sábado, 25 de junho de 2016

San Andreas - Parte 24


Após dois dias sem novidades, CJ recebe um telefonema de Jizzy. Seu tom suspeito logo alertou o infiltrado, que sabia que algo estava sendo tramado.

Parceiro... – Jizzy diz.

Jizzy. Qual foi? – CJ já havia dispensado o tom respeitoso do início da relação.

Meus sócios de negócios precisam de uma assistência. Pensei em você... Amigo... – Jizzy usa um tom ridiculamente suspeito – Encontre T-Bone no posto de gasolina perto do porto em Easter Basin. Ele vai estar te esperando em um sedan de quatro portas. Agora, com licença, parceiro. Tenho uma ligação para atender. Arrivederci.

Beleza, se você diz... Tchau... – CJ desliga.

Como sempre ficava com os carros usados nos trabalhos para o Loco Syndicate, CJ vai a pé até o posto, que era da Xoomer, bem em frente ao porto. O posto estava fechado e só havia um carro ali. Era um Washington, exatamente o sedan de quatro portas que Jizzy havia falado. CJ se aproxima e vê que o carro está vazio, entretanto com as portas destravadas. Ele imagina que T-Bone talvez estivesse por ali em algum lugar, talvez no banheiro. Mas vinte minutos se passam e ninguém aparece.

Que merda, cadê todo mundo? – CJ se irrita e entra no carro.

CJ senta no banco do motorista e continua aguardando, impaciente. É quando sente alguém agarrando seu pescoço e apontando uma arma para sua cabeça. Ele olha no retrovisor e vê que era T-Bone.

Ei, você é um pinche jura ou o que!? – T-Bone grita desconfiado que CJ era da polícia.

Que porra é essa!? – CJ não entende nada e fala com dificuldade.

Você acha que vai me zoar!? Vou explodir sua cabeça e estuprar e matar sua família inteira, sua cobra! – T-Bone continua com a arma na cabeça de CJ – Você acha que pode me fazer de otário e me foder!? Conheço seu joguinho de merda, ese!

Eu não sei do que você está falando, cara! Minha garganta! – CJ reclama.

Para quem você está trabalhando!? – T-Bone aperta mais ainda.

Ninguém! – CJ grita.

Vira para cá e olhe para mim! – T-Bone larga CJ, mas não tira a arma de sua cabeça.

Cara, só estou tentando ganhar um dinheiro e ficar com a boca calada. Eu juro! – CJ diz tossindo.

Hahaha! Quase te peguei, cara. Quase te peguei, caralho! – T-Bone ri e chama Toreno, que observava tudo do lado de fora – Guacha! Você tem que ter cuidado nesse tipo de negócio, cara. Você sabe disso...

Os meninos aí já acabaram de brincar? – Toreno encosta na janela e pergunta.

Sim, estamos de boa, vato... – T-Bone diz enquanto CJ tosse.

Que bom, ótimo. Agora vamos ver aquela carga. Já estamos atrasados. Vamos! – Toreno diz.

Você ouviu o que o jefe disse! – T-Bone ordena CJ a dirigir.

CJ dirige o carro em silêncio até o estacionamento de uma fábrica, a Solarin Industries. Lá havia uma van, dois carros e uma moto. A van estava lotada de cocaína e deveria ir até uma fábrica do Loco Syndicate para ser transformada em crack. Mas Toreno havia ouvido relatos de seus soldados sobre os Da Nang Boys estarem preparando armadilhas para novamente roubarem a carga.

Saia e pegue a moto. A carga tem que chegar à fábrica. Se você garantir que ela chegue, faremos ter valido a pena. Estaremos te vigiando, garoto... – Toreno diz.

Si mon, ese. Estamos vigiando... – T-Bone completa.

CJ sai do carro e vai até a moto no estacionamento. Observa que dentro da van e dos carros havia latinos, provavelmente Rifas, da gangue de T-Bone. Também vê que em um carro havia um lança-míssil, algo que o assustou, por não imaginar o tamanho da missão que iria realizar, pois não sabia de nada. É só quando a van sai da Solarin que CJ fica sabendo dos bloqueios nas ruas da cidade feitos pelos Da Nang Boys. Os Rifas contam a ele e pedem para que ele fosse na frente para eliminar o máximo de vietnamitas possível. É o que CJ faz. Ele assume a frente e logo encontra a primeira barricada feita pelos asiáticos. Era bem em uma avenida de Doherty. Quatro carros fechavam a rua, com vários Da Nang Boys armados aguardando a van aparecer. O trânsito na avenida estava gigantesco por conta do bloqueio. É por ele que CJ se aproxima antes de descer da moto e abrir fogo contra os vietnamitas. O pânico na avenida é geral. Vários carros começam a sair dali batendo uns nos outros, desesperados por conta do tiroteio. Mas o pior ainda estava por vir. Os carros dos Rifas chegam com o lança-míssil já abrindo o bloqueio com uma imensa explosão. Peças de carro e partes do corpo de Da Nang Boys voam. A mesma coisa acontece em mais três bloqueios dos asiáticos no bairro, assim o caminho fica livre para a van chegar ao estacionamento da fábrica do Loco Syndicate em Doherty. Não se sabia o que era feito ali, nem mesmos os Rifas sabiam.

Ok, a gente conseguiu, mas a polícia vai chegar aqui daqui a pouco. Some com essa van, eu vou vazar daqui! – CJ diz ao Rifa que dirigia a van.

Antes de ir embora, CJ é chamado por um dos latinos e recebe nove mil dólares, que diz que era ordem de Toreno. Era o pagamento da promessa de que tudo valeria a pena. CJ fica satisfeito e aprende mais sobre os vietnamitas tidos como violentos da cidade. Os Da Nang Boys podiam até ter a violência como principal arma, mas organização definitivamente não era o forte deles. A polícia até tentou achar a van e os veículos que a escoltavam, mas nunca encontraram. CJ se escondeu em uma garagem que estava aberta próxima a fábrica.

No dia seguinte, CJ é surpreendido por uma mensagem deixada por Woozie em seu pager:

“Boa tarde, CJ. Recebi informações a respeito da sua investida dentro do Loco Syndicate e sobre ataques que você coordenou contra os Da Nang Boys. Fiquei muito feliz ao saber, pois eles não apreciam a presença de nós, chineses, na cidade. Também soube de algo muito importante e definitivo para a sua infiltração no Loco Syndicate. Eles farão mais um acordo com os Ballas, de Los Santos, em breve, e tudo será realizado aqui em San Fierro, mas infelizmente meus homens não conseguiram descobrir o local exato do encontro. Creio que Jizzy seria novamente o meio mais fácil de conseguir essa informação. O telefone dele seria suficiente para você ter a confirmação do local e organizar o fim definitivo deles, que creio que seja algo desejado por você.

Do seu amigo,
Wu Zi Mu”

Assim que termina de ler, CJ decide que havia chegado a hora do fim do Loco Syndicate e do início real do declínio dos Ballas em Los Santos, que ficariam sem os maiores fornecedores da Costa Oeste do país. E Jizzy seria o primeiro que morreria. A traição naquela ligação do dia anterior havia sido sua sepultura.

CJ tinha pressa. Ele abre o porta-malas do carro de Cesar na garagem a procura de uma pé-de-cabra velho.

Que merda, onde eu coloquei? Onde eu coloquei essa merda? – CJ vasculha o porta-malas.

E aí, mano, você está bem? – Cesar se aproxima.

Sim. Woozie deixou uma mensagem e disse que eu tenho que pegar o telefone do Jizzy antes que ele receba uma ligação. Aí eu vou poder fazer uma emboscada em um encontro e matar os traficantes dos Ballas de Los Santos! – CJ diz.

Quer eu eu vá com você, mano? – Cesar pergunta.

Não, isso é trabalho para um homem só. Tenho que ficar bem na miúda. Eu estava pensando em pegar um ferro para soldar e fazermos um silenciador... – CJ diz.

Hahaha! Você é doido para caralho, mano! Tem que perder essa mentalidade do gueto! – Cesar ri.

Me dá uma ideia, então... – CJ pede.

Deixa eu te mostrar... – Cesar vai até um carrinho que carregava pela oficina e pega uma pistola com um silenciador caríssimo – Olha isso aqui, mano. Pode pegar o meu...

Onde você arrumou isso? – CJ pega a pistola e começa a analisar.

No mesmo lugar que comprei minhas calças, mano. Estamos nos Estados Unidos! – Cesar ri.

CJ agradece e parte em direção ao Pleasure Domes. Seria sua última ida até lá. Jizzy morreria naquela tarde. CJ estaciona seu carro no estacionamento do clube e vai à porta.

Foi mal, cara. Festa particular... – dois seguranças impedem a entrada.


CJ não fala nada. A ideia vem imediatamente. Ele volta ao estacionamento e vê que havia um andaime para subir até embaixo da Gant Bridge que passava bem perto do teto do clube. A entrada teria que ser por cima. Em pouco tempo, CJ entrava em uma janela aberta no topo do clube e saía nos andaimes com os refletores. Ele desce os andares já com a pistola em punho, pois a entrada estava liberada apenas para convidados especiais. Do segundo andar, CJ vê a festinha que acontecia, regada a cocaína. Prostitutas mandavam carreiras e mais carreiras de pó para dentro junto com seguranças e amigos de Jizzy, enquanto outras ficavam abraçadas ao cafetão.

Me dá espaço! Me dá espaço, vagabunda! – Jizzy se irrita com uma puta agarrada a ele e se levanta – É aquela hora da semana de novo. O fornecedor de vocês vai fazer aquela ligação especial. Se eu pensar, só por um momento, que uma de vocês, acompanhantes, está me enganando, é morte!

É melhor você pegar mais essa semana, Jiz. Estamos quase sem nada, querido... – Bettina, uma das putas de Jizzy, reclama.

Cala a boca, vagabunda! Estou resolvendo negócios! – Jizzy grita.

Não grita comigo, cuzão! – Bettina vai para cima de seu cafetão.

Cala a boca, sua puta! Cuzona! – Jizzy empurra Bettina, que cai no colo de um segurança.

Que idiota! – Bettina sai do clube.

CJ aparece na festinha.

Aí, Jizzy. Preciso ter um papo contigo... – CJ diz, sério.

Fala, então, amigo. É isso que a gente sempre faz! Uma palavra gentil aqui, uma conversa esperta ali. Porra, sou um livro de provérbios ambulante! – Jizzy desliga o telefone e responde a CJ.

Não, você é um cara fodido! – CJ tira sua pistola e aponta para a cabeça do cafetão.

Qual foi, cara!? Ei, eu entendi errado, beleza? Eu não sou perfeito, tá ligado? Tipo... – Jizzy se desespera – Não sou gentil, não sou esperto! Não sou inteligente! Mas, Senhor, eu tentei!

Não, você se fodeu quando confiou em mim, mano! – CJ diz.

Qual é, baby! – Jizzy não sabe o que falar.

Você é um lixo vendedor de bagulho e de bucetas! – CJ agarra o pescoço de Jizzy e o empurra contra o sofá.

Meu Deus! O que vocês estão esperando!? Alguém mata esse preto, porra! – Jizzy grita com seus seguranças.

Mas nada adiantou. CJ atirou na cabeça do primeiro segurança e depois na cabeça do segundo segurança. Jizzy estava no meio, apavorado. As prostitutas são liberadas, ficando apenas o cafetão no meio de dois homens mortos. O olhar de medo de Jizzy era inacreditável. Um homem que se dizia tão importante e precioso, ali, na mira de uma pistola, apenas esperando o fim da vida. CJ nem se deu o trabalho de perguntar o local que aconteceria o acordo com os Ballas, pois Jizzy era daqueles que nunca falaria, mesmo sendo feito de otário pelo Loco Syndicate. O terceiro tiro é dado enquanto Jizzy tentava convencer CJ a ter quantas putas quisesse. O cafetão morreu com dois tiros: um na testa e outro na boca, por falar demais.

CJ pega o telefone de Jizzy e pensa em ir para casa voltando pelo mesmo lugar que entrou. Mas enquanto saía do clube, o telefone toca. CJ atende imitando a voz e o sotaque do cafetão e ouve alguém informando um endereço e um horário. Era o necessário. CJ desliga e rapidamente liga para Cesar:

Aí, Cesar!

E aí, mano, qual é? – Cesar responde.

Preciso que você me encontre no Píer 69. A gente vai acabar com esse Loco Syndicate! – CJ avisa.

Ok, mano! Você precisa de apoio? – Cesar pergunta.

Não, cara. Já está tudo certo! – CJ diz, confiante.

Já estava tudo certo. O encontro aconteceria no Píer 69, uma espécie de feira com vários comércios que ficava em um píer no bairro de Esplanade North. Apesar de ser um ponto turístico por causa da bela vista para o mar que lá havia, o local estava vazio na hora marcada, às seis da tarde. Pouco antes, CJ havia chegado próximo ao píer e visto o carro de Cesar, que estava vazio.

CJ, estou aqui em cima! – Cesar grita de cima de um prédio – Dá a volta por trás!

CJ vai aos fundos do prédio, onde havia uma grande escada. Ele sobe e encontra Cesar lá em cima, com um arsenal de armas, de pistolas a metralhadoras e fuzis. A vista para o píer de onde estavam era perfeita. De lá, CJ podia ver Rifas em cima dos comércios.

E aí, cara... – CJ se aproxima.

Mandou bem pegando a mensagem pelo telefone, mano! – Cesar diz – O que aconteceu com o Jizzy?

Está morto. Qual é o plano agora? – CJ é enfático.

A segurança do T-Bone chegou aqui bem cedo. Eles tem homens nos tetos no píer inteiro... – Cesar diz enquanto CJ observava de perto pela mira de uma sniper.

Um carro cheio de homens de preto se aproxima do píer. Eles estacionam e saem todos armados. O telefone de Cesar imediatamente toca.

Oi! Sim, sim, estou vendo vocês! – Cesar desliga e avisa a CJ o que estava acontecendo – Eram os homens do Woozie. Estão aqui. Olha ali na entrada lateral!

Que merda, eles estão indo para o teto! – CJ percebe.

Merda! Mira, nós vamos ter que eliminar os homens de T-Bone antes que dê uma merda gigantesca! – Cesar tem que improvisar.

CJ e Cesar começam a atirar de cima do prédio, que ficava do outro lado da rua ao píer, nos Rifas que faziam a segurança. Mas não deu tempo, pois os soldados da Triad invadiram o teto de um dos comércios e foram recebidos a bala. Com os tiros de CJ e Cesar, os Rifas são mortos, mas não antes de matarem um dos chineses.

Mas que merda! Eles foram bem em direção a eles! – Cesar se lamenta pelas mortes – Ainda tem alguns na esquerda, CJ! Um dos caras da Triad está morto!

Cara, minha mira está muito boa! – CJ diz antes de matar mais dois Rifas que se escondiam dos tiros.

Logo que o tiroteio acaba, uma van roxa se aproxima e estaciona no píer. Sem imaginar o inferno que estava o local, de dentro saem T-Bone e mais alguns Rifas para o encontro. Eles caminham em frente ao píer tranquilamente.

Olha o T-Bone chegando! – Cesar avisa.

CJ já se preparava para mirar no homem que quase havia o matado no dia anterior, mas algo o surpreende mais. Ryder chegava ao píer em um carro lotado de Ballas.

Lá vem a cobra do Ryder também. Olha só esse otário, andando com Ballas como se fossem amigos de infância! – CJ diz.

Ryder, T-Bone, Ballas e Rifas se reúnem em uma mesa no centro do Píer 69. Mas algo incomoda CJ:

Alguma coisa não está certa. Onde está o Toreno?

Helicóptero chegando! – Cesar vê um helicóptero se aproximando do píer.

Só pode ser o Toreno... – CJ diz – Ah não, merda! Ele vai ver os corpos no teto!

CJ estava certo. O helicóptero se aproximava do píer, mas deu meia volta. Havia vários homens mortos e Triads nos tetos esperando o momento certo para atirarem. Com o movimento brusco do helicóptero, todos no píer correm para se protegerem. Todos entenderam que estavam correndo perigo. Soltam bombas de fumaça e se dispersam.

Tarde demais, cara, ele já vazou! – Cesar diz.

Bombas de fumaça? Estavam bem preparados para uma surpresa. Vamos pegar esses otários agora! – CJ diz.

Todos no píer correm para os carros para fugir do local. Mas lá era exatamente onde CJ e Cesar tinham total visão para atirar, além dos Triads. Todos abrem fogo ao mesmo tempo. Os Rifas e os Ballas são todos atingidos por tiros, inclusive Ryder e T-Bone, mas neles não foram tiros mortais. Os Triads também foram atingidos na troca de tiros e ficaram incapazes de terminar a batalha. Vendo a situação, Cesar e CJ rapidamente descem o prédio com fuzis, atravessam a rua e entram no Píer 69 em meio aos corpos. Perto da varanda de frente para o mar, T-Bone se arrastava nela para conseguir ficar em pé, pois havia sido ferido por um tiro no estômago.

Mendez, estou te vendo, Rifa filho da puta! – Cesar grita.

T-Bone olha para os dois com um sorriso no rosto. Foi seu último, pois Cesar fuzila o mexicano em honra a José, o líder de sua gangue em Los Santos que havia sido humilhado e espancado por T-Bone alguns meses antes. T-Bone toma tanto tiro que seu corpo é jogado para trás e cai no mar.

Do outro lado do píer estava Ryder, que havia apenas tomado um tiro no braço. Ele corria para a varanda quando CJ o avistou:

Ryder, seu maconheiro cuzão! Você acha que vai aonde!?

Você não pode me parar! – Ryder grita.

Ele vai pegar as lanchas! – Cesar avisa.

Não se preocupa, já resolvo isso... – CJ diz.

Ryder pula da varanda do píer e tenta nadar até uma das lanchas em que os Rifas haviam chegado mais cedo para realizarem a segurança. Mas não teve tempo de nadar até elas. CJ apenas escorou na varanda seu fuzil em direção ao mar e fuzilou o ex-amigo no mar. Sem pena. Uma mancha vermelha imediatamente rodeou o corpo de Ryder, que afundou, morto.

Um gigantesco passo havia sido dado para a recuperação de Los Santos naquele fim de tarde. O Loco Syndicate estava sem duas de suas três peças. Ryder estava morto. Toreno seria a cereja do bolo que faltava. Mas ele não iria longe sem seus braços e suas pernas, que eram T-Bone e Jizzy. Era o que CJ ingenuamente pensava.

domingo, 19 de junho de 2016

San Andreas - Parte 23


CJ vai com pressa ao extremo norte de San Fierro, no bairro de Battery Point, até a parte inferior da grande Gant Bridge, a ponte que ligava a cidade ao deserto do Estado de San Andreas. Lá estava o Jizzy’s Pleasure Domes, um antigo edifício da marinha que foi transformado em clube por Jizzy B., um homem negro de trinta e quatro anos que era o maior cafetão da cidade. Ele abusava das próprias prostitutas, recebia traficantes em seu clube como convidados especiais, era envolvido em todo o tipo de pilantragem que a cidade podia oferecer. CJ se apresenta na porta como desempregado, os seguranças o revistam e o levam até Jizzy, que estava sentado em um sofá do clube ao lado de duas de suas prostitutas, outra prostituta fazia pole dance em sua frente. Jizzy se gabava enquanto elas o acariciavam.

Baby, eu tenho tudo. Lençois de pele, casacos de pele, cortinas de pele nas janelas. Quando eu desço as escadas, eu piso em carpetes de pele... – Jizzy dizia para suas prostitutas, quando vê CJ se aproximando – Quem é esse palhaço!? Não preciso de mais amigos, baby! Tudo que eles querem é abusar das minhas acompanhantes!

Não, não. Isso não é sobre elas, é sobre você, fera. Ouvir dizer que você é o cara que está no topo das paradas, então você é o cara que eu precisava conhecer. Estou oferecendo meus serviços... – CJ se curva a Jizzy.

Como é que é!? – Jizzy é surpreendido.

– Sim, senhor. Sou novo na cidade. Tudo que você quiser eu posso fazer. Para um cara como eu, trabalhar com... Trabalhar PARA um cara como Jizzy B., nossa... – CJ atua.

Agora que você falou disso, eu tenho um pequeno problema. Algo que um idiota musculoso como você pode resolver. Porque você me vê, eu sou um intelectual... – Jizzy se gaba e fala com as mulheres – Putas, vão até o bar preparar um drink para o seu cafetão...

CJ olha as prostitutas saindo com seriedade para não parecer interessado nelas.

Eu só tenho dois olhos, e nessas ruas você precisa ter mais do que isso. Você tem que ser igual uma mosca na merda, tá ligado? Cem olhos, em todo lugar. Tem um lunático fodendo com as minhas putas. O filho da puta matou duas na semana passada. Eu quero que você vá descobrir... – Jizzy diz a CJ.

Sem problemas. Sou um parceiro no bagulho agora, Jizzy... – CJ diz e vai embora acompanhado pelo segurança.

Mesmo sem saber para onde ir, CJ vai até o estacionamento para entrar em seu carro e procurar informações pelas ruas. Mas Jizzy segue o novato até lá.

Espera aí, senhor C a J! Está vendo aquela lindeza ali dentro do meu carro? – Jizzy mostra uma jovem prostituta dentro de seu carro conversível – Deixa ela no hotel do centro da cidade. Use o telefone do meu carro e me dá uma ligada quando você terminar. E cuidado com a lataria, fera! Trata ele como o Papa-Móvel!

Jizzy entrega a chave de seu carro a CJ e volta para o clube. Agora CJ tinha um destino e um trabalho melhor direcionado. Ele liga o carro e vai em direção ao centro. A prostituta, uma latina chamada Lola, se impressiona com CJ:

Huummm, que pecho forte. Já fez programa com uma súcia como eu?

Sim, continue falando... – CJ não dá muita atenção.

Faço coisas que sua ruca não faz... – Lola insiste.

Estou ouvindo, estou sendo honesto... – CJ continua não dando moral.

Não sou vagabunda, mas preciso de uma feria... – Lola tenta justificar sua profissão.

Uhum, interessante... – CJ diz.

Foda-se, puto! – Lola se irrita com a falta de atenção e fica calada.

A única coisa que Lola diz é o hotel que ficaria, que ficava dentro do prédio da Zombotech Corporation, uma empresa de pesquisas científicas.

Até mais, ese... – Lola diz ao sair do carro.

CJ logo liga para Jizzy:

Ei, Jizzy. É o Carl, acabei de deixar sua garota.

Ótimo! Eu tenho uma pequena tarefa para você antes de você ir resolver aquele problema que eu te falei... – Jizzy diz – Tem um neguinho aí achando que é fodão, fica abusando das minhas acompanhantes lá em Hashbury. Uma das minhas garotas lá viu o moleque. Quero que você vá lá e acabe com esse cara!

CJ vai a Hashbury, no sul da cidade, para achar um cafetão jovem que tentava ganhar as putas de Jizzy e de outros cafetões da cidade a força. Quando vê o carro de Jizzy pelas ruas do bairro, uma das prostitutas acena. Ela estava com o cafetão na calçada.

Meu chefe está ali. Agora você vai ter problemas! – a prostituta diz.

Só estava fazendo o meu trabalho até ele aparecer! – o cafetão saca uma pistola e começa a atirar no carro de CJ.

CJ se abaixa para evitar os tiros, freia o carro no meio da rua e logo abre a porta para sair rolando. O cafetão é surpreendido por uma rajada de tiros vindos da rua, era CJ atirando também com uma pistola. Um dos tiros acerta o braço do cafetão, que larga sua arma. A prostituta pega a pistola e dá um tiro na cabeça do seu pior pesadelo. Ela estava livre de quem a abusava. CJ e a prostituta fogem com o carro de Jizzy. Após saírem do bairro, CJ liga novamente para ele:

Ei, é o CJ. Só para te deixar ciente que você não precisa se preocupar mais com competição em Hashbury.

Me preocupar? Eu disse que estava preocupado? Não disse! – Jizzy se irrita – Agora vamos para o que interessa: alguma das minhas garotas em Foster Valley está tomando uma surra. Quero que você vá lá e meta o nariz, descubra o que está pegando!

CJ deixa a prostituta próximo a sua garagem em Doherty e segue para Foster Valley, quase na saída ao sul de San Fierro. Ele anda por ali e avista uma Camper parada embaixo de uma ponte e dois homens espancando uma mulher negra. CJ já chega atirando. Ele mata os dois homens e salva a mulher, que realmente era a prostituta de Jizzy. Ela se levanta e vai embora com o carro dos homens. Enquanto ela desaparecia na estrada, CJ novamente falava com Jizzy pelo telefone:

Senhor Jizzy, é o CJ.

Você é pé frio, amigo! A garota que você deixou no centro agora quer sair do jogo! O papaizinho dela quer tirar ela das ruas. Ninguém converte minhas acompanhantes! Você vai voltar até o hotel e vai dar exemplo para todo mundo! – Jizzy diz.

Alguma coisa havia acontecido com Lola que CJ não sabia. Ele volta até o hotel e aguarda ali por alguns minutos. É quando uma limousine branca para na porta de entrada, seguida de um carro preto, provavelmente de escolta. Lola sai do prédio com um senhor de aproximadamente setenta anos, vestido todo de preto. Ele era um bispo da igreja, mas com intenções duvidosas.

O Senhor me enviou para salvar sua alma transviada, meretriz! – o bispo dizia a Lola – Entre no carro e remova suas vestimentas amaldiçoadas, assim eu poderei analisar melhor sua corrupção! Motorista, leve-nos para longe daqui antes que as mãos do Diabo tirem essa pobre garota do caminho da salvação!

Claro, sua santidade evangelical! – o motorista responde.

CJ entende. O bispo era mais sujo que um cafetão, usava sua representação religiosa para abusar de jovens prostitutas. CJ sentiu raiva e vontade de matar tal abominação. A limousine e a escolta saíram e CJ foi atrás. Ele começou a atirar na limousine e nenhum troco veio, os seguranças do bispo não usavam armas.

O Diabo veio tomar o que é seu! Acelera por Deus, motorista, acelera por Deus! – o bispo gritava com os tiros – Precisamos de mais além apenas da benfeitoria do Senhor! Não se preocupe, garota! O exército do Senhor vai te ajudar! Mas agora continua tirando a roupa! Isso, coloca a mão aqui. Cuidado com os dentes, garota! Cuidado com o bispinho! Afaste-se, abominação desgraçada!

Mas não deu tempo para o bispo aproveitar muito de Lola. CJ consegue acertar a cabeça do velho dentro do carro. O sangue dele mancha toda os vidros da limousine. O carro para e Lola sai correndo. CJ para e Lola entra no carro dele. Despistar o carro da escolta do bispo morto foi fácil. CJ liga para Jizzy:

Tudo já foi resolvido, senhor Jizzy!

CJ, você é o braço direito de um jogador, baby! – Jizzy se sente feliz – Ah, a propósito, esse carro aí apareceu no boletim de furtos da polícia. Se desfaça, ou fique com ele, tanto faz. Só não deixa ele chegar perto de mim, das minhas acompanhantes ou do meu clube.

Claro, fica tranquilo, cara... – CJ garante.

CJ leva Lola para sua garagem, assim como o carro de Jizzy como prêmio. A latina deixou a noite de CJ inesquecível. Mas logo pela manhã, para mostrar compromisso, CJ já estava no clube novamente. Dessa vez, não era o único que queria falar com Jizzy. Lá dentro ele vê T-Bone Mendez, a força bruta do Loco Syndicate, conversando com o dono do clube em seu sofá.

– Agora me ouça, ok? É muito importante que você me ouça! – Jizzy diz a T-Bone, que estalava os dedos – Não sou nenhum retardado, amigo. O que você pensa? O que você e o Mike pensam? Eu sou só um rostinho bonito para vocês? Esse é o joguinho de vocês? Esse aí é o idiota musculoso que eu tinha falado. Carl, T-Bone, e vice-versa.

E aí? – CJ se aproxima e cumprimenta T-Bone.

Horale, ese... – T-Bone diz sem nem olhar para a cara de CJ.

Não se preocupe com ele, nós nos damos bem... – Jizzy diz a CJ.

Mano, para de ser um pinche vergonhoso... – T-Bone se irrita com Jizzy.

Vergonhoso? Vergonhoso por quê? – Jizzy também se irrita – Existem três de nós e eu estou ganhando vinte por cento. Que tipo de conta é essa? Isso é conta de imbecil, parceiro! Você e Mike! Eu vendi minha alma para vocês, e é assim que acaba? Vocês ferrando meus treze por cento!?

Você sabia do acordo. Você aceitou! – T-Bone retruca – Além disso, nós poderíamos ter dito cinco por cento. O que você iria...

Ei, ei, ei, como é!? Como é!? O gato comeu sua língua? – Jizzy interrompe e explode de raiva – Você é tão ruim falando quanto é fazendo conta?

Você quer fazer essa parada virar pessoal, ese? – T-Bone se levanta, mas seu celular toca – Alô? Sim. O quê!? Cara, que merda! Aí caras, eu preciso vazar!

Ah, você não vai não! Eu inventei esse truque, baby! – Jizzy também se levanta – Carl, vem comigo! Vamos ter que explodir uns melões por aí!

Os três saem do clube e vão direto para o carro de T-Bone. No caminho, ele explica o que havia acontecido.

Como assim a carga foi roubada? – Jizzy pergunta – A gente não pode simplesmente ir até lá, T-Bone. Pode ser uma armadilha da DEA!

T-Bone recebe uma mensagem em seu pager que dizia a localização da van com drogas do Loco Syndicate que havia caído em uma emboscada de motoqueiros. Ele diz a CJ para ir com uma moto que havia no estacionamento enquanto ele iria com Jizzy em seu carro. O trânsito naquele dia estava complicadíssimo, então CJ chegou ao local muito antes. A van ainda estava sendo roubada embaixo da Garver Bridge, a segunda maior ponte da cidade. Ao verem CJ, os quatro motoqueiros, que faziam parte dos San Andreas Bikers, uma gangue que atuava em San Fierro e no deserto, logo deixam de carregar os baús de suas motos e fogem. A perseguição se inicia e logo nos primeiros metros CJ acerta um tiro nas costas do último motoqueiro. Ele cai no chão com sua moto. CJ recolhe a droga e leva para a van novamente. Ele diz para o motorista, que havia sido rendido, o seguir enquanto caçava os Bikers. CJ roda a cidade a procura dos motoqueiros, mas não encontra mais nenhum. Entretanto, o carro de T-Bone se aproxima e ele mesmo joga vários pacotes de cocaína dentro da van. Ele havia matado os outros três Bikers que haviam fugido. A van segue seu caminho, que provavelmente era Los Santos. CJ volta ao clube de Jizzy e recebe cinco mil dólares, além da moto como recompensa pelo trabalho. Pouco a pouco, CJ ia se infiltrando mais no Loco Syndicate e, ao mesmo tempo, colecionando veículos para sua garagem em Doherty.
No terceiro dia infiltrado no Pleasure Domes, CJ finalmente faz a descoberta que queria. Mas antes disso, ele passou por mais uma situação bem tensa. Anoitecia quando T-Bone apareceu no clube. Ele já havia falado com Jizzy naquela tarde bem irritado sobre a situação da organização criminosa que faziam parte. Quando T-Bone chegou, Jizzy logo tratou de tentar acalmar o colega:

T-Bone, pisa no freio, baby! Relaxa e deixa o sangue esfriar, irmão.

Mano, abre seu olho, cara! Você não consegue ver que a gente está sendo feito de otário aqui, mano? – T-Bone responde irritado.

E aí, parceiro? – Jizzy vê CJ se aproximando – T-Bone, olha aí, é o Carl! Ele é o verdadeiro heroi daqui!

Qual é? – CJ cumprimenta Jizzy.

Está vendo? Ainda estamos tranquilos... – Jizzy diz a T-Bone.

Vocês vatos são estúpidos? Alguém está na nossa cola! A gente tem que repensar as coisas... – T-Bone insiste.

Acho que eles estão só tentando a sorte... – CJ se intromete, mas o celular de T-Bone toca.

Mike? Mike! Eu tentei entrar em contato. O que!? Nossa, cara! Onde você está? Ok, continua falando! – T-Bone atende e alerta Jizzy – Mano, o Mike está com problemas. Vamos vazar!

Que problemas? E quem é Mike? – CJ pergunta.

Cara, eles pegaram a carga de droga e a van, e o Mike ainda está dentro dela! – T-Bone diz.

E o que a gente vai fazer? – Jizzy pergunta – Como você saber onde ele está, caralho?

Ele está com o celular dele, ele vai falar com a gente até a bateria acabar. Vamos, precisamos vazar! – T-Bone se apressa.

Beleza, vambora! – Jizzy também sai.

CJ acompanha os dois, que vão até o carro de T-Bone. Como o latino estava com o celular se comunicando com Mike Toreno, CJ iria dirigir pela sua habilidade. Jizzy acaba ficando no clube para cuidar de problemas que um de seus seguranças reportou.

A gente tem que ir rápido. A bateria do celular do Mike não vai demorar muito para acabar! – T-Bone diz entrando no carro – Ele disse que consegue ouvir gaivotas. Mike está ouvindo pássaros!

Gaivotas? Porra, isso pode ser em qualquer lugar da cidade... – CJ diz.

Ele consegue ouvir maquinaria pesada... – T-Bone ia revelando.

Gaivotas e maquinaria pesada? O que é isso? Uma construção, um terreno, ou algo assim? – CJ dá ideias.

Tem uma construção em Doherty! – T-Bone se lembra – Aguenta aí, Mike! A ajuda está chegando!

CJ corre com o carro até a construção que ficava atrás de sua garagem. Mas ao chegarem lá, não veem nada. O terreno estava vazio desde quando CJ havia enterrado vivo o responsável pela obra.

Ele disse que está ouvindo um caminhão dando ré... – T-Bone diz – Está dizendo que é movimentado, como um depósito de cargas, ou algo assim.

Cargas? Ah, ele deve estar no porto! – CJ se lembra.

Vai para o porto em Easter Basin! – T-Bone grita – A gente vai estar aí em um minuto, Mike!

CJ rapidamente chega até o porto da cidade, mas aparentemente lá também não havia nenhuma movimentação estranha.

Que merda, ele falou que eles pararam e que ele ouviu tiros! Ele acha que eles atiraram para passar de um portão de segurança pesada! – T-Bone diz.

Eles não tem segurança pesada no porto, mas tem no depósito de cargas do aeroporto! – CJ diz.

Para o aeroporto, rápido! – T-Bone novamente grita.

O aeroporto da cidade ficava logo ao lado do porto.

Mike está ouvindo aviões decolando e aterrissando! – T-Bone confirma que o destino era o aeroporto – Não se preocupa, Mike. A gente está quase aí! A bateria do celular dele está acabando!

Ao chegarem em frente ao aeroporto, CJ e T-Bone veem o portão de segurança para o estacionamento totalmente aberto, e vários guardas mortos próximo a guarita.

Aí está o portão! – T-Bone diz.

E com guardas mortos... – CJ completa.

O lugar é esse! Fica de olho naquela van! – T-Bone começa a mexer em um aparelho eletrônico com uma grande antena – Ok, as tags devem funcionar agora, mano.

Tag? Que porra é uma tag? – CJ não entende e pergunta enquanto vai em direção a pista do aeroporto.

Depois daquele problema com os motoqueiros, o Mike escondeu um transponder no meio da cocaína. A gente ia seguir isso até chegar na gangue, mas deve ter dado alguma merda, agora a gente vai usar para achar a van e resgatar Mike! – T-Bone explica.

E como funciona? – CJ pergunta olhando para o aparelho, que começa a emitir um som.

Simples. Quanto mais perto nós estivermos, mais forte é o sinal... – T-Bone diz e percebe o barulho apitando muito alto.

Porra, olha eles alí! – CJ avista uma van amarela com dois motoqueiros a escoltando.

T-Bone e CJ começam a perseguir a van e a atirar nos motoqueiros, que logo caem atingidos por tiros. Então a van para e de lá saem três asiáticos. Eram os vietnamitas da Da Nang Boys, uma gangue do Vietnam com membros extremamente violentos. Eles sequestraram Mike Toreno e planejavam mata-lo para acabar com o Loco Syndicate. Mas, com seus guardas de moto mortos na pista de pouso do aeroporto, eles foram presa fácil para CJ e T-Bone, que mataram os três vietnamitas com poucos tiros.

Ei, cara, vem logo, rápido! – CJ diz a T-Bone enquanto se aproximava da van.

Apurate, apurate! – T-Bone diz enquanto abre a porta traseira da van.

Já era hora, T-Bone... – Mike Toreno sai da van armado e se assusta com CJ, apontando sua pistola para a cabeça do novato – Quem é esse cara, caralho!?

É um dos capangas do Jizzy. Relaxa, guero... – T-Bone diz.

Vocês estão ouvindo isso? – Toreno ouve uma sirene de polícia se aproximando – A gente tem que colocar fogo nessa van com a cocaína dentro.

Ei, calma, guero, não vamos queimar nada! – T-Bone diz.

Isso é uma precaução. Podemos pegar vinte anos, ou até mais do que isso! Comprende, amigo? – Toreno improvisa um espanhol.

Ele está certo, cara. Vamos fazer isso e vazar daqui! – CJ concorda com Toreno.

Quem te perguntou alguma coisa nessa porra, payaso? – T-Bone se irrita e empurra CJ – Isso aqui não é um comitê!

Exato! Eu dou as ordens aqui! Agora calem a boca e vamos embora! – Toreno se irrita com a briga.

Todos atiram no tanque da van e começam a atirar na gasolina que vaza. Logo a van estava em chamas, assim como toda a droga. Era um grande prejuízo para o Loco Syndicate, mas era melhor que uma possível prisão perpétua. CJ guia Toreno e T-Bone de volta para a saída do aeroporto. As viaturas de polícia haviam entrado pela garagem subterrânea e CJ passou pela garagem suspensa, então não foi visto. Em poucos minutos, todos já estavam a caminho do Pleasure Domes.

Há quanto tempo você está trabalhando para o Jizzy? Eu nunca te vi antes... – Toreno pergunta a CJ.

Cheguei na cidade na semana passada. Fiz alguns bicos por aí... – CJ responde.

Acabou de chegar na cidade, né? E onde você estava antes disso? – Toreno desconfia.

O que é isso!? – CJ se irrita com as perguntas.

Cara, responde a porra da pergunta... – T-Bone se irrita também.

Calma, cara. Estive em Los Santos com a minha família, beleza? – CJ diz.

Pega a carteira dele... – Toreno diz a T-Bone.

O que!? Ei, sai! – CJ tem sua carteira pega por T-Bone enquanto dirigia.

Para de brigar e se concentra na pista! – T-Bone diz – Toma aí, Mike.

Carl Johnson, hein? – Toreno vê a identidade de CJ e devolve – Certo, já vi o bastante. Toma.

Tinha vinte dólares nela. É melhor estar aqui quando eu checar... – CJ brinca.

Cala a porra da boca! – T-Bone ri.

CJ leva os dois até o clube novamente.

Ok, Carl Johnson. Você foi bem hoje... – Toreno entrega sete mil dólares a CJ.

Cara, agora vaza daqui. A gente tem que conversar sobre umas coisas aqui... – T-Bone diz a CJ.

Eles entram no Pleasure Domes. CJ vai ao estacionamento e volta para sua casa em seu carro. Agora ele sabia quem era o chefe da organização criminosa que fornecia drogas para serem distribuídas por Big Smoke e que estavam causando o fim da Grove Street Families. Seu nome era Mike Toreno. Os planos de como acabar com o Loco Syndicate começam a serem traçados naquela velha garagem abandonada de Doherty.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Ajude o projeto com a quantia que puder pelo Ekoletivo!

O projeto Grand Theft Auto: A História Completa fechou uma parceria com o site de crowdfunding Ekoletivo, permitindo nossos fãs a nos ajudarem com quantias em dinheiro por simples incentivo e apreciação ao projeto ou também para receber recompensas, caso o projeto alcance valores pretendidos.Quem financiasse o projeto, receberia os ebooks de graça, por exemplo.

Com a ajuda de vocês, o projeto teria sua produção acelerada e poderíamos, quem sabe, passar de ebooks para livros físicos ao final das histórias, o que seria sensacional!

Entre no site do projeto no Ekoletivo e veja o que você pode fazer para nos ajudar da maneira que puder!

Muito obrigado!


quarta-feira, 8 de junho de 2016

San Andreas - Parte 22


Mas alguns dias se passam e Zero não entra em contato. CJ decide ir até a Zero RC, mas estava fechada, o que o faz pensar na hora em uma possível estratégia de defesa que estava rolando. Então ele liga para seu sócio para saber o que havia acontecido:

E aí, Zero. E o Berkley?

Carl, isso é uma batalha entre dois behemoths da programação. Dois gigantes monstros nucleares devastando uma cidade sobre seus pés! Nós disputamos o domínio da pequena e indefesa terra! – Zero se empolga.

Ah, sim. Claro. Se você diz... – CJ não entende muito bem.

Ao lado da loja, dois homens conversavam na calçada quando um tanque de guerra em miniatura se aproxima deles pela calçada.

Isso aí é de verdade? – um dos homens se pergunta.

Que façam brinquedos de amor, não de guerra! – o outro homem se irrita.

O pequeno tanque, sem mais nem menos, explode. A explosão não era tão forte, parecia ser mais simbólica, mas assustou os homens, que saíram correndo gritando:

Mãe de Deus! Está explodindo! Esse brinquedo é muito malcriado!

Zero, que estava dentro da loja, sai ao ouvir a explosão. Ele fica ao lado de CJ e vê vários tanques de brinquedo marchando pela rua, indo em direção à sua loja.

Maldito Berkley! Maldito! – Zero grita – Explode aqueles tanques, Carl! Explode!

Zero já estava preparado. Ele entra na loja e sai com vários pequenos carrinhos de controle remoto. Eram chamados de RC Bandits. Havia pequenas bombas acopladas aos motores, então os carrinhos se transformaram em bombas móveis. Era com elas que o ataque de Berkley iria ser parado.

CJ e Zero começam a guiar os Bandits até os tanques de Berkley na rua, que eram chamados de RC Tigers.  Aparentemente, um contra-ataque não era esperado, então não havia outra escolha a ser cada lado tentar explodir os aparelhos do outro, então juntando as explosões simbólicas de Berkley com as explosões reais de Zero e CJ, a rua da loja vê uma enorme explosão, atingindo carros, machucando pedestres e chamando atenção da polícia. Zero e CJ rapidamente entram na loja, a trancam e vão até o teto do prédio para ver a movimentação. Ninguém havia testemunhado o controle dos brinquedos vindo da Zero RC, então a situação não deu maiores problemas.

Sinta! Você conhece esse cheiro imponente, é o cheiro da vitória! Hahahaha, Berkley! – Zero comemora.

Você pegou ele? – CJ pergunta.

Ele deve estar sangrando em seu quartel-general! – Zero ri – Você foi muito bem, Carl!

CJ sorri de volta e decide passar a tarde na loja. Ele já imaginava que a guerra entre os nerds havia acabado, mas é surpreendido por algo dito por Zero, que se preparava para sair.

O que está acontecendo, Zero? – CJ pergunta.

Estou saindo para enfrentar o destino, seja ele bom ou ruim! – Zero diz, apressado.

De que merda você está falando agora? – CJ está curioso.

A hora do julgamento chegou. Eu tenho que me perguntar se eu sou uma ovelha ou uma cabra! – Zero diz sério e se apoia em CJ – Carl, você seria meu herdeiro? Aqui estão umas cartas. Eu deixei tudo para você caso eu não sobreviva. Por favor.

Eu já sou dono de tudo! – CJ diz, olhando para papeis que Zero havia o entregado – O que há de errado com você, cara?

Estamos passando os limites do Rubicon! Estou envolvido na batalha com Berkley! Como apostas está honra e até nossas próprias vidas! – Zero grita, mas logo depois começa a chorar – É engraçado... Nunca percebi antes como essa época do ano pode ser bela. Talvez eu nunca mais veja Roma na primavera. Uma borboleta...

Chega dessa conversinha, cara! Você vai enfrentar o Berkley ou não? – CJ se irrita.

É uma batalha até a morte! Venha comigo! – Zero grita e sai da loja.

CJ corre atrás do nerd, mas não demora muito a alcança-lo. Na praça em frente à rua da loja, estava montada uma pequena arena em uma mesa. Lá estavam vários nerds todos iguais, inclusive Berkley, que finalmente apareceu. Ele não era nada diferente do resto dos outros, inclusive era parecido até com Zero. A batalha final e “mortal” seria em uma arena de controle remoto, típico de nerds dos anos noventa.

A arena era uma representação de um terreno com várias montanhas, córregos e desertos que separava dois quarteis generais. Cada um possuía tanques, helicópteros e carros que explodiam, atiravam, colavam com imãs, etc. O domínio da cidade seria decidido por um jogo.

Se prepare, Terra de Ninguém! – Zero grita enquanto pega os controles remotos.

Cara, vocês levam essa merda a sério! – CJ se impressiona.

O quartel do Berkley fica após a Terra de Ninguém. Eu vou guiar o Bandit e você vai pilotar o helicóptero Goblin para ajudar da maneira que puder... – Zero fala com CJ – Se eu conseguir levar o Bandit até a base do Berkley, ele vai deixar San Fierro para sempre! QUE A BATALHA COMECE!

CJ pega o controle do Goblin, o pequeno helicóptero com um imã embaixo, e começa a jogar com os nerds. Zero guia o Bandit pelas estradas da arena, que precisava de peças para ser completa até a base do outro lado. CJ vê que em sua base havia pequenas bombas e quatro barras de ferro para serem imantadas pelo helicóptero. Ele rapidamente entende e começa a grudar as barras e levá-las até as partes acidentadas do terreno para usá-las como pontes.

Carl, não seja idiota! Use o Goblin para mover esse barril! – Zero se irrita com um pequeno barril de metal que bloqueava a estrada.

CJ leva o Goblin até lá e retira o obstáculo do Bandit, mas não demora muito a acontecer de novo.

Estou bloqueado. Tem outro maldito barril no caminho! Rápido, o Berkley me bloqueou de novo! – Zero repete.

CJ novamente retira o barril e o Bandit segue seu caminho. Mas o pior estava por vir.

Berkley está usando tanques! Carl, pegue uma bomba e se livre de todos os tanques que ameacem nosso progresso! – Zero diz.

CJ rapidamente volta à base e pega bombas para soltá-los nos tanques de defesa da base de Berkley. Em alguns minutos, os três tanques são explodidos e o caminho fica livre para Zero chegar à base de Berkley e vencer o jogo. Berkley jogava barris no caminho, mas CJ logo os retirava. Zero consegue ultrapassar os limites do portão do quartel inimigo e vence o jogo e a aposta.

Hahaha! Berkley, o senhor é um perdedor! Deixe o campo de batalha com vergonha, recolhe seu sistema de entregas de uma figa e SUMA DA MINHA CIDADE! – Zero comemora e agradece a CJ – Carl, você é tudo que um duelista como eu iria querer em um segundo! Senhor, eu lhe saúdo!

CJ e Zero deixam a arena sob aplausos dos nerds da cidade. Berkley sai humilhado e não seria mais problema para os negócios da dupla vencedora. Finalmente a guerra nerd havia chegado ao fim.


Uma semana se passou e CJ percebeu que Cesar pouco ficava em San Fierro. Ele sempre dizia que teria que ir encontrar algumas pessoas, mas não dizia quem eram. Aquela parecia ser uma desculpa para Kendl, pois dizer no que estava metido realmente, ainda mais naquele momento de San Andreas, talvez fosse um pouco desesperador. A resposta veio em uma ligação em um anoitecer de um sábado.

CJ! – Cesar diz.

Acertou! – CJ responde.

Um primo meu me ligou. Ele me deu uma ideia sobre um carro dos Ballas indo para San Fierro pegar bagulho! – Cesar alerta.

Que merda! A gente precisa descobrir quem está fornecendo para esses caras! – CJ se interessa.

Li sua mente, mano. Eu achei eles na Mulholland Intersection e estou na cola deles agora! – Cesar revela o que esteve fazendo naquela semana.

Beleza, estou indo encontrar você! – CJ diz já entrando em sua garagem.

Mas vem rápido, cara, esses caras não vão ficar de bobeira! – Cesar avisa.

CJ enche o tanque de seu carro e pega a estrada em direção a estrada que levasse para o sul. Durante todo o caminho, CJ procura o Savanna de Cesar, que provavelmente estaria no acostamento ou seguindo algum carro na outra pista. CJ encontra Cesar no acostamento, próximo a Blueberry.

Entra aí, mano! – Cesar diz enquanto terminava de alinhar um de seus pneus.

Para onde a gente vai? – CJ entra no carro de Cesar e deixa o seu por ali mesmo.

Eles foram em direção a Angel Pine. Seguindo a estrada talvez a gente ache eles... – Cesar diz.

Os dois seguem para Angel Pine, onde moravam até algumas semanas atrás. Eles chegam à cidade às dez da noite. Cesar roda pelas ruas a procura do Picador que identificou na estrada como o carro do fornecedor dos Ballas. Cesar encontra o carro próximo a um Cluckin’ Bell. Ele pega uma câmera fotográfica em seu carro e chama CJ para subir no telhado de um prédio em frente à lanchonete. Cesar entrega a câmera a CJ e é surpreendido pelo Picador no estacionamento do Cluckin’ Bell. CJ sente que já havia visto aquele carro antes. Isso se confirma quando Ryder sai do carro.

Olha lá, mano! – Cesar diz.

Ryder! Seu maconheiro! – CJ se enfurece enquanto tira fotos do traficante.

Esse negócio é maior do que qualquer gangue, ese! – Cesar diz.

Ryder, sua putinha! – CJ continua enfurecido.

Logo após Ryder entrar na lanchonete, outro carro estaciona ali. Parecia algo marcado. De dentro do ZR-350, um carrão, sai T-Bone Mendez, que CJ ainda não conhecia.

Esse cara se leva muito a sério... – CJ desdenha enquanto tira fotos de T-Bone.

Esse é T-Bone Mendez! – Cesar já o conhecia por ter quase matado José, líder dos Aztecas.

E agora? Esse também? – CJ vê outro carro estacionando, um Washington.

Quem é o gringo? – Cesar não conhecia Mike Toreno.

Não gostei do olhar desse cara... – CJ diz enquanto também tira fotos – Isso é mais do que uns bandidinhos comprando bagulho. Isso é uma organização séria!

Quantos palhaços tem nisso? – Cesar se impressiona com mais um homem chegando à lanchonete em um Broadway.

Ah, eu conheço um cafetão quando vejo um... – CJ tinha certeza de que aquele negro de terno roxo era um cafetão, mas ninguém sabia quem era – Eles estão sendo muito espertos com isso. Não tem perigo nem nada que os incrimine.

CJ e Cesar já tinham fotos dos quatros homens que ali estavam se encontrando. Aquilo era algo sério e era melhor se prevenir de algo grande que poderia estar sendo organizado. Os dois saem de perto e param em um posto de gasolina, ainda em Angel Pine.

Aquilo é uma parada pesada! – CJ diz.

É melhor a gente se separar e vazar daqui. Te encontro na garagem! – Cesar diz.

Beleza, a gente conseguiu o que veio procurar aqui... – CJ sai do carro.

Cesar volta para San Fierro sozinho pela madrugada. CJ decide ficar pela cidade. Ele volta para o prédio onde estava e tira mais fotos da organização quando todos saem. CJ ainda não sabia, mas aqueles eram o Loco Syndicate, que já estava na ativa desde antes de CJ voltar para San Andreas. Com certeza CJ não iria deixar Ryder se sair bem com aquela situação enquanto ele mesmo estava dormindo em uma garagem em San Fierro, exilado de Los Santos, cidade que CJ daria tudo para voltar. Mas era certo que Ryder não fazia parte do Loco Syndicate. Ali era claro que ele era o cliente, indo negociar em nome dos Ballas, algo inaceitável. As emoções de CJ diziam para ele entrar naquela lanchonete e matar todos, principalmente o traidor. Mas a razão dizia que era necessário deixa-los negociar, conhecer cada membro e saber como agir para pegar todos de uma vez e acabar com o esquema e principalmente com os Ballas em Los Santos. Assim, a Grove Street Families poderia reinar de novo.

CJ dorme em Angel Pine, acorda e rouba o carro de uma idosa. Ele o abandona em Blueberry, pois lá estava seu carro deixado na noite anterior. Quando chega em casa, às duas da tarde, CJ vê que na parede do escritório já havia as fotos de cada rosto dos três membros da organização, e que também havia mais gente ali além de Cesar.

E aí, mano, você já revelou as fotos!? – CJ entra no escritório falando com Cesar, mas vê Woozie, que estava acompanhado de Guppy, seu assistente asiático – E aí, Woozie?

Ei, Carl. Eu estava explicando para o seu cunhado que nós éramos amigos... – Woozie diz.

Ah é? Olha só, Woozie, eu preciso que você me dê algumas informações, cara... – CJ diz.

O que vocês querem saber exatamente? – Woozie pergunta.

Quem são estes putas, mano? – Cesar pergunta apontando para as fotos.

Por que você não dá uma olhada? – Woozie pede a seu assistente.

Esses caras? – Guppy pergunta.

Sim... – Cesar confirma.

Eles são o Loco Syndicate. São bem grandes, eu acho. Não negociamos com eles, não tocamos em drogas... – Guppy diz e aponta para a foto de Toreno – Esse cara comanda as coisas. Não sei o nome dele. Esse outro cara é T-Bone Mendez, é a força-bruta.

E quem é esse cara? – Cesar pergunta sobre o cafetão.

Esse é o Jizzy B. É o maior cafetão da cidade. Ele ajuda a armar os negócios, controla entradas e saídas da organização... – Guppy diz.

Então será por ele que irei me infiltrar... – CJ diz – Como eu encontro ele?

Jizzy? Ele é dono do Pleasure Domes Club naquela fortaleza antiga embaixo da Gant Bridge... – Woozie diz.

Se cuida, Woozie! – CJ diz e sai.

Sem problemas! Não seja um estranho... – Woozie se despede.

CJ agora tinha conhecimento sobre o Loco Syndicate e uma mínima noção do que cada membro fazia. Jizzy parecia ser o membro mais fácil de ser enganado, afinal ele lidava com prostitutas e clientes de todas as espécies. Sua profissão o obrigava a ser aberto a novas pessoas, mesmo que fossem estranhas. A abordagem estava armada: CJ se apresentaria como um jovem novo na cidade em busca de emprego. Com um pouco de bajulação, Jizzy cederia. Isso sempre funciona com cafetões.