terça-feira, 12 de julho de 2016

San Andreas - Parte 25


Uma monótona semana se passou sem novidades para CJ em San Fierro. Como a cidade era pequena, não havia organizações criminosas aos montes ali. Uma vingança dos Rifas até chegou a ser cogitada, mas com a morte de T-Bone, a gangue foi enfraquecida, não eram loucos a ponto de enfrentarem quem matou seu líder. Mas alguém muito perigoso ainda rondava a vida de CJ. Em uma tarde de sábado, ele havia acabado de almoçar quando voltou para a garagem.

E aí, CJ, qual é? – Jethro vê seu chefe e sai debaixo de um carro em que trabalhava.

E aí, Jethro... – CJ cumprimenta.

Tem uns policiais procurando por você aí no escritório, cara... – Jethro avisa.

Tenpenny... – CJ olha pela janela interna do escritório e vê Tenpenny dormindo em uma cadeira e Pulaski lendo um jornal – Beleza, cara, deixa comigo.

CJ entra no escritório e surpreende quem os esperava:

Bom ver vocês de novo...

Me pergunto como seu irmão está dormindo, de conchinha com o papai do chuveiro dele, enquanto você vive confortavelmente do lado de fora... – Pulaski provoca CJ, que fica em silêncio, encarando furiosamente o policial corrupto.

O que vocês querem agora? – CJ pergunta a Tenpenny.

Bom, o que nós queremos é fazer nossos trabalhos em paz... – Tenpenny diz entre bocejos após acordar – Sem ter nenhuma merda de liberal chorão metendo o nariz em casos em que ele sequer entende.

A imprensa está em cima de vocês? – CJ pergunta.

O que você sabe sobre essa merda, garoto!? – Pulaski está irritado.

Ei, calma aí, Eddie, não vamos perder a cabeça... – Tenpenny acalma o colega e explica a situação para CJ – Tem um jornalista jovem aí que está querendo fazer o nome dele...

Ele não sabe como as ruas funcionam! Não sabe que ele tem que informar o que ele deve informar! – Pulaski continua irritado.

Isso, e a gente quer que você cale a boca dele para nós... – Tenpenny diz a CJ.

E o rato dele! Cala a boca dele também! – Pulaski diz sobre um possível informante.

Sim, tem um repórter por aí que está caçando umas merdas do Pulaski, a gente não sabe quem está falando, mas a gente sabe que o jornalista vai se encontrar com ele hoje... – Tenpenny completa.

Cuide deles! – Pulaski joga o jornal em CJ e sai do escritório.

Ah, esse é um bom lugar, Carl... – Tenpenny diz olhando para a garagem.

Antes de ir embora, Tenpenny deixou uma foto na mesa do escritório. Nela havia um jovem homem de cabelos e barba castanhos, de aproximadamente trinta anos de idade, vestido de terno e gravata. Era o jornalista que CJ deveria matar. Seu nome era Robert Dennan, um prodígio da WCTR que estava envolvido em denúncias sobre a atuação da CRASH em Los Santos. No verso da foto, havia um recado dizendo que o encontro com o repórter aconteceria no Yacht Harbor, em Santa Maria Beach, Los Santos, às sete da noite, mas que Dennan chegaria à cidade pela estação de trem Market Station, em Market, perto do centro da cidade. CJ olha seu relógio e vê que que faltavam apenas três horas para o encontro. A distância de carro de Los Santos a San Fierro era de aproximadamente duas horas, então já era hora de partir. CJ pega sua sniper e joga em seu carro para viajar até Los Santos novamente.

CJ chega a Los Santos às seis e vinte da tarde. Ele vai direto para a estação de trem, estaciona o carro em frente à entrada e aguarda Dennan aparecer, com a foto dele em mãos para o reconhecimento. Às seis e trinta e nove, Dennan sai da estação e fica parado na calçada. CJ não podia matá-lo ali, pois ainda tinha que esperar o encontro do jornalista com o repórter para que pudesse acabar com os dois de uma vez. Após alguns segundos, Dennan entra em um táxi. CJ acompanha a viagem do jornalista até o Yatch Harbor. Às sete horas em ponto, o táxi deixa Dennan no local solicitado, em frente a uma barraca de cachorro-quente do píer. Na espera, lá estava Miguel Pastellón, um respeitado repórter também da WCTR, de aproximadamente quarenta e seis anos, origem latina, e que também estava interessado em denunciar a CRASH pela televisão. Mas para o azar dos perseguidores da justiça, ali estava CJ a poucos metros, dentro de seu carro, apontando sua sniper para a cabeça dos dois jornalistas, que morreram enquanto se cumprimentavam, com um tiro para cada. CJ rapidamente foge dali cantando pneu antes que a polícia pudesse ser alertada, pois ali era um local onde havia policiais vigilantes, como em qualquer lugar de recreação pública da cidade.

CJ sai de Los Santos em direção a San Fierro, mas liga o rádio para captar notícias de sua cidade natal, aproveitando que estava dentro dela, já que em San Fierro não era capaz de ouvir as notícias de Los Santos. CJ se surpreende ao ouvir notícias sobre Big Smoke, que naquele momento aparentemente era o maior filantropo da cidade. A notícia na rádio cobria a inauguração de um orfanato criado por Big Smoke para receber crianças pobres. O discurso dele foi transmitido ao vivo naquela noite:

“Eu gostaria de dizer que hoje é um grande dia para os empobrecidos e prejudicados de Los Santos. É com grande honra que eu me vejo generoso como eu sou. Me lembro de quando eu era pequeno e minha querida mãe me perguntava o que eu queria ser quando crescesse. E eu dizia ‘Mãe, eu quero ser um salvador!’. Essa é uma grande oportunidade. O Big Smoke’s Orphanage ensina às crianças importantes habilidades. Eu fui um órfão, mas eu lutei! Vi amigos cometerem erros e saírem do caminho correto, mas agora, graças a generosidade de um grande homem como eu, as crianças serão salvas! Big Smoke, baby! Lembrem-se desse nome!”

CJ ficou pasmo com a cara de pau de um grande canalha traidor como Big Smoke. Ainda nessa cerimônia, Big Smoke teve a audácia de dizer que lutava contra o fim das drogas em Los Santos, sendo que era o maior traficante da cidade no momento. CJ percebeu que o traidor não tinha limites. Era por causa dele que Sweet estava na cadeia. Ele iria pagar.

CJ voltou a San Fierro e no dia seguinte tomava café da manhã em um Burger Shot quando recebeu uma ligação de Jethro.

Sim, o que foi? – CJ atende.

E aí, mano, é o Jethro, cara! – Jethro diz rindo, meio sem graça.

E aí, Jethro! Qual foi? – CJ pergunta.

Eu estava falando com o Cesar aqui e, errr, não me entenda errado, cara, tipo, você é o cara quando se fala em dirigir, cara, mas o Cesar me falou sobre quantos carros você já descolou, cara, e eu e o Dwaine ficamos tipo, uau! – Jethro parecia enrolar ou ter medo de dizer algo.

Aonde você quer chegar, Jethro? – CJ percebe a enrolação.

Lugar nenhum, cara, lugar nenhum! É só que tem uma auto escola avançada, tipo, subindo a rua aqui da garagem, cara, em Doherty mesmo... – Jethro diz.

Auto escola!? O que você exatamente está querendo dizer, cara? – CJ não entende.

Nada, cara, nada! Isso foi ideia do Dwaine! Eu acho que você é maneiro e tal, tá ligado? É melhor eu desligar, CJ. Até mais! – Jethro se desespera achando que havia irritado o patrão.

CJ decide ir ver essa auto escola que seu mecânico havia falado naquela manhã. Ela ficava na mesma rua da garagem. Ele entra na recepção e é atendido por Michelle Cannes, uma moça branca, alta, de vinte e oito anos, voz firme, dreads loiros e um pouco masculinizada. CJ se dá bem logo de cara com ela. Ele decide fazer o teste rápido da auto escola para medir sua precisão em direção. E passa em todos os dez testes no pátio que ficava na parte de trás. Quando estava indo embora, CJ é surpreendido por Michelle, que pedia o número de seu telefone. Eles marcam de se encontrar em breve.

CJ teria mais uma ligação para atender naquele dia, dessa vez com um conteúdo muito mais importante:

E aí... – CJ atende.

Ei, Carl. É o Woozie! – Woozie diz – Se você tiver algum tempo, eu gostaria de que você aparecesse por aqui para conversarmos sobre algo.

Sim, claro. Onde você está? – CJ pergunta.

Eu sou dono de uma pequena casa de apostas em Chinatown. Apenas venha e se apresente. Meus funcionários estarão esperando sua visita... – Woozie diz meio sem jeito, talvez por sempre ter tentado passado um ar de milionário, o que era mentira.

Beleza, cara. Até mais! – CJ desliga.


CJ rapidamente vai com seu carro até Chinatown, o bairro chinês de San Fierro, onde ainda não havia passado. Era um bairro pequeno, com várias ladeiras e velhos prédios em becos, um lugar bem pobre em comparação ao restante da cidade. Era também o local com mais chineses fora da China no planeta devido a imensa imigração de asiáticos para a América durante as grandes guerras do século XX. CJ não demora muito para achar a casa de apostas, a única do bairro. Situada em uma das ladeiras, sua fachada era bem simples, tendo apenas uma placa com os dizeres Wu Zi Mu’s Betting Shop. CJ entra e vê alguns homens acompanhando corridas de cavalos em monitores. No caixa, havia um senhor acabando de fazer uma aposta. CJ entra na fila e quando chega sua vez, o funcionário chinês fecha o caixa.

Estamos fechados! Pok gai! – grita em chinês o homem, dizendo para CJ ir embora.

Calma, cara! Estou aqui para ver o Woozie! – CJ diz.

Ah... Suba as escadas! – o chinês fica sem graça.

Filho da puta idiota... – CJ se irrita com o funcionário e se afasta.

CJ vai até as escadas do outro lado da loja, mas é impedido de subir por Guppy, funcionário de Woozie que já havia o visitado em sua garagem.

Sou Johnson. Estou aqui para ver o Woozie, estou trabalhando para ele... – CJ diz.

Sim, por aqui... – Guppy abre passagem, mas chama CJ novamente quando ele subia as escadas – Você sabe da maldição do chefe?

Maldição? Não... – CJ responde.

Ele é cego... – Guppy diz com as mãos em oração.

Cego!? – CJ não acredita – Mas a gente estava disputando corridas em carros no mês passado!

Sim, eu sei. Ele é abençoado com inacreditável boa fortuna. E a Triad faria qualquer coisa por ele! O chamamos de nossa Toupeira da Sorte! – Guppy diz.

Beleza. Vou me lembrar disso... – CJ diz e termina de subir as escadas.

Ótimo... – Guppy sorri.

Finalmente CJ conhecia melhor as San Fierro Triads. Eles tinham Chinatown como território e eram divididos em três famílias: Blood Feather Triad, Red Gecko Tong Triad e Mountain Cloud Boys Triad, na qual Woozie era líder, ou, em sua língua natal, Dai Dai Lo. Eles tinham o preto como cor principal, assim como todas as Triads do país, que eram conectadas, fazendo a máfia chinesa ser extremamente perigosa e poderosa. Eles se envolviam em jogos de azar, roubos, corridas clandestinas e tráfico de armas, ficando de fora do tráfico de drogas.

CJ termina as escadas e chega a um apartamento com a porta principal aberta. Na sala de estar, Woozie esperava o convidado. Ele estava sendo acariciado por duas mulheres asiáticas, que ao verem CJ, se dispersam pelo apartamento.

Woozie! – CJ diz.

Olá, Carl... – Woozie diz.

E aí, o que está pegando, Woozie? Tá ligado, como você está? – CJ pergunta.

Direto ao ponto: eu não posso ter sua ajuda sem me abrir com você sobre quem eu sou e o que eu faço. Deixa eu me reapresentar... – Woozie dizia enquanto CJ acenava os braços em sua frente vendo se o chinês era realmente cego – Eu sou o chefe da Mountain Cloud Boys.

Prazer em conhece-lo... – CJ diz.

Igualmente. Por que você não se senta? – Woozie pergunta e continua sua apresentação – Como Dai Dai Lo da Triad, é minha responsabilidade garantir que as disputas sejam resolvidas sem, digamos, prejuízos em negócios importantes.

E onde eu entro nisso? – CJ pergunta.

É o que veremos. Estou prestes a comparecer a uma Triad local que falhou em se mostrar presente no último encontro da Tong. Venha comigo e te mostrarei como nós das Triads resolvemos as coisas sem recorrer a uma violência desnecessária... – Woozie diz com sua característica mansidão.

Beleza, vamos lá... – CJ diz.

Durante toda a descida do prédio, CJ analisava Woozie para conferir se o chinês realmente era cego. Como ele sempre estava de óculos escuros, era difícil perceber. Mas com a informação da deficiência, CJ começa a perceber e se lembrar de momentos em que Woozie agia de modo estranho, como da primeira vez que o cumprimentou, quando Woozie estendeu a mão para a direção errada. Aquilo parecia ser algo que o Dai Dai Lo tinha vergonha de assumir.

Ao chegarem à rua, Woozie estava sem carro:

Vamos precisar de um carro, o meu está na oficina.

Beleza, sem problemas... – CJ aponta para o carro em que havia ido, mas logo se lembra de que não adiantava apenas fazer gestos, mesmo assim Woozie conseguiu entrar no carro.

A Blood Feather Triad tem um depósito nesse quarteirão. Vamos ver que desculpas eles tem a oferecer... – Woozie diz.

Ok. Qual vai ser o assunto dessa reunião? – CJ se interessa.

Algumas pequenas gangues vietnamitas estão criando problemas ultimamente. Não estamos certos do motivo de estarem tomando mais coragem agora, mas estou nervoso com a situação... – Woozie revela.

E onde eu me encaixo no meio disso tudo? – CJ ainda não tinha sua resposta.

Você é um estrangeiro! – Woozie é direto – O lugar é esse. Venha, é por aqui.

Woozie sai do carro e começa a andar pela calçada com a mão esticada para frente, algo que CJ nunca havia visto, por Woozie sempre estar acompanhado quando o encontrou. Além disso, CJ ficou impressionado sobre como um cego sabia o local exato do que ele não podia ver. Ele entra na galeria, onde funcionava uma pequena feira, com algumas barracas de frutas e comidas.

Onde está aquele cimento solto? – Woozie se abaixa e procura algo que lhe servia de guia.

O que você está fazendo!? – CJ não entende.

Só, errr, conferindo o... Errr, cala a boca, Carl! Por aqui! – Woozie fica sem graça e continua andando pela galeria, mas sente várias pessoas correndo contra ele e gritando.

O que essa gente toda tem? – CJ pergunta – Para onde eles estão indo?

Algo não está certo por aqui. É melhor a gente ter cuidado. Me siga... – Woozie fica sério.

CJ segue Woozie pela galeria, até que o chinês bate de cara em uma parede e cai no chão.

O que foi? Você está perdido? Precisa de uma mão aí? – CJ diz.

Não, eu só estava, errr, sentindo o lugar. Fique perto... – Woozie se levanta, totalmente envergonhado.

Logo a frente, virando à esquerda na galeria, havia um portão que protegia um prédio antigo. Mas o portão estava arrombado, alguém parecia ter invadido o local.

Ah, chegamos! Por aqui! – Woozie se aproxima do portão, mas percebe a situação – Estranho, esse portão geralmente fica trancado. Continue perto.

Os dois atravessam o portão e quando se aproximam do prédio, percebem um calor e uma luz amarela em uma esquina. Quando chegam lá, eles tem uma surpresa desagradável.

Nossa, cara! Woozie... – CJ põe a mão na cabeça.

Por que você está tão assustado? – Woozie dizia, quando tropeça em alguém deitado – Oh, me desculpe, não te vi deitado aí...

Woozie, ele está morto! Todos estão! – CJ diz.

O cenário era devastador. Havia dois carros em chamas, com vários chineses dentro de cada um, e apenas um homem do lado de fora que havia conseguido fugir, mas que havia morrido carbonizado no pátio do prédio. Eles eram membros da Blood Feather Triad, que provavelmente haviam caído em uma emboscada de alguma gangue vietnamita.

Os Blood Feathers foram eliminados? – Woozie se espanta.

Em uma das garagens do prédio, era possível ouvir um choro baixo. O portão eletrônico se abre repentinamente, chamando a atenção de CJ e de Woozie, que prontamente apontam suas pistolas em direção a um homem que estava lá dentro, era o último Blood Feather vivo.

Dai Dai Lo! Me perdoe! Fiquei com medo de lutar e me escondi! – o chinês chorava.

Chega! O que aconteceu aqui? – Woozie grita.

Os vietnamitas nos surpreenderam, mataram a todos nós! – o chinês gritava quando ouviu carros cantando pneu bem próximo dali – Porra! Eles estão vindo de novo!

CJ também ouve o barulho e puxa Woozie para se proteger atrás de um baú de lixo que ali havia. Um carro derruba o portão do prédio e para bem em frente onde CJ e Woozie estavam. CJ vê que os vietnamitas eram os Da Nang Boys, os mesmos que tentaram sequestrar e matar Mike Toreno e acabar com o Loco Syndicate há algumas semanas.

As Triads devem se vingar! – Woozie fica irritado e grita.

CJ começa a atirar nos três vietnamitas que haviam saído do carro. Como ele já tinha visto antes, organização não era o forte da gangue, mesmo com o ataque de sucesso de minutos atrás contra os chineses. CJ e Woozie, que também atirava mesmo cego, matam os três homens e avançam pela galeria. Eles assumem o carro em que os Da Nang Boys chegaram e saem destruindo as barracas da feira em alta velocidade, inclusive atropelando alguns vietnamitas que entravam na galeria naquele momento para complementar o segundo ataque.

COMAM ESSE CHUMBO! O SANGUE DE VOCÊS VAI ESCORRER COMO VINHO! – Woozie gritava enlouquecidamente atirando para cima, chegando a assustar CJ pelo comportamento inédito.

Na saída da galeria, mais um carro dos vietnamitas estava ali. Eles percebem a fuga e vão atrás de CJ e Woozie.

Você dirige, eu vou mandar eles de volta para o bueiro! – Woozie diz a CJ – Vou cuidar desses assassinos de merda!

Woozie se senta na janela e começa a atirar para trás, na direção do carro que os seguia. Uma perseguição e um tiroteio espetaculares tomam conta das ladeiras de Chinatown. Woozie descarregava pentes e mais pentes de sua pistola nos vietnamitas, que iam sendo atingidos aos poucos. Até que o motorista do carro é atingido no pescoço e perde o controle, batendo em um poste ao lado de uma valeta com água do esgoto. O carro dos vietnamitas começa a pegar fogo e o motorista, com sangue jorrando do pescoço, começa a ter seu corpo invadido pelas chamas. Ele olha para o lado e vê o esgoto a céu aberto ao seu lado. Rapidamente sai do carro e se joga na valeta para apagar as chamas. Mero engano. O combustível do carro havia vazado todo em direção ao esgoto com a batida. Quando o vietnamita pulou na valeta em chamas, ele havia pulado em pura gasolina, causando uma enorme explosão no bairro. O segundo ataque dos Da Nang Boys havia falhado miseravelmente. Era certo de que eles não invadiriam mais o bairro da máfia chinesa.

Woozie e CJ nesse momento já estavam do outro lado do quarteirão, chegando a casa de apostas.

Aqueles parecem que foram os últimos deles... – CJ diz.

Obrigado, Carl. Você me salvou de ter que cuidar de todos eles sozinho... – Woozie descansava no banco do carro – Aqui, um pouco da apreciação da Tong pelo o que você fez hoje.

Woozie sai do carro e entrega cinco mil dólares a CJ. Ele entra em sua loja e imediatamente ordena seguranças a ficarem de prontidão em frente à entrada. CJ volta para sua garagem. Agora ele finalmente havia percebido o que ocorria nos bairros mais pobres de San Fierro. Os imigrantes asiáticos enfrentavam uma vida tão difícil quanto os negros e mexicanos de Los Santos. Ele se identificou com a ação envolvida naquela guerra. Triads contra Da Nang Boys o fez se lembrar de Groves contra Ballas por alguns segundos. E ele estava com saudade daquele sentimento. CJ finalmente entendeu o motivo de Woozie tê-lo metido naquele ambiente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário