interrompido pela mudança de humor bizarra da latina.

Vejo você depois, lindão. Da próxima vez, a gente vai fazer ficar louco de verdade! – Catalina diz ao sair da moto.

Sim, maneiro. Mas a gente poderia fazer algo para ganhar um dinheiro de verdade também... – CJ diz – Preciso de um dinheiro para... Bom, é uma longa história, mas eu preciso de um dinheiro sério, e rápido.

É só vir me ver logo. A gente vai roubar um banco de verdade... – Catalina diz e entrega mil dólares a CJ antes de entrar em sua casa.


Na manhã seguinte, de volta a Angel Pine, CJ recebe uma ligação de Cesar, que não estava em seu trailer:

E aí, mano! Eu tenho estado ocupado!

Cesar! Qual foi? – CJ pergunta.

Posso sentir o cheiro de óxido nitroso a um quilômetro de distância! – Cesar se empolga – Corridas, meu amigo! Carros! Não carros bonitos, mas rápidos, cara, rápidos!

Do que você está falando? – CJ não entende a empolgação.

Corredores de rua! De San Fierro! – Cesar explica – Eles se encontram aqui para rasgar o asfalto! Sem chota, sem helicópteros da chota! Você quer ganhar um dinheiro?

Fazer o papa cagar no mato? – CJ ironiza.

Por que você fica me perguntando isso, mano? Já te disse, eu não sei! Onde Sua Santidade faz suas necessidades é problema dele! – Cesar se irrita, não entendendo o humor do Grove – Pega um carro rápido e encontre Kendl e eu no sul de Montgomery. Até mais, cara!

Ao mesmo tempo em que queria correr, CJ queria agilizar seus negócios com Catalina. O dinheiro dos rachas de Cesar era insignificante perto que CJ conseguiria com a latina. Cesar poderia esperar. Então CJ vai até a cabana da sua parceira de crimes.

Ei, Catalina! É o Carl! Vamos lá, nós temos bancos para roubar, baby! Vambora! – CJ grita em frente à porta da cabana.

Aqui dentro, mi amor... – Catalina diz de dentro da cabana.

Beleza, vambora! – CJ continua do lado de fora.

Traz essa bunda arrependida aqui para dentro agora, Carl Johnson, ou eu enfio uma porra de uma granada nela! – Catalina ordena.

Tá, estou indo... – CJ entra.

Dentro da cabana, só havia luz vindo das cortinas finas das janelas. Os poucos móveis que ali havia eram velhos, provavelmente recuperados do lixo. Havia uma televisão antiga e uma poltrona encardida numa pequena sala em que a porta de entrada dava acesso. Em um quarto com uma pequena luz que parecia vir de um abajur, CJ podia ver a sombra de Catalina.  

Olha só, baby, eu realmente preciso desse dinheiro... – CJ diz enquanto caminha em direção ao quarto.

Para a surpresa de CJ, Catalina estava completamente nua, deitada em uma cama de madeira com espinhos e alavancas, um instrumento de tortura medieval. Catalina fazia uma cara sensual enquanto arrastava uma corrente pelo chão do quarto.

Meu Deus! Que PORRA é essa!? – CJ se espanta.

Isso, seu idiota do caralho, isso é um rack! Vou torturar essa sua bunda arrependida! – Catalina se levanta e acorrenta CJ.

Não, não! Por favor, não! – CJ grita, mas, ao mesmo tempo, não faz muito esforço para escapar.

Você nunca escreve para mim! Você não liga! Você me trata como uma porra de uma puta! Como uma das SUAS putas! – Catalina amarra CJ ao rack.

Não, baby, por favor! Eu não faço essas coisas assim! – CJ se dá conta do que estava se metendo.

Eu vou te foder todo! – Catalina ri e monta em CJ.

Baby, por favor, não! Por favor, baby, não! – CJ diz, mas Catalina já havia arrancado sua roupa e começado a chicoteá-lo.

Isso! Mais rápido, mais forte, mais fundo! – Catalina gemia em cima de CJ.

CJ é forçado a fazer sexo com a mexicana louca. Não que ele não tenha se divertido com a experiência, mas achou um pouco assustadora a ideia de misturar a dor de uma tortura com o prazer sexual.

A gente pode sair e roubar alguma coisa agora? – CJ, sem graça, diz ao ver Catalina desabar em seu peito.

Catalina manda CJ comprar alguns cigarros e cervejas para os dois em uma das cidades próximas dali. CJ obedece como sempre. Mas no caminho, Catalina liga novamente para seu parceiro.

Alô? – CJ atende.

Por que você atendeu tão alegrinho assim? Achou que eu era uma das suas putas baratas? – Catalina grita.

Baby, você precisa relaxar, porra! – CJ se irrita.

Vou relaxar quando você voltar aqui! É melhor para você que eu não queira transformar suas bolas em um kebab quando você voltar! – Catalina diz.

Olha só, isso não vai res... – CJ dizia, mas é interrompido.

Chega! Vem logo para cá! – Catalina grita.

CJ compra os cigarros e as cervejas e volta para a cabana. Ele guarda as bebidas na geladeira e volta para a frente da casa. Os dois iriam roubar algum lugar.

Me sinto bem hoje, como uma mulher renascida... – Catalina finalmente relaxa.

Ótimo, talvez assim você não dê seus chiliques... – CJ diz.

Ah, eu dou chiliques, mas não antes de ficar bem puta! – Catalina se defende.

Ah, é um alívio ouvir isso... – CJ ironiza.

Talvez dessa vez nenhum caubói filho da puta fique no nosso caminho... – Catalina diz.

Amém... – CJ diz.

Vai, dirige! – Catalina ordena.

O que foi? – CJ já percebe uma irritação.

Nada. Eu só odeio homens! – Catalina já fica irritada novamente.

Dá um tempo! – CJ também se irrita.

Aqui está seu tempo. Seu tempo é você não estar sendo assado na minha churrasqueira... – Catalina ironiza.

Bom, esse é um ponto de vista para as paradas, eu acho... – CJ não se abala.

Tente ser homem agora! Dirija, amante! – Catalina ri.

CJ leva Catalina em seu Buffalo até Montgomery, mais uma pequena cidade de Red County, essa com três mil habitantes, pois já pensava em encontrar Cesar após o roubo para a corrida clandestina que o Azteca havia falado. O carro rápido já estava providenciado, mesmo que fosse da mexicana. Lá, Catalina aponta para uma Inside Track Betting, uma loja de apostas especializada em corridas de cavalo.

Você quer roubar uma loja de apostas!? – CJ desdenha ainda dentro do carro.

Sim. Você não é homem o bastante? – Catalina pergunta – Aqui, Carl.

Cargas explosivas? – CJ diz ao ver sacos com dinamites ativados por controle remoto sendo retirado pela mexicana do banco traseiro – Onde você arrumou essa porra?

Catalina não diz nada e entrega duas das cargas explosivas a CJ. Ela também pega uma pistola Magnum e os dois entram na loja, que tinha no momento apenas alguns clientes apostando.

Abram a porta para os fundos ou eu explodo a cara de vocês, caralho! – Catalina aponta a pistola para as três mulheres que trabalhavam nos balcões da loja – Apertem o botão do pânico que eu mato os filhos de vocês também!

Uma das atendentes da loja ignora e aperta o botão de pânico da loja, que faz um alarme soar e a polícia ser imediatamente avisada sobre o roubo via satélite.

Eu te avisei, sua vagabunda estúpida! Vagabunda estúpida do caralho! Agora eu te mato! – Catalina diz e atira na cabeça da mulher que acionou o alarme, fazendo um enorme buraco na testa da funcionária – Chupa essa!

Não satisfeita, Catalina começa a atirar em pessoas dentro da loja, matando um por um dos clientes e funcionárias. CJ trata de colocar a carga explosiva na porta que dava acesso aos fundos da loja, se afastar e detonar a bomba para a porta ser arrancada.

Vai! Entra lá e explode o cofre! Prove que tem bolas e faz isso rápido! – Catalina grita para CJ enquanto mata mais inocentes.

CJ entra e logo acha o cofre em que a loja guardava a maior parte do dinheiro que arrecadava com as apostas. Ele coloca mais uma carga explosiva, se afasta e detona, fazendo a porta do cofre voar pela sala. CJ coleta todo o dinheiro da loja e coloca em um saco preto.

Beleza, já peguei! – CJ grita para Catalina.

Já era hora, caralho! Você parece uma porra de um bicho-preguiça! – Catalina grita.

Foda-se! Vambora! – CJ diz.

Os dois saem pela porta da frente da loja, onde já dava para se ouvir a sirene das viaturas que se aproximavam.

Carl, entra no carro! – Catalina grita e olha para suas vítimas agonizando dentro da loja – Morram, porcos idiotas! Agora eu vou matar todos esses cachorros da polícia! Já matei centenas de porcos que nem eles! Esses perros vão ver uma coisa! Espero que esteja doendo aí!

Os dois entram no carro e aceleram para sair da cidade.

Me leva para casa, grandão... – Catalina diz.

Como a gente vai dividir? – CJ pergunta enquanto liga o carro.

Isso é tudo que você se importa? Dinheiro? – Catalina pergunta.

Não, mas realmente preciso da grana... – CJ rebate.

Você me revolta. Faz minha pele formigar! – Catalina grita.

Eu não enlouqueci com você ainda... – CJ diz.

É do jeito que é. Você não sabe de nada! Não fala nada, deixa a gente apreciar a paz em silêncio... – Catalina diz.

Mas CJ diz que ficaria por ali mesmo. E com o carro. Ele para o carro ao sul da cidade, diz a Catalina para seguir de volta à sua cabana com o dinheiro com alguma moto roubada. Catalina começa a reclamar gritando, mas CJ sai do carro, faz uma ligação direta em uma moto que estava estacionada ali por perto, entrega o saco de dinheiro a Catalina e fecha a porta do carro, deixando a mexicana falando sozinha.

Você me impressiona, Carl Johnson. Toma sua parte, grandão! – Catalina joga dois mil dólares pelo vidro do carro.

Ela assume a direção da moto e volta para sua casa com o dinheiro. Já CJ conseguia ouvir o barulho dos motores na região.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

San Andreas - Parte 17


Amanhece e CJ não tem escolha a não ser roubar dinheiro de pessoas na rua para encher o tanque de sua moto para ir até Dillimore. No posto, CJ pergunta a um frentista a distância até a cidade e fica chocado ao saber que Dillimore ficava ao norte de Los Santos, ou seja, CJ teria que voltar os cem quilômetros que percorreu na viatura da CRASH. Ele enche o tanque de sua Sánchez e pega a estrada em direção ao norte.

CJ chega a Dillimore, uma cidade minúscula, com apenas dois mil habitantes. Ficava em uma área chamada Red County, logo após a saída ao norte de Los Santos, sendo a cidade visível das mansões das montanhas de Vinewood. CJ chega à cidade próximo ao início da tarde, e, como Cesar recomendou, iria encontrar o primo de seu cunhado no único restaurante dali, que atendia pelo nome de The Welcome Pump, sendo simpaticamente todo de madeira. Ao abrir a porta, CJ se depara com uma briga, mas no meio de vários caubóis estava uma mulher latina com uma faca. Ela ameaçava a todos que a cercavam:

Você quer uma facada, gordão? Sua poça de mijo americano! Já vi eunucos com mais bolas do que vocês, caralho!

A mulher dominava todos os homens enquanto CJ observava da porta. Ela coloca a faca no pescoço de um caubói sobre o balcão do restaurante e percebe CJ. Ela não hesita em gritar com o forasteiro:

O QUE VOCÊ QUER, CARALHO!?

Nada. Estou procurando um primo de um amigo meu. Um cara mexicano. Ele não está aqui... – CJ diz.

Você!? Mas Cesar disse que você era um homem de verdade! – a mulher se surpreende e se aproxima da porta ainda apontando a faca para o caubói no balcão.

Moça, eu sou um homem do povo, temente a Deus, paz e amor... – CJ diz.

Tanto faz, cuzão, vambora! – ela empurra CJ para a porta.

Nossa, relaxa, baby! – CJ se incomoda.

A mulher que CJ encontrou era a prima de Cesar, e não primo. Seu nome era Catalina, uma mulher com origens mexicanas e colombianas, de longos cabelos negros, um físico musculoso, uma certa masculinidade e temperamento extremamente complicado, o que já mostra logo de cara a seu novo “amigo”:

Cadê seu carro!?

Cadê o seu? – CJ rebate.

Damas não dirigem. É para isso que servem os homens... – Catalina diz.

Ai meu Deus... – CJ percebe o que teria que enfrentar e fala para si mesmo – Valeu, Cesar. Adorei ela, mano...

CJ mostra sua moto, os dois sobem e começam a andar pela cidade. CJ aproveita para conhecer mais sobre a latina que nem sabia o nome ainda:

Então, qual é o seu nome? Para onde a gente vai?

Meu nome é Catalina. Nós estamos indo pegar todo centavinho desse condado... – Catalina planejava roubar todas as cidades de Red County.

Ok, bom plano, eu acho... – CJ diz.

É claro que é um bom plano! – Catalina explode – Já tenho quatro alvos fáceis: uma loja de bebidas em Blueberry, um banco em Palomino Creek, um posto de gasolina aqui em Dillimore e uma loja de apostas em Montgomery.

Espera aí. Qual primeiro? – CJ pergunta.

Você é quem está dirigindo, seu porco idiota, você escolhe! – Catalina continua explosiva.

Como não conhecia o condado, CJ resolve começar pelo posto da cidade em que já estavam. Era um posto da Gasso, uma grande franquia de combustíveis. CJ encosta a moto em frente à loja do posto. Catalina tenta abrir a porta, mas está trancada. Ela então olha por um vidro e percebe dois funcionários dentro da loja. Decide ameaçá-los apontando uma arma para os dois:

Entreguem o dinheiro ou eu explodo as bolas de vocês!

Isso aqui é um vidro a prova de balas! – Ethan, um dos funcionários, diz – Então você pode ir embora, vagabunda, antes que eu chame o xerife!

O que você está fazendo, filho? Dá logo o dinheiro para ela! – Derek, o idoso dono do posto, se desespera no balcão.

Então tá, maricón! Mudança de plano, Carl! Vamos pegar o caminhão! – Catalina vai correndo até o grande caminhão-tanque do posto.

Ei! O que você está fazendo!? – Ethan grita.

Catalina estoura o vidro da boleia do caminhão e entra. CJ corre e quando também entra no caminhão, Catalina já havia feito uma ligação direta no motor. Ela já saia do posto com o caminhão quando os funcionários da loja do posto entram em um carro.

Eu não vou perder outro emprego de merda por causa de uma puta louca! – Ethan diz – Vamos lá, Derek! Vamos parar esses desgraçados!

Eu tenho que fazer isso mesmo? – Derek liga o carro com medo.

O carro começa a perseguir o caminhão pela estrada do interior de San Andreas. Catalina logo percebe pelo retrovisor e troca de lugar com CJ:

Dirige aqui! Eu conheço um cara que paga pelo caminhão e pela carga!

CJ assume o volante do caminhão enquanto Catalina coloca metade do corpo para fora da janela para atirar em Ethan e Derek. Alguns tiros já são o suficiente para espantar o dono do posto.

Essa briga não é minha! – Derek, desesperado, volta para Dillimore.

CJ continua dirigindo o caminhão até Flint County, o condado vizinho a Red County. Catalina o guia até a sede de uma empresa de cargas, a RS Haul, que ficava no meio da estrada. O grande caminhão-tanque entra no pátio da empresa. Catalina e CJ são recebidos pelo dono da RS Haul, Freddie Whittaker.

Olá, senhor Whittaker! – Catalina cumprimenta o dono.

Catalina! O que você me trouxe hoje? – Whittaker abre um sorriso ao ver o caminhão.

Equipamento e um tanque cheinho de gasolina premium... – Catalina diz.

Nunca vi isso, nunca vi você, nunca te dei esse dinheiro... – Whittaker diz ao entregar um bolo de dinheiro a Catalina.

É ótimo não fazer negócios com o senhor... – Catalina sorri.

Igualmente. Agora vão embora antes que algum policial passe por aqui... – Whittaker alerta e diz a CJ – Se você tiver alguma coisa para mim, é só passar aqui. Sempre estou transportando coisas.

CJ e Catalina saem da empresa. Mas a mexicana liga uma moto no estacionamento, que provavelmente era dela já estava ali há algum tempo, de prontidão.

Tchau! – Catalina entrega cinco mil dólares, quantia mísera perto do que recebeu, e um papel a CJ e vai embora com a moto.

CJ olha o papel e vê que havia um endereço, provavelmente o da própria Catalina. Ele se dá conta de que estava sem transporte, pois sua moto havia ficado no posto em Dillimore. Ele não voltaria até lá por ela. Ao lado da RS Haul, havia um posto com uma pequena pensão. CJ fica por ali mesmo naquele tarde. É lá que ele recebe uma ligação de Sweet pela primeira vez desde que os dois foram separados pela CRASH:

Carl, sou eu.

Sweet, o que está pegando, cara? – CJ se levanta da cama.

Cara, que porra você acha que está pegando? Estou num hospital da prisão, negão! – Sweet se irrita.

Eu sei. Você está bem? – CJ pergunta.

Porra nenhuma! Você tem que fazer alguma coisa, cara! – Sweet diz.

Estou tentando, cara. Só que eu tenho que ter certeza de que a Kendl vai ficar segura primeiro... – CJ diz.

Beleza, cara, tenho que ir... – Sweet diz.

Não se preocupa, mano. Não vou te deixar aí! – CJ promete.


Na noite daquele mesma dia, o telefone de CJ toca novamente. Ele atende imaginando ser Sweet ou Cesar, mas era alguém desconhecido.

Sim... – CJ atende.

Carl... – um homem com uma voz grave diz.

Quem é? – CJ não reconhece a voz.

Você me conhece. Aqui é a verdade... – o homem diz.

Não, não conheço... – CJ se irrita.

Perfeito. Eles disseram que você era um idiota... – o homem suspira.

Quem? – CJ grita.

Ok, você pode parar com o teatro agora, garoto... – o homem também se irrita.

Você é da polícia? – CJ pergunta.

Não. Nós temos um amigo em comum e um parceiro de negócios... – o homem responde.

Temos? Quem? – CJ pergunta.

Sim. Você matou algum policial ultimamente? – o homem provoca.

Ah, cara. Tenpenny! Eu já deveria saber, aquele cuzão! – CJ diz.

Então, eu tenho um quarto no motel de Angel Pine. Certifique-se de que ninguém irá te seguir... – o homem diz e desliga.

CJ agora tinha um motivo para voltar para a cidade onde estava anteriormente. Encontrar o homem da ligação era necessário, pois havia ligação com Tenpenny e a CRASH. Restava a CJ obedecer. Ele rouba silenciosamente um carro que estava no posto em frente à pensão, enche o tanque e vai em direção a Angel Pine novamente.  

No caminho, CJ recebe outra ligação. Dessa vez, era Cesar novamente:

Carl, é o Cesar!

Qual é? – CJ pergunta.

Merda fodida, é isso que é, mano! – Cesar diz, preocupado.

O que aconteceu? Cadê a Kendl? Ela está bem? – CJ tenta manter a calma.

Ela está comigo, ela está bem por enquanto... – Cesar diz – Os Varrios Los Aztecas, está tudo acabado! Minha cabeça tem um preço, talvez a da Kendl também.

O que aconteceu!? – CJ insiste.

Confiança, respeito, honra. Nada disso vale mais nada em Los Santos agora. Meus OGs, meus eses, estão todos mortos ou escondidos! – Cesar revela.

Sai da cidade! – CJ grita – Vai para Angel Pine, aluga um trailer para você e para Kendl e eu encontro vocês lá!

Beleza. Eu só tenho que resolver umas paradas aqui... – Cesar diz.

Não! Tira a minha irmã da cidade e leva ela para um lugar seguro! – CJ grita – Não fode comigo com isso! Eu não posso perder ela, cara!

Com certeza, mano. A gente vê você em Angel Pine! – Cesar diz e desliga.

CJ chega à cidade já de madrugada. Ele decide ir até seu trailer antes de ir até o motel para encontrar o misterioso homem. Ao chegar lá, CJ vê o carro de Cesar em um trailer próximo ao seu. Ele e Kendl já estavam lá.

Ei, Carl... – Kendl abraça o irmão quando Cesar abre a porta para ele.

Como você está, mana? – CJ pergunta.

Isso não acabou, cara! Eu fiz isso para cuidar da minha mulher, mas agora eu vou voltar direto para casa para pegar uns traficantes filhos da puta! – Cesar está exaltado.

Olha só, se você vai voltar para o barrio com esse papinho de fodão, você vai ser picotado! – CJ avisa sobre os “barrios” perigosos de Los Santos para Cesar entender melhor.

E eu não vou perder você por causa dessa merda de papo de machão! – Kendl completa.

Ei, relaxa, cara! – CJ diz ao ver Cesar furioso andando pelo trailer – Vai dar tudo certo quando for a hora.

Nós já sabemos quem são os filhos da puta dos caras maus, cara. Seu irmão fedorento da Grove Street, o Smoke, e aqueles chotas porcos, Tenpenny e Pulaski! Smoke é um traficante, cara! – Cesar diz com um olhar possesso.

Não, não! Smoke não! Ele pode até mexer com a CRASH, mas ele não mexe com bagulho! – CJ defende o “amigo”.

Qual é, CJ!? Como você acha que ele conseguiu aquela casa nova, hein? – Kendl fica indignada com a inocência do irmão – Esquece essa merda de “Grove até o fim!” e dá uma olhada ao seu redor!

O boato nas ruas é que duas vezes por semana Smoke manda um carro para San Fierro que volta cheio de pó... – Cesar diz.

Que merda... – CJ começa a cair na real – Tenho que ficar de olho na estrada para San Fierro. Talvez eu veja algo. Fiquem aí e eu já volto!

CJ se lembra de que ainda tinha que ir até o motel da cidade naquela madrugada. Ele deixa Cesar e Kendl no trailer e entra em seu carro para procurar o local. Mas, antes de sair, recebe uma ligação nada agradável.

Alô? – CJ atende.

Onde você estava, cuzão!? Por que você não liga, hein!? – uma voz feminina estridente berra, sendo a da já inconfundível Catalina.

Eu estava para te ligar, mas... – CJ tenta falar, mas é interrompido.

MENTIROSO! Você estava era com aquelas putas fedorentas! – Catalina continua gritando.

Não, não! Se você me deixar fal... – CJ tenta novamente falar, mas é interrompido de novo.

Silêncio! Vem até aqui! Nós temos lugares para roubar! – Catalina ordena.

Olha, eu estou no meio de uma parada agora! – CJ desliga.

Catalina era do tipo imperativa, ela parecia ter algum tipo de distúrbio de comportamento, o que CJ já não suportava com um dia de convivência. Aparentemente, ela já considerava CJ como seu namorado ou algo parecido, típico de pessoas com esse tipo de personalidade possessiva.

Mas CJ segue seu caminho até encontrar o motel de Angel Pine, o U Get Inn Motel, com apenas alguns quartos. CJ vê uma viatura da LSPD no estacionamento, era óbvio de que era da CRASH. Como só havia uma janela acesa, é lá que CJ bate:

Oi? Tem alguém aí?

Aqui... – Tenpenny diz com dificuldade, pois estava fumando um bong com maconha, sentado no sofá do quarto.

Olha só essa merda. O que nós temos aqui? – CJ ri quando vê o policial completamente drogado.

E aí, Carl. Qual é, garoto? – Tenpenny diz.

O que está pegando? Ah, isso aí é treinamento de disfarce? Ah, não, você deve estar de folga... – CJ ironiza.

Tá, tá, tanto faz. Fica quieto aí, cara... – Tenpenny desdenha e muda de assunto enquanto puxa o bong cada vez mais – O Sr. Truth aqui vai te fornecer a melhor erva e você vai entregar ela para nós...

Cara, você está viajando, alucinando e tudo... – CJ não vê ninguém no quarto além do policial.

O que? – Tenpenny diz e chama uma pessoa que estava no banheiro do quarto – Aí, Truth, chega aí, cara!

Do banheiro do quarto, sai um velho de aproximadamente sessenta anos, de cabelos brancos, faixa na cabeça, completamente hippie. Seu nome era desconhecido, ele era conhecido apenas como “A Verdade”, ou The Truth. CJ logo entende a ligação que havia recebido naquela noite. A “verdade” era aquele homem, foi ele quem havia lhe chamado de volta a Angel Pine.

Bem vindo, amigo... – Truth cumprimenta CJ com a saudação indiana Añjali Mudra, inclinando o corpo, com as duas mãos juntas na altura do peito.

Qual é? – CJ cumprimenta o velho como sabia.

O Carl aqui vai te pagar... – Tenpenny, ainda chapado, diz a Truth.

Do que você está falando!? – CJ pergunta.

Carl, eu tenho um verdadeiro justiceiro fodendo comigo, e eu quero que você pegue esse veneno verde do mal e jogue nele! Hahaha! – Tenpenny viaja – Vai arruinar a carreira daquele cuzão!

Papo furado! – CJ desdenha.

Caras, vocês querem cogumelos? Ludes? Um pouco de DMT? – Truth oferece.

Não, para mim não, cara. Tenho que vazar... – Tenpenny larga o bong e se levanta completamente tonto e vai embora – Nossa, que merda, estou todo fodido... Aí, Carl. Paga o cara!

Uou, cara! Eu nunca imaginei que veria isso! – Truth diz com a mão na cabeça após Tenpenny sair do quarto – Um policial fumando bagulho meu! Você é de onde, cara? FBI? DEA?

Não, eu estou mais para um investigador particular... – CJ improvisa.

Amigo, você tem uma energia positiva. Que tal um ópio vietnamita? – Truth oferece.

Não, eu não mexo com isso... – CJ diz.

Mas como eu vou saber se posso confiar em você, então? – Truth pergunta.

O que? Estou trabalhando para você agora? – CJ também pergunta.

Sou um homem da paz, mas alguns quadrados dentro de uma cerca não estão respeitando minha paz. Survivalistas maníacos! Direitistas! Fascistas! – Truth começa a se irritar – Eles tem uma ceifadora e eu preciso de uma. Pegue ela e aí você vai poder me pagar. Namaste, Carl...

Que porra isso significa? – CJ diz ao ver o velho cruzando as pernas no ar e entregando-lhe uma referência de onde ele deveria ir – Até mais, seu louco!

CJ sai do motel, olha no papel e vê dois endereços e o desenho de uma estrada e duas possíveis fazendas. Ele vai até o local da primeira naquela madrugada e confirma que era uma fazenda. CJ estava em Flint County, ao norte de Angel Pine. Como estava em cima de um morro, ele tinha uma visão completa daquela fazenda, que era chamada de The Cult Farm, como dizia uma grande placa na entrada. Nela havia várias estufas e locais que lembravam um laboratório, dando a impressão de que algo era produzido ali. A ceifadora da fazenda estava em um campo de plantio, e estava sendo usada naquela madrugada. CJ deveria usar a força para roubá-la, pois havia alguns seguranças armados ali, os “survivalistas”, como disse Truth. O Grove entra na fazenda com seu carro tentando fazer o máximo de silêncio e percebe que as casas dali estavam estranhamente todas iluminadas com luzes azuis e cantos religiosos, dando a impressão de que algum culto religioso acontecia naquele local, o que era de fato verdade, pois ali aconteciam cultos do The Epsilon Program, um ritual religioso mormonista que ganhava cada vez mais força no país.

CJ é avistado por um dos seguranças. Ele avisa a todos, gritando:

Você invadiu a fazenda errada, garoto! Isso aqui não é country club, amigo!

Ei, quem é esse cara? Matem ele, é a única coisa boa que ele vai servir! – uma mulher da fazenda grita.

Não sei, mas ele parece esperto! – o segurança diz ao ver CJ atirando e matando seus colegas.

Deem ele aos porcos! – outro segurança grita.

CJ avança em direção ao campo onde estava a ceifadora matando vários caipiras que estavam com pás trabalhando nas estufas. Os seguranças não conseguiam ver o invasor direito por causa da escuridão da madrugada. Gritos de desespero começam a vir das casas por causa do tiroteio. Várias pessoas saem correndo em direção ao estacionamento da fazenda. O Grove chega à ceifadora e aponta a arma para o homem que a dirigia, que sai correndo desesperado por perder sua máquina favorita, que tinha até nome.

Ele é um ladrão de ceifadora. Ele está roubando a Betsy!

CJ assume a direção de Betsy, a ceifadora, e a leva em direção à saída da fazenda. Os seguranças em sua frente não seriam problema.

Parem esse desgraçado! – um dos seguranças no caminho da máquina grita.

Um açougue é aberto naquela fazenda, pois CJ simplesmente passa por cima daquelas pessoas, com a máquina moendo seus corpos e jogando restos mortais como adubo.

O roubo havia sido feito com sucesso. A ceifadora deveria ser entregue em algum lugar, então CJ se lembra do papel que Truth havia o entregado e se baseia no caminho da segunda fazenda, que, pela lógica, deveria ser o local de entrega. Ele segue por alguns minutos por algumas estradas de terra no meio dos campos sendo iluminados pelo refletor da máquina, e se aproxima de um lugar com uma placa que dizia The Truth’s Farm. Era a fazenda do velho, que ficava em uma localidade chamada Leafy Hollow. CJ se certifica de que ninguém havia o seguido e deixa a ceifadora escondida em um armazém.

Cara, você trouxe a paz de volta para o meu vale. Obrigado, amigo! – Truth recepciona CJ e avisa – Eu te ligo quando o bagulho estiver pronto, mas tenha certeza de pegar aquela grana.

A dívida que Tenpenny havia deixado para CJ pagar havia sido parcialmente paga com o maior derramamento de sangue que aquela região já havia visto. E não havia sido suficiente. Mais estava por vir pela paz e pelo amor.