sexta-feira, 20 de maio de 2016

San Andreas - Parte 21


Naquela mesma noite, CJ recebe uma ligação de quem não demoraria muito para aparecer: Tenpenny.

Carl, como vai San Fierro? – Tenpenny é sarcástico.

Fodida. Posso honestamente dizer que eu queria que você estivesse aqui... – CJ diz.

Ótimo. Você está com o presente para aquele amigo meu, certo? Sabe, aquele que tenta fazer eu e o Oficial Pulaski termos problemas? – Tenpenny se refere à maconha de Truth e ao promotor de justiça que tentava arruinar a CRASH.

Sim... – CJ responde.

Por que você não coloca tudo no carro dele e liga para o We Tip? – Tenpenny se refere a uma espécie de “disque-denúncia” americano.

Ei, seu filho da puta, o código das ruas diz para ninguém ser dedo-duro! – CJ inocentemente diz – Foda-se se isso vai matar eu, você, meu irmão! Manos da rua não ligam para a polícia!

Carl, ele é um promotor de justiça! – Tenpenny ri.

Ah é? – CJ repensa – E onde eu encontro ele?

Ele está no Vank Hoff Hotel, em Financial... – Tenpenny diz.

Pode crer! – CJ desliga.

CJ vai rapidamente até o hotel de luxo no bairro de Financial, que, como o nome diz, é o centro financeiro da cidade, com os maiores prédios comerciais da região. O hotel era um imenso prédio antigo com um estacionamento subterrâneo ao lado. CJ percebe o trabalho de manobristas uniformizados do hotel. Seria com eles que a informação sobre o promotor iria aparecer e com o uniforme deles que CJ colocaria a maconha no carro-alvo.

CJ se aproxima do hotel e entra no estacionamento subterrâneo, deixando seu carro em uma vaga. Lá dentro, ele vê um dos manobristas estacionando um carro de cliente, então CJ chama o trabalhador fingindo precisar de uma informação e o ataca, o levando para as escadas de emergência. Lá, CJ até pensa em matar o rapaz, mas apenas o deixa inconsciente suspendendo sua respiração, aquilo faria o manobrista ficar apagado enquanto CJ trabalhava por ele.

Os manobristas da frente do hotel recebem um novo colega de trabalho, que não conheciam.

Ah, você deve ser o novato. Entre na fila... – um dos manobristas diz a CJ.

CJ aproveita para perguntar sobre um promotor de justiça que chegaria ao hotel naquela noite. Os manobristas já conheciam o sujeito, era Mark Lionel, que sempre se hospedava ali quando estava na cidade. Ele tinha um Merit azul. Era isso que CJ precisava saber. Vários carros chegavam e os manobristas pegavam para ganharem suas gorjetas, e CJ esperava apenas um carro. Após vinte minutos, o Merit azul chegou. Mark saiu do carro e pediu para que CJ, o único manobrista disponível na entrada do hotel no momento, cuidasse dele. CJ sorriu. Ele entrou no carro do promotor, esperou ele subir no elevador para sua suíte e foi direção à garagem em Doherty. CJ poderia ter levado a maconha no porta-malas de seu carro, mas se ele fosse parado pela polícia, ele pegaria décadas de cadeia por tráfico, e não seria esse o destino de um Grove. CJ chegou a sua garagem e lotou o porta-malas do Merit de Mark Lionel de maconha de The Truth. Quase não cabia tudo ali. CJ levou o carro de volta com todo o cuidado do mundo para que nada fosse notado. Ele estacionou em uma vaga bem visível e trocou de roupa na mesma escadaria onde o manobrista atacado ainda estava desmaiado. CJ pegou sua roupa e deixou o uniforme do hotel ao lado do rapaz. Ele saiu pela porta da frente do hotel, onde não havia manobristas no momento e foi para o outro lado da rua. Após alguns minutos, sentado em um banco, CJ ligou para o We Tip:

Alô, é do We Tip? Eu vi uma coisa muito suspeita, acho melhor vocês estarem aqui para averiguar!

CJ passou o endereço e o suspeito: Mark Lionel. Após alguns minutos, Mark sairia do hotel com seu carro, provavelmente para ir atrás de companhia para a noite. Ele pede aos manobristas para buscarem o carro e deixá-lo em frente ao hotel. Mas quando ele passa pela porta para entrar em seu Merit, a polícia invade o local.

Parado! Não se mexe! Saia do carro com as mãos para cima! – um policial grita para Mark.

Vocês sabem com quem estão mexendo, caralho? Vou demitir vocês, seus palhaços! – Mark se irrita, mas levanta as mãos e é revistado.

Cala a boca! – o policial bate a cabeça de Mark no capô do carro e pergunta ao colega que olhava o porta-malas – Achou alguma coisa aí?

Se eu achei alguma coisa? Ele tem metade do México aqui! – o policial ironiza – Deve ter duas toneladas de maconha aqui!

O que!? Mas eu nunca vi isso! Como pode!? – Mark grita e é totalmente imobilizado pelo policial, tomando um tapa na cara.

Baita defesa você tem ali, amigão! – o policial ri.

Mark é colocado dentro de uma viatura e é levado para a delegacia. Ele pegaria muitos e muitos anos de prisão por tráfico e não atrapalharia as operações da CRASH nunca mais, mesmo tendo certeza de que havia sido vítima de um golpe dos corruptos, mas não havia nada que ele poderia fazer.

Na manhã seguinte, tudo parecia tranquilo. Jethro e Dwaine limpavam o carro de Cesar, que mexia no motor.

E aí, manos! – CJ acorda e cumprimenta a todos.

E aí, Carl! – Cesar diz.

Que porra está acontecendo!? – Kendl entra na garagem muito nervosa – Eu pareço uma prostituta para vocês?

O que!? – CJ não entende.

Aqueles babacas ficam dizendo essa merda para mim! – Kendl reclama.

Quem falou isso para você? – Cesar se enfurece.

Os pedreiros da obra aqui de cima! – Kendl diz.

Eu vou foder esses caras! – Cesar já ia saindo, mas é segurado por CJ.

Não, calma aí, deixa comigo. Eu preciso ir e ensinar a eles um pouco de respeito... – CJ diz.

Isso aí! – Cesar concorda.

Pode crer! E eu também estou pensando em arrumar uns terrenos novos, inclusive... – CJ diz.

CJ pega uma arma, coloca na cintura e vai até a construção atrás da garagem, em um terreno aberto que havia sido devastado pelo terremoto que havia atingido a cidade. A Final Build Construction, construtora rival da Avery Construction, construtora de Avery Carrington, desde Vice City nos anos oitenta, havia assumido a revitalização do local, instalando vários escritórios improvisados, tratores, caminhões e até um imenso guindaste fixo. Naquela manhã, os trabalhadores estavam descansando quando Kendl passou por eles e foi ofendida. Poucos minutos depois, CJ se vingaria.

Um dos tratores estava parado com a chave na ignição. Os trabalhadores estavam todos dentro dos escritórios. CJ teve uma ideia. Ele passaria com o trator por cima dos escritórios. Em menos de um minuto, as paredes finas de madeira que protegiam os trabalhadores eram derrubadas por CJ, destruindo tudo pela frente, inclusive matando alguns pedreiros esmagados. Enquanto tudo acontecia, o encarregado da construção estava em um banheiro químico.

Que barulheira é essa!? – ele se pergunta ao dar descarga.

Quando o encarregado sai e vê o que parecia ser resultado de um novo terremoto no local, ele volta para o banheiro:

Minha nossa! Eu não vi nada!

CJ tem outra ideia quando vê o encarregado covarde voltando para o banheiro. Havia um buraco no meio da construção feito para os canos de esgoto serem instalados. CJ avança com o trator sobre o banheiro químico, que estava ao lado do buraco, e joga o encarregado lá embaixo.

Meu Deus, não! Ah, eu vou vomitar! Minha roupa! Está arruinada! Que fedor! – o encarregado grita desesperadamente ao sentir todos os dejetos armazenados na cabine caírem sobre ele.

Num ataque de insanidade, CJ vai até o caminhão de cimento que estava no terreno e posiciona o tanque direto para o buraco. Ele aciona a alavanca e o cimento começa a encher o buraco com o encarregado dentro. CJ simplesmente enterrou o homem vivo sob cimento. O recado havia sido dado e era pouquíssimo provável que alguém chamasse a polícia ou mexesse novamente com os moradores da nova garagem ao lado.


Zero entra em contato com CJ. Ele não era o tipo de funcionário que estava sempre na garagem, até porque tinha sua loja. Foi de lá que ele ligou e era a loja o assunto da vez.

Desculpa, Carl. Você está ocupado? – Zero pergunta.

Zero? Não, cara. Bom te ouvir. Qual foi? – CJ diz.

Um desastre! O locador está vendendo a loja! Eu não vou ter onde morar e não vou ter segurança contra o Berkley! – Zero se desespera.

Ah, eu estava procurando investir em alguma propriedade no momento. Talvez eu passe aí... – CJ diz.

Após pedir a opinião de sua irmã e de Cesar, CJ vai até a Zero RC e conversa com o proprietário do imóvel, que havia vendido apenas quarenta por cento do lucro para o funcionário de CJ. Se o proprietário vendesse os sessenta por cento da outra parte significaria para Zero praticamente perder a loja ou ter que aceitar um outro tipo de comercio ali. CJ compra os sessenta por cento da loja e acaba com todas as possibilidades de Zero ficar sem loja e sem moradia. Naquela noite, Zero liga para CJ novamente.

Alô? – CJ atende.

Carl, é o Zero! – Zero responde empolgado.

Ah, e aí , Zee! Você não estava na loja quando eu assinei a papelada... – CJ diz.

– Sim, eu sei. Eu estava em uma perigosa missão de reconhecimento, bem dentro do território inimigo... – Zero diz.

Ah, beleza, claro. Se você diz... – CJ não dá muita moral – Eu vou dar uma passada aí depois para dar uma olhada nos negócios, saca?

Claro, claro. Eu tenho que dar uma arrumada, o lugar está uma bagunça... – Zero diz.

Não se preocupa. Passo aí depois! – CJ desliga.

No dia seguinte, CJ vai visitar seu novo comércio e seu novo sócio. Zero estava arrumando alguns bonecos no balcão. A loja estava vazia.

E aí, qual foi, Zee? – CJ diz.

Nada foi, Carl. Só a minha pressão sanguínea para os ares, e o colapso iminente das minhas esperanças e meus sonhos... – Zero estava bem para baixo.

Por que? – CJ pergunta.

Como sempre as forças do mal triunfaram sobre o bem. A vida não é nada além de miséria, levemente misturada a agonia... – Zero continuava.

Mano, o que você tomou? Seja o que for, é melhor você reduzir a dose... – CJ ri.

Me desculpe, mas eu nunca uso drogas! – Zero se incomoda – Todo mundo sabe que drogas são para perdedores e/ou maníacos sexuais. E agora sexo é a última coisa na minha cabeça!

Graças a Deus! – CJ diz.

O Berkley voltou! – Zero se desespera.

Aaah, o Berkley... – CJ finge interesse.

Sim! – Zero continua desesperado.

Quem é essa porra de Berkley!? – CJ se irrita.

É um cara que eu venci em uma competição justa. Um cara literalmente obcecado por vingança... – Zero diz.

Ah, você meteu a mão nele? – CJ pergunta.

Não, por favor. Eu nunca inicio violência! – Zero responde.

Ah, saquei! Você pegou a vadia dele! – CJ ri.

Não. Eu ganhei o prêmio na feira de ciências. Primeiro lugar, é isso... – Zero se gaba.

E agora ele quer te bater? – CJ segura o riso, mas não aguenta – Hahahahaha! E ainda dizem que brigas de gangues que são coisas bobas de gente com cabeça pequena...

Nesse momento, os dois começam a ouvir um barulho vindo do lado de fora da loja. Era parecido com um bip que parecia se aproximar e se distanciar.

O que é esse som de bip? – CJ pergunta.

É ele! Devemos lutar até o fim! – Zero se desespera.

Zero e CJ sobem as escadas do prédio onde a loja era o térreo. Lá em cima havia várias antenas que emitiam sinais tecnológicos para vários aparelhos modernos da época. Ao chegarem ao topo do prédio, Zero vê vários pequenos aeromodelos equipados com mini metralhadoras, que atiravam contra suas antenas.

Berkley lançou um ataque em larga escala! – Zero grita.

Isso é insano! – CJ se surpreende.

– Todas as baterias! Iniciar fogo! – Zero aponta para uma mini metralhadora que também possuía em seu telhado – Ele está mirando nos meus transmissores! Se ele derrubar tudo, eu nunca vou poder lançar um contra-ataque!

Não tem problema, cara. São apenas brinquedos! – CJ diz.

Não são brinquedos! São apenas armas pequenas! – Zero grita – CJ, avião a doze horas!

CJ assume a mini metralhadora do teto e começa a atirar contra as pequenas aeronaves de Berkley. Ele passa quase cinco minutos atirando sem parar nos aparelhos, que vinham de todos os lados, seguindo as instruções de direção de Zero. Ao fim do ataque, apenas uma antena transmissora havia ficado um pouco danificada, mas não era nada que Zero não pudesse consertar.

Hahahaha! Berkley! Enquanto tivermos mãos, lutaremos contra você! – Zero se empolga com a vitória e começa a citar Winston Churchill – Muito bem, Carl! Agora vá embora, eu preciso me preparar para as batalhas vindouras! Nunca tão poucos dominaram tantos. Tão pequenos, três... Não, não é assim, como era? Vamos lutar contra o inimigo pelas praias, err, tetos...

CJ sai da loja satisfeito com sua mira e volta para casa. Enquanto pensava em sua própria guerra, via uma nova guerra começando. Seria uma guerra tecnológica entre dois nerds da cidade. A guerra entre Zero e Berkley havia explodido. Mas algo faz CJ voltar à loja ainda naquela noite. A loja estava aberta, mas novamente vazia. Nem Zero estava no balcão.

Zee, cadê você? – CJ grita.

Vá embora, Carl! Eu estou muito, muito ocupado aqui atrás. Coisa secretíssima. Não é para os seus olhos. Muito sensível... – Zero gritava da sala dos fundos.

Qual é, mano, cadê você? – CJ grita ao ir até a sala e mesmo assim não ver o nerd.

Eu disse para você ir embora, Carl. Eu não preciso de nenhum amigo hoje, obrigado... – Zero parecia falar de dentro de um armário.

Hahahaha! – CJ cai na risada ao abrir o armário e ver Zero pendurado em um cabide – Cara, esses cabides aí são fortes!

Sim, meu heroi. Carl, ele voltou aqui e me humilhou! – Zero está irritado – Eu deveria seguir para a prostituição agora, onde eu seria encontrado morto, e quebrado. Sou um cara de vinte e oito anos que um sócio acabou de ajudar ele a deixar de estar preso em um armário que ele estava preso pela minha cueca, contemplando minha inadequação por quase duas horas. Ai, minhas costas...

Você tem que dar o troco, mano! – CJ diz – Que tipo de armas você tem?

Ah, eu tenho um protótipo de um mini avião... – Zero responde.

Então com esse avião nós vamos humilhar o Berkley! – CJ diz.

Ok, maneiro... – Zero diz ajeitando a cueca.

Cara, isso é ridículo... – CJ ri.

Berkley tem seus lacaios sicofantas fazendo as entregas para ele. Devemos atingi-lo onde doi mais! Acabe com o sistema de entregas dele! – Zero diz.

Zero pega um pequeno aeromodelo e o equipa com uma mini metralhadora e uma câmera para a imagem ser transmitida em tempo real em um monitor de sua loja. Ele vai até o teto e fala com CJ via walkie talkie para guiar o avião:

Voe com o Red Baron! Não deixe eles escaparem! Puna-os por todos os crimes de guerra que cometeram!

CJ assume o controle do protótipo o guiando por controle remoto e vendo a imagem no monitor em sua frente. Logo Zero estava ao seu lado indicando os carros que faziam entregas para a Berkleys RC, a loja do arquirrival. A primeira van verde é detectada e com a boa mira de CJ, o aviãozinho atira nos pneus e nos vidros do carro, danificando os materiais de entrega.

Um já foi, faltam quatro! – Zero se empolga – Ele dá armas para seus aliados. Tenha cuidado, Carl!

CJ acha mais duas vans e dois entregadores de bicicleta pela cidade. Ele atira em todos e danifica todas as entregas da loja de Berkley, o que era um desastre em um mercado que prezava tanto pela pontualidade e competência.

Agora traga o avião para cá antes que o combustível acabe! – Zero alerta.

CJ guia o avião de volta para o topo do prédio da loja sem problemas. O sistema de entregas da Berkleys RC estava arruinado e, consequentemente, grande parte da confiança de seus clientes havia sido perdida.

O cheiro! Você sente esse cheiro de ozônio? É o cheiro da vitória! – Zero se empolga.

Mas ele deveria tomar cuidado, pois uma vingança já havia sido realizada antes. Agora, com sua loja praticamente caminhando para a falência, Berkley provavelmente faria seu ultimato nerd.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

San Andreas - Parte 20


Alguns dias após a partida de Catalina, CJ recebe uma ligação estranha de The Truth. Ele parecia falar em códigos, mas provavelmente era sobre algo bem importante:

Carl, cara, eu arrumei aquela belezinha que você estava procurando. Mas toma cuidado, cara, as pessoas estão ouvindo a gente. Eu tenho uma pequena vila verde nas montanhas, venha buscar. Wow, cara, eu não te conheço, eu não te conheço! É trote! É trote!

CJ teve vontade de rir com a tentativa de despistar possíveis interceptadores, mas entendeu o recado. Ele teria que buscar a maconha de Tenpenny com The Truth na plantação que o hippie tinha em sua fazenda nas montanhas de Leafy Hollow. CJ logo pega o dinheiro que levaria a Truth e vai a seu encontro.

Ao chegar à fazenda naquele início de tarde ensolarado, CJ ouve pássaros cantando, respira o ar puro do campo e procura Truth pelos vários casebres da propriedade. Ele encontra o hippie plantando bananeira dentro de uma garagem.

Paz. Eu tenho tudo que você precisa, viajante solitário... – Truth diz ao ver CJ com uma mala de dinheiro e aponta, com o pé, para sua van toda estilizada com dizeres de “paz e amor” – Está na Mothership, bem ali...

Valeu, cara. Aí, o dinheiro está aqui... – CJ coloca a mala no chão.

Ah, o ciclo kármico se fecha. Tudo está onde deve estar. De volta ao ovo. Oummmm... – Truth fica de pé, analisa a mala e começa a meditar.

Caramba, cara, deve ter duas toneladas dessa parada aqui... – CJ vê a maconha embalada em pacotes dentro da Mothership.

Trêêêês... Ramaaayaaaanaaaaa... – Truth ainda meditava quando começa a ouvir barulho de helicóptero se aproximando, algo incomum naquela região – Que porra de barulho é esse!?

Parece um helicóptero... – CJ diz.

Ah, cara, narcos! Seu rato filho da puta! – Truth acha que CJ trouxe a polícia antidrogas para o prender.

Cara, eu não tenho nada a ver com isso! Você é quem faz negócios com o Tenpenny... – CJ se defende, enquanto Truth pega um lança-chamas embaixo da Mothership e entrega a ele – O que é isso tudo?

Calma, irmão. O pânico constroi a estrada para o karma ruim... – Truth também pega um lança-chamas.

Cara... – CJ não entende nada.

A gente tem que queimar essa plantação. Só espero que Gaia possa nos perdoar... – Truth se refere à mãe-terra da mitologia grega.

Como as montanhas de Flint County eram bem silenciosas, o barulho do helicóptero pôde ser ouvido de longe, então haveria algum tempo para Truth e CJ se desfazerem da plantação de maconha para não serem presos por tráfico. É o que fazem. Faltando aproximadamente cinco minutos para o helicóptero se aproximar da fazenda, eles saem e começam a queimar tudo com o fogo dos lança-chamas. Mas a fumaça faz efeito na mente dos dois, principalmente de CJ, que não tinha dez por cento da resistência que o hippie tinha.

Cuzões! Direitistas cuzões! – Truth grita.

Eu não... Eu não me sinto muito bem... – CJ já estava envolvido pelo efeito da maconha, enxergando tudo embaçado.

Dá vontade de chorar, né? – Truth diz ao ver toda sua erva sendo queimada.

Não, estou querendo dizer que eu acho que vou desmaiar! – CJ responde.

Lute contra o mar e você vai se afogar, irmão... – Truth diz – Carl, cara, vamos pegar a Mothership e vazar daqui!

Vai ligando ela! Vou terminar de queimar tudo e te encontro! – CJ diz.

CJ, mesmo cambaleando, consegue terminar de queimar toda a plantação. Mas o helicóptero da LSPD finalmente chega à fazenda. CJ corre até a Mothership que já estava ligada e pronta para sair, mas aquele helicóptero ali não iria deixar.

O helicóptero está na nossa cola! A gente nunca vai despistar ele! – CJ diz a Truth.

Calma! Tem uma coisinha aqui atrás que eu guardei para algum dia difícil... – Truth diz e abre a porta de trás da van.

Puta que pariu, seu filho da puta! – CJ se espanta com o que vê, um lança-míssil, ou, mais tecnicamente, um RPG – Onde você arrumou isso!?

Troquei por um punhado de maconha tailandesa! Uma pena! Quase que consegui trocar a erva por um abajur... – Truth diz.

CJ coloca a carga no RPG e atira contra o helicóptero, que, definitivamente, não esperava ser recebido daquela forma. Os policiais nada podem fazer para evitar a morte na explosão que se dá quando o helicóptero é atingido e cai aos pedaços na fazenda. Era o que era preciso ser feito antes da Mothership deixar o local. CJ embarca e os dois saem dali rapidamente.

Por que você parou? – CJ pergunta assim que Truth para o carro após alguns metros.

É melhor você dirigir. Eu não dirijo há quinze anos... – Truth sai do carro e passa para o banco de carona.

Você estava indo bem... – CJ diz ao assumir o volante.

É, mas aí o medo me pegou. Tenho que mentalizar um número para acalmar as ondas... – Truth responde.

Porra! Eu tenho que ligar para o Cesar! – CJ se lembra e liga para seu cunhado, que não atende, o que o obriga a deixar um recado – Cesar, sem tempo para conversa, cara! Estou indo para San Fierro, ok? Encontro você e Kendl naquela garagem que eu ganhei na corrida! Até mais!

A ideia de CJ era que eles deveriam sair daquela região de interior, pois agora que um helicóptero da polícia havia sido atingido por um RPG, ainda mais sendo, provavelmente, obra de Tenpenny haver um helicóptero ali naquela região, o cerco se fecharia muito e tanto o Grove quanto Truth seriam presas fáceis de serem capturadas. Ir para San Fierro era uma boa opção naquela situação.

Essa coisa não anda mais rápido? – CJ se incomoda com a lentidão da Mothership.

Cara, a gente tem três toneladas de erva ali atrás! O motor está sendo seguro por uma rede de macramê e o óleo é de quinze anos atrás! E é óleo de cozinha! – Truth explica.

Cara, a gente está ferrado! Quando você comprou isso? – CJ pergunta.

1967... – Truth responde.

Como você anda por aí se você não dirige? – CJ pergunta.

Eu tenho uma cabra astral chamada Herbie. Ela é mais rápida que a maioria, mas está ficando velha... – Truth diz.

Você só está falando merda, cara! Você sabe atirar? – CJ pergunta.

Atirar!? Eu sou um hippie! A única coisa que eu já atirei foi ácido pra dentro da minha veia! Já ouvi falar sobre um cara que cheirou ácido, ele achou que o nariz dele era um canguru e a lua era um cachorro! Nossa! – Truth diz.

Para que é todo esse papel alumínio, cara? – CJ pergunta ao ver Truth enrolando sua cabeça com o “equipamento”.

Proteção contra controle mental, cara! – Truth diz.

Controle mental? – CJ pergunta.

Induções de imagens, sons e emoções através de radiações em microondas... – Truth explica – Você sabe quantos satélites do governo estão observando cada cidadão nesse momento?

Não... – CJ diz.

Vinte e três! – Truth responde – Você sabe quantas relíquias religiosas são guardadas no pentágono?

Não, não sei... – CJ repete.

Vinte e três! – Truth repete – Consegue ver o padrão emergindo aqui, cara?

Cara, estou vendo padrões em todo lugar! – CJ diz, ainda sobre o efeito da erva – Tira essa fumaça da minha cara!

Quer dar uma provada nisso? É um pequeno Temple Charas da Malásia em um coquetel com um pouco de munga munga do Nepal... – Truth oferece.

Apaga essa porra, cara! Não consigo enxergar nada! – CJ reclama.

Ei, relaxa, cara. A parada é boa! – Truth insiste.

Apaga isso, filho da puta! Estou te avisando! – CJ se irrita.

Wow, relaxa, porra! Primeiro, você é um grande cortador de barato, amigo. E segundo, eu nunca fiz amor com a minha mãe! Ela não aceitaria! E terceiro, estamos nisso juntos, então fica de boa! – Truth diz.

Foi mal, cara. É que eu não consigo dirigir quando fico zoado... – CJ se desculpa.

Após meia-hora de viagem, CJ e Truth chegam ao destino.

Aí está ela, cara! San Fierro, a cidade das maravilhas psicodélicas! – Truth se encanta ao voltar à cidade.

Cara, não acredito que nunca estive aqui! – CJ olha as ruas de San Fierro.

Não existe lugar melhor para escapar dos caras, cara! – Truth ri.

Ok, senhor San Fierro. Onde fica esse lugar? – CJ mostra o endereço da garagem que havia ganhado.

Fica em Doherty, na zona leste da cidade, entre Garcia e Easter Basin... – Truth guia.

CJ chega a Doherty, um bairro industrial, com a maioria de seus terrenos sendo reconstruídos após um terremoto que derrubou boa parte da região. Era o bairro da estação de trem Cranberry Station, a única estação da cidade, que ligava San Fierro a Los Santos e a Las Venturas, ao norte. Estação de trem essa que ficava em frente à nova garagem de CJ.

Truth e CJ chegam ao endereço e se impressionam com o que veem. E não de uma forma muito agradável. A garagem era um antigo posto de gasolina desativado da Xoomer, a mesma empresa de combustíveis que abastecia o posto que CJ assaltou com Catalina algumas semanas antes. As bombas de combustíveis haviam sido retiradas, só sobrando quatro garagens e o escritório do posto. Claude, o novo namorado de Catalina, havia ganhado a garagem ainda adolescente, em uma aposta no ano de 1988. Agora, em 1992, aquilo seria de CJ Johnson.

É aqui o lugar. Wow, cara, parece que você foi passado para trás! – Truth ri ao ver o moquifo que CJ havia ganhado.



CJ recebe uma ligação de Cesar, que diz que já estava chegando. Então ele espera Kendl e seu cunhado chegarem para conhecerem juntos a nova casa dos Johnsons em San Fierro. Após alguns minutos, já com todos ao seu redor, CJ abre a porta da frente da garagem. E não fica feliz:

Filho da puta! Aquele mudo cuzão! Aquela cobra sem língua desgraçada me deu essa merda no lugar de um cheque! Eu devo ser o maior idiota na face da terra, caralho! – CJ se irrita ao ver o estado lamentável que o imóvel se encontrava, com o teto mal feito, paredes descascadas e muita sujeira.

Mano, fica calmo, pelo menos a gente está vivo! – Cesar diz.

Carl, amigo, parceiro viajante, relaxa, cara. Você está matando minha vibe aqui... – Truth tentava meditar.

Foi mal se estou matando sua vibe, velhote, mas mal posso esperar para meter a mão naquele mudo... – CJ se refere a Claude e se vira para Cesar – E naquela vagabunda da sua prima!

Minha prima? Você vai falar mal da minha família? – Cesar se irrita.

Foi mal, cara. Só estou puto por todo mundo! – CJ se arrepende – Nós estamos em um lugar estranho, nosso nome está na merda, e, POR UMA VEZ, eu tento fazer algo dar certo, essa garagem aqui, mas isso aqui nem é uma garagem!

Então transforma isso aqui em uma garagem... – Kendl diz.

Ah, essa é uma ótima ideia, mana... – CJ ironiza – Por que você não cala a boca?

Sabe de uma coisa, Carl? Você é um idiota de merda! Sua vida toda você quis tudo por nada! Agora que você tem alguma coisa, você não sabe o que fazer com ela! – Kendl se irrita – Faça isso aqui acontecer. A gente vai ajudar, não vai?

A gente está com você, CJ! – Cesar confirma.

Qual é? Para de viajar, cara! Vocês dois! – Kendl olha para CJ e Cesar.

Wow, cara! A energia daqui é fantástica! Oummmmmmmm... – Truth ainda meditava.

Tá, beleza. Mas como eu vou achar bons mecânicos para trabalharem aqui, cara? – CJ pergunta a Cesar.

Conheço uns caras. Venha comigo, amigo. São boas pessoas, eu juro... – Truth diz.

Ah, cara, eu vou andar com esse maluco de novo? – CJ reclama, mas não tem opção.

Vamos lá, cara, tem dois caras que eu conheço. Eles costumavam trabalhar em motores marítimos, até a máfia comprar o negócio deles lá em Vice City. Agora eles aceitam qualquer trabalho que aparece. Eles são meio idiotas por causa do vício deles, mas a fumaça não afeta a habilidade deles com motores. Vamos buscar Jethro primeiro... – Truth diz.

Os mecânicos que Truth conhecia eram Jethro e Dwaine, os antigos funcionários da Boatyard, a oficina de barcos que foi comprada por Tommy Vercetti em 1986. Ambos os amigos trabalharam para Tommy por três anos, mas, em 1989, eles foram demitidos porque não conseguiam conciliar o vício em drogas com as responsabilidades do trabalho, principalmente um trabalho para a famiglia Vercetti. Juntos foram para San Fierro, onde acontecia a 89’ San Fierro Love-in, um festival hippie, onde gente do país inteiro se reunia para dançar, curtir música e se drogar livremente. Lá foi onde os dois mecânicos de Vice conheceram The Truth, que se tornou amigo e traficante deles. A partir de 1990, Jethro seguiu no ramo da mecânica e foi trabalhar em um posto de gasolina da Xoomer no bairro de Easter Basin. Já Dwaine comprou uma van de hotdog, o que vendia por toda San Fierro.

CJ e Truth vão com o carro de Cesar buscar os dois novos contratados. Eles partem para o posto onde Jethro trabalhava.

Pelo o que eu fiquei sabendo, o Jethro está trabalhando em uma garagem em Easter Basin... – Truth diz.

Como você conheceu esses caras? – CJ pergunta.

Eu conheci eles na 89’ San Fierro Love-in, aparentemente... – Truth diz, meio confuso.

Aparentemente? – CJ pergunta.

Você sabe como é, cara, um campo cheio de barracas, música louca, vodka com um quarto de mescalina, ursos polares... – Truth relembra.

Ursos polares!? – CJ ri.

É, vai entender. Mas os caras eram engraçados, cara, tinham grande senso de humor... – Truth diz.

Ao chegarem a Easter Basin, Truth faz questão de apresentar a região à CJ:

Essa aqui é a área das gangues vietnamitas. Da Nang Boys, Shining Razors, Butterfly Children. Fica esperto, cara. Esses caras são bem sérios!

CJ começa a conhecer o mapa da máfia da cidade. Aquilo seria essencial para saber viver em uma nova cidade e conquistar seu espaço, assim como fez em Liberty City. Ao chegarem ao posto, CJ buzina em frente a uma caminhonete que estava sendo consertada.

Ei, Jethro! – Truth grita – Entra aí, cara, te arrumei um emprego novo!

E aí, mano Truth! – Jethro sai de baixo da caminhonete e diz – Nossa, cara, eu estou te devendo alguma coisa? Juro que paguei por aquela maconha, cara!

Não, cara, está tudo certo, eu acho... – Truth diz e apresenta CJ – Jethro, Carl. Carl, Jethro.

E aí, cara? – CJ cumprimenta.

Podemos dar uma passada no hospital? Fica no bairro de Santa Flora, a oeste daqui... – Truth pede a CJ.

Sim, você está doente? – CJ pergunta.

Não, mas o governo está. É uma longa história... – Truth enigmaticamente diz.

Então, caras. Tipo, qual é a parada? – Jethro pergunta sobre o emprego, já dentro do carro.

Estou abrindo uma garagem em Doherty no meio das ruínas. Modificações em carros, lowriders, essas paradas, saca? Você está dentro? – CJ pergunta.

Fazer os ursos polares cagarem no mato? – Jethro ri.

Não, mas eles ficaram conhecidos por cagarem na barraca de bebidas, se eu bem me lembro... – Truth se lembra das antigas festas.

 – É, mas isso faz, tipo, muito tempo, cara! – Jethro ri.

CJ vai ao San Fierro Medical Center, o maior hospital da cidade e de toda San Andreas, como pediu Truth. Lá, eles ficam estacionados na calçada da frente.

A gente está aqui para que? – CJ pergunta.

Nada... – Truth diz, quando vê uma van azul saindo do estacionamento subterrâneo do hospital – Ah, não olhem. Cubram seus rostos. Pensem em um patinho amarelo de borracha...

Você está viajando de novo... – CJ diz com a cabeça abaixada.

Shhh! – Truth pede silêncio enquanto observa a van saindo e indo embora – Ok, já vi o bastante. Vamos ver se encontramos Dwaine.

Ele está trabalhando em uma van de hotdog na estação do bonde em King’s... – Jethro diz.

Qual é, cara? Que merda foi essa? – CJ pergunta a Truth.

Você não quer saber... – Truth diz.

Por quê? – CJ pergunta.

Você sabe o que um neurofone subdermal é? – Truth pergunta.

 – Um o que!? – CJ não entende.

Exatamente... – Truth diz – Algumas vezes é melhor ficar no escuro, garoto.

Eles estacionam em frente a van de Dwaine, que tinha um grande cachorro-quente em cima. Dwaine estava fumando maconha em frente ao balcão. CJ buzina quando se aproxima.

Dwaine, cara! Como vai o mercado de cachorro-quente? – Truth pergunta do carro.

Uma merda completa! Por que? O que está rolando? – Dwaine fala arrastadamente por causa da maconha.

Um amigo meu aqui, o Carl, está abrindo uma garagem de carros. O Jethro está com a gente. E você? – Truth pergunta.

Ah, sim, maneiro, cara! – Dwaine se anima – Eu só tenho que resolver umas paradas antes. Me digam o lugar que vocês vão e eu encontro vocês lá.

A garagem fica nas ruínas de Doherty. Vejo você lá depois! – CJ diz.

Dwaine imediatamente fecha sua van e vai até sua casa para deixá-la guardada.

Ok, próxima parada: delegacia no centro... – Truth diz.

O que!? Você perdeu o juízo! Por quê!? – CJ ri.

Se eu te dissesse, a tendência é você ter uma sonda enfiada na sua bunda em menos de um mês... – Truth diz, novamente enigmaticamente.

Tipo, ouve o velho, cara. Ele está falando bem sério sobre essas paradas... – Jethro aconselha CJ.

Beleza, mas você está começando a me assustar com essa merda espacial, cara! – CJ diz a Truth.

CJ leva todos até a delegacia do centro de San Fierro. Lá, ele estaciona em frente ao local e aguarda.

Ok, vocês sabem como funciona. Não pareçam interessados em nada. Imaginem uma bola de golfe rosa em suas mentes... – Truth diz enquanto a mesma van azul do hospital passava por eles – Ok, já podemos ir.

Para onde agora, lunático? – CJ pergunta.

Tem um cara que mexe com eletrônicos com quem eu faço alguns negócios. Ele atende pelo nome de Zero. Ele consegue consertar um supercomputador com um clips. Ele tem a própria loja, mas está sempre pronto para ajudar amigos viajantes pelo caminho. Vamos te apresentar a ele... – Truth diz.

Olha só, o que está rolando, Truth? Quem eram aqueles caras? – CJ quer saber da van.

Não se interesse, cara! – Truth se irrita – Escute o Jethro. E se eu te disse que nós nunca estivemos na lua, John F. Kennedy mora na Escócia com a Janis Joplin e que o único motivo de nós termos estado em uma guerra fria pelos últimos quarenta e cinco anos foi que alienígenas com cabeças de cobra comandam o ramo do petróleo?

Acho que você tomou muito LSD... – CJ diz.

Bom. Deixa assim... – Truth diz.

Truth indica o endereço da loja de Zero, um jovem de vinte e oito anos, branco, de óculos e boné, um completo nerd. Ele tinha sua loja, a Zero RC, que vendia brinquedos eletrônicos, bonecos, todo tipo de artigo da cultura nerd. A loja ficava no bairro de Garcia, já próximo a Doherty. Zero estava sentado em um banco em frente à loja controlando um pequeno helicóptero de controle remoto.

Me deixe em paz, Berkley! Isso é invasão de privacidade! – Zero diz ao ouvir a buzina, achando que era um dos seus rivais de negócios, mas percebe Truth dentro do carro – Ah, ei, Truth!

Entra aí! Te explico no caminho! – Truth diz e pede para CJ voltar para casa – Para casa, James!

Zero guarda o helicóptero na loja e entra no carro.

Carl, Zero. Zero, Carl... – Truth apresenta os dois.

E aí! – CJ cumprimenta o nerd.

O Carl aqui está abrindo uma oficina aqui perto. Falei com ele que você é o cara quando se fala em eletrônicos... – Truth diz.

– Na verdade, eu sou o único cara a se falar, haha, nota dez, um gênio, esse sou eu! – Zero se gaba e fala com CJ – Você poderia aparecer na loja alguma hora, ver minhas paradas, mano!

Irei lá! – CJ diz e chega à sua garagem, onde a van de hotdog de Dwaine já o esperava – Ok, chegamos.

Todos saem do carro e observam a garagem.

Uma semana de trabalho aqui e a gente transforma o lugar! – CJ diz a todos – Ei, Cesar, vem cá!

Qual é, mano? – Cesar se aproxima.

Cesar, esses são Jethro, Dwaine e Zero... – CJ apresenta os novos parceiros de trabalho.

E aí, cara... – Dwaine diz.

Opa... – Jethro diz.

Saudações, meu irmão... – Zero diz.

Horale, vamos trabalhar! – Cesar anima a todos, que vão até a oficina.

Ei, Carl, olha só! Acho que arrumei um jeito da gente ganhar dinheiro! – Kendl sai do escritório e fala com seu irmão.

Eu não vou entrar em nenhuma faculdade para estudar merda! – CJ se antecipa.

Não, idiota! Propriedades! – Kendl diz.

Decoração não é exatamente o meu forte também... – CJ insiste.

Não, desenvolvimento de propriedades! – Kendl explica – Tipo, você compra um barraco que nem esse, reforma e vende! Ou ainda melhor, você transforma a propriedade em um negócio!  A bola de neve fica maior...

Eu não sei, mana, isso parece ser coisa grande demais para mim... – CJ não dá muita bola.

Olha só, Carl, esse lugar aqui vai andar com as próprias pernas, e quando andar, a gente vai ter dinheiro! – Kendl insiste – Se você quer ser alguém na vida, você tem que deixar seu dinheiro trabalhar para você.

Olha só, eu não sei nem por onde começar... – CJ concorda, mas é inexperiente.

Você e Cesar se concentram na garagem e deixem que eu cuido da propriedade, ok? – Kendl volta para o escritório.

É, essa é a minha mina, mano! – Cesar se orgulha de Kendl.

É, mas você escolheu ela, eu estou preso com ela... – CJ ri.

Agora CJ já tinha o lugar, os empregados e uma gerente. Aquela garagem poderia se tornar algo grande em San Fierro. A mão-de-obra era excelente. Só faltava a vontade de CJ em investir em algo que nunca havia sido explorado por ele antes. A única coisa que ele já havia trabalhado com carros havia sido roubá-los. E isso seria parte importantíssima dos negócios. CJ descobriria esse fato em breve.