quinta-feira, 4 de agosto de 2016

San Andreas - Parte 27


Após algumas horas, CJ recebe uma ligação de Woozie. Desde quando começou a se envolver com a máfia chinesa, CJ sempre falou sobre a van azul que Truth vigiava quando eles chegaram a San Fierro. Confiando no poder de investigação e o conhecimento da cidade da Triad, CJ pediu para eles descobrirem do que se tratava, pois ele desconfiava que pudesse haver envolvimento do Loco Syndicate e, principalmente, Toreno, que até aquele momento estava desaparecido.

Carl, é o Woozie. Tenho uma informação para você! – Woozie diz.

E aí, Woozie. Diz aí... – CJ responde.

Meus homens encontraram aquela van que você procurava. Está em um heliponto do centro da cidade... – Woozie revela.

E o Toreno? – CJ questiona.

Sim, ele está lá! – Woozie diz – Aparentemente, ele está buscando uma mercadoria e vai sair voando por helicóptero. Já começaram a carregar caixas.

Alguma coisa no Toreno não faz sentido. Entra em contato de novo se você ficar sabendo de mais coisas! – CJ diz.

CJ entra em seu carro rapidamente e já parte em direção ao centro de San Fierro, mas aos poucos vai se dando conta de que o único heliponto em que poderia haver uma van azul visível seria um com um helicóptero na altura da rua. Então tudo só poderia estar acontecendo no heliponto da SFPD (San Fierro Police Department). Seria impossível Toreno estar carregando drogas em um helicóptero em uma delegacia de polícia em plena luz do dia, aos olhos de todo mundo. A desconfiança de que algo estava errado com Toreno apenas aumentou. Mas a vontade de acabar com todo e qualquer risco de carteis fechados com os Ballas em Los Santos ainda poderem renascer era a mesma. CJ deveria eliminar Toreno.

Ao chegar em frente à delegacia, CJ vê a van azul estacionada logo após a cancela de entrada. Havia vários carros pela rua fazendo a segurança. Não haveria a menor possibilidade de CJ enfrentar todo aquele esquema sozinho, apenas com um fuzil, que estava em seu banco de carona. Ele vê Toreno dentro do helicóptero logo antes das portas se fecharem para decolar. Toreno sai voando com o helicóptero lotado de caixas de papelão, com um conteúdo desconhecido. Quando os carros da segurança começaram a sair, CJ pensou que a oportunidade havia sido perdida, não haveria como pegar Toreno naquele dia. Mas o último segurança de Toreno cometeu um grande erro. Ele era o portador de um RPG, que segurava enquanto o carregamento era feito. Assim que o helicóptero saiu, ele esperou todos os outros carros de escolta saírem para ir, sozinho, em seu carro, que seria o último, com o RPG dentro, sem nenhum cuidado com a segurança da arma de poder devastador. CJ pensou em todo um roteiro em alguns segundos. Ele aguardou o homem entrar no carro com a arma, rapidamente deu a volta no quarteirão e começou a seguir a escolta, logo atrás do último carro, que estava um pouco longe do penúltimo. Assim que o penúltimo carro fez uma curva entre as ruas do centro, CJ rapidamente acelerou, ultrapassou o último carro e o fechou antes que ele pudesse curvar, pois todos os outros carros o veriam. Agora o segurança estava sozinho contra CJ, que pegou seu fuzil e logo de cara alvejou o homem dentro do carro. A correria na rua foi intensa. CJ rapidamente pegou o RPG no banco de carona do carro com os vidros destruídos e o levou para o seu carro. Ainda era possível ouvir o barulho do helicóptero ali por perto. CJ segue o comboio que ficava logo abaixo da aeronave. Ele percebe que estavam subindo a Garver Bridge, a ponte que cortava a cidade, indo em direção ao sul. Era o que CJ esperava. Ele corta o centro da cidade em alta velocidade, longe do helicóptero, e pega um acesso à ponte bem à frente de onde todos estavam. O helicóptero vinha lentamente sobre a ponte, sempre em cima da escolta. CJ iria surpreender a todos. Ele para seu carro no meio da ponte e aguarda o helicóptero se aproximar. CJ atira contra o vidro traseiro do próprio carro com seu fuzil e apoia o RPG em direção ao helicóptero que chegava cada vez mais perto. Ele mentaliza seu último adeus a Toreno e dispara o único míssil que tinha. O piloto do helicóptero percebe algo vindo em sua direção e rapidamente joga a aeronave para o lado, fazendo o míssil atingir a hélice. O helicóptero começa a girar em cima da Garver Bridge. CJ vê de seu carro a aeronave ir direto para o mar e explodir no impacto. Toreno dormiria com os peixes. Todos os carros da escolta param e os seguranças saem para olhar para o mar, à procura da aeronave. Ninguém se preocupou em perseguir o culpado, pois o estrago já havia sido feito. Quem havia contratado seus serviços com certeza já estava morto. CJ acelerou seu carro e desceu a ponte. Estava a poucos metros de sua garagem. O vidro danificado do carro era o de menos.

Naquela noite, CJ estava em seu escritório, sozinho, contando alguns dólares. Cesar se aproxima com um sorriso no rosto.

Carl, você é um puta heroi lá em Los Santos. Falei com o meu primo agora... – Cesar diz.

Para a minha família, eu ainda não sou. A merda ainda está feia... – CJ não se empolga – Cara, eu tinha manos que viraram as costas para mim... Por causa de dinheiro!

Sim, eu sei. O que você vai fazer? – Cesar pergunta.

Filho da puta do Ryder, cara! – CJ se levanta e joga a cadeira no chão, ele ainda não havia superado ter tido que matar seu antigo amigo por causa do Loco Syndicate – Ele era meu mano! E eu matei ele!

Aquele anão filho da puta mereceu! O cuzão tentou estuprar sua irmã, você sabia disso? – Cesar se irrita.

Não... Sério!? – CJ se surpreende e abaixa a cabeça – Que merda. Talvez você esteja certo mesmo, cara. Mas...

Relaxa, porra! Você está afrouxando para cima de mim, cara! Você fez bem! – Cesar tentava convencer seu cunhado.

Sim, fez bem mesmo... – Woozie e seus empregados chegam ao escritório – Mas isso ainda não acabou.

Como assim? – CJ pergunta.

Bom, seus antigos amigos tinham uma fábrica. Pelo jeito que eu vejo, se você acabar com ela, aí sim eles estarão fora do mercado para sempre... – Woozie diz.

CJ sabia do que Woozie estava falando. Ele já havia estado na fábrica do Loco Syndicate no dia em que teve que escoltar uma van para que ela chegasse até lá. Ele só não sabia qual era o produto que ali era feito. Agora sabia que era crack. Pouco depois, Woozie deixa a garagem dizendo que um de seus empregados ligaria para CJ. Alguns minutos se passam e a ligação chega:

Sim? – CJ atende.

CJ... – um homem diz.

Quem é? – CJ pergunta.

Eu trabalho para o Woozie. Ele me disse para te ligar... – o chinês diz.

Ah, beleza. Qual é? – CJ pergunta.

Estou enchendo um carro com explosivos. Assim você vai poder acabar com a fábrica de crack! Apareça na garagem do centro... – o chinês diz.

Beleza, estou aí em um minuto! – CJ desliga.

A garagem da Triad no centro recebe a visita de várias pessoas naquela noite. CJ chega e encontra um mecânico embaixo de um Tampa. Era ele que havia ligado. Ele estava conectando as bombas a um dispositivo no carro.

E aí, cara! Já está pronto? – CJ se abaixa e pergunta.

Está pronta. Entra aí! – o mecânico diz e se levanta – Tem bomba aí pra destruir quase o quarteirão inteiro. Conectei tudo a um timer para te dar tempo de sair fora.

Ótimo. Boa ideia! – CJ diz.

CJ volta com o carro a Doherty. Em frente à fábrica, havia dois seguranças. Eles são atropelados por CJ, que subiu na calçada. Os seguranças de dentro veem seus colegas voando pela rua.

Estamos sendo atacados. Abram o portão e matem esse filho da puta! – um dos seguranças grita.

O portão eletrônico se abre e CJ parte com tudo com o carro para cima dos três seguranças, que atiram. Dois são atropelados e o terceiro, que havia se jogado no chão, é morto com um tiro. Não havia muitos seguranças e nem empregados ali, pois o Loco Syndicate estava desmantelado com a morte de seus cabeças. Não se sabia quem assumiria o comando, talvez algum novo líder dos Rifas, substituindo T-Bone Mendez. CJ avança pela fábrica, que ocupava o quarteirão inteiro. Ele chega ao centro de produção de crack. Havia uma grande porta que usavam como garagem para vans serem carregadas de drogas. CJ entra por ali e ali mesmo deixa o carro. Com o barulho do tiroteio, os poucos empregados que ali estavam saem correndo. CJ se surpreende, pois eram homens e mulheres completamente magros e seminus, quase como escravos do crack. Eles conseguem fugir para a rua. CJ aciona o timer da bomba, que começa a contar. Ele corre pela fábrica até chegar ao portão. Lá já havia um carro com chineses esperando. Quando CJ entra no carro, a bomba explode e atinge os contêineres químicos da fábrica, causando uma explosão que se ouviu em cinco cidades da região. O quarteirão inteiro foi devastado. A fábrica de crack desmorona assim como desmorona definitivamente o Loco Syndicate.

O trabalho com a Triad na fábrica foi a ponte para CJ voltar ao ambiente mafioso. Woozie logo o convidou para comparecer à sua casa novamente. CJ foi até lá para uma partida de videogame, mas, logicamente, ele não estava lá para aquilo.

Preciso que algo seja resolvido... – Woozie diz, ainda jogando.

O que? Cara, para de tentar me distrair! – CJ se incomoda.

Como você é na água? – Woozie pergunta.

Como assim? Se eu sei nadar? – CJ pergunta.

Sim. Você nada bem? – Woozie confirma.

Não, não nado! – CJ começa a ficar irritado com a distração e o jogo, até que perde a partida – QUE MERDA, CARA! PORRA! Como você faz isso!?

Hahahaha! – Woozie apenas ri.

Woozie diz que teria uma missão para CJ, mas que ele precisaria de muito fôlego e de nadar muito bem para completar. Mas para isso CJ deveria se dedicar a prática do nado e do mergulho. Woozie poderia esperar por uma semana. Nesse tempo, CJ vai todas as manhãs para a praia do bairro Ocean Flats e pratica. Ele nada e mergulha por toda a costa tranquila. Assim que melhora sua capacidade física para as duas funções, CJ volta à Woozie. Lembrando das capacidades impressionantes mesmo cego de Woozie, CJ foi achando que ele também nadaria na missão. Mas a resposta foi negativa.

Peraí, você está me dizendo que não sabe nadar? – CJ questiona.

Sério! Quando estou em águas profundas eu fico em pânico. Além do mais, tenho muito medo de enguias, polvos, algas... – Woozie diz, com nojo.

Beleza, cara, eu sei que você está tentando arrumar desculpas... – CJ ri.

Olha, CJ, eu preciso de alguém de fora da Triad em quem eu possa confiar... – Woozie diz.

Beleza, deixa eu ver se entendi direito: você quer que eu nade em uma água de mar suja, desviando de águas vivas marrons e gangsters vietnamitas, para plantar um chip em um navio no porto? – CJ pergunta.

Você é tão negativo... – Woozie se incomoda.

Escuta, cara... – CJ olha para os lados e se aproxima de Woozie – Quando eu era um garoto, nadando por Santa Maria, uma camisinha ficou grudada na minha cara! Horrores como esse ficam com você a vida toda, pode acreditar!

Hahaha... – Woozie ri, mas fica sério e incomodado – Eu tenho uma... Confissão a fazer. Eu sou... Eu sou cego.

Não diga... – CJ ironiza.

Sim. Mesmo que eu tenha treinado todos os meus outros sentidos a um ponto onde você não enxergaria minha deficiência, dentro da água eles são bem inúteis... – Woozie diz, envergonhado.

Beleza, Woozie, relaxa. Não se martirize por causa disso. Eu faço... – CJ diz e já ia saindo, mas volta – Err... Só uma última coisa. Você sabe que eu sou negro, né? E não chinês...

Eu sou cego, Carl, não estúpido... – Woozie ri.


Era madrugada e CJ vai até as docas da cidade no bairro de Esplanade North. Lá em frente, estava um imenso navio cargueiro cheio de contêineres. Era por ele que os Da Nang Boys haviam chegado a San Fierro, e Woozie queria saber o que se passava por lá para prever prováveis ataques dos vietnamitas. O navio estava cercado por lanchas com seguranças fazendo a proteção. Esse era o motivo da grande capacidade de mergulhar que CJ deveria ter para realizar aquela missão. Ele pula na água e vai nadando bem devagar até se aproximar das lanchas, que possuíam canhões de luz que eram mirados para o mar, a procura de invasores. CJ tem que se aproximar das lanchas submerso, nadando sob as águas escuras daquela noite, apenas voltando à superfície para pegar fôlego. Mesmo com os refletores em sua direção, não era possível os vietnamitas enxergarem alguma movimentação. CJ gasta em torno de quarenta minutos em sua aproximação cuidadosa e lenta, mas consegue chegar ao navio. Ele sobe por uma escada que ficava fixa no mar para membros subirem e descerem para as lanchas. CJ não podia levar armas de fogo consigo por causa do barulho de tiros, tendo apenas uma faca para se defender, o que era um risco gigantesco. Mas ele sabia se virar. Ao chegar no convés do navio, CJ avança cuidadosamente e silenciosamente pelos contêineres, sempre evitando seguranças. Mas havia horas em que ele não tinha escolhas. Se quisesse prosseguir, teria que enfiar a faca no pescoço de quem estava bloqueando sua passagem. Os seguranças morriam rapidamente, e em silêncio, o mais importante. CJ consegue chegar aos corredores internos do navio. Estavam vazios, pois todos estavam dormindo naquela hora. CJ desce cautelosamente dois andares do navio e coloca o chip no local em que Woozie havia pedido: a porta de acesso ao porão, onde o chinês tinha suspeitas de algo estar acontecendo. CJ volta ao convés do navio e desce as escadas, indo novamente para o mar. Mais quarenta minutos para voltar à terra sem ser visto. A missão estava cumprida. Mas a finalidade daquilo, CJ descobriria no dia seguinte.

Ao chegar ao prédio de Woozie, CJ o encontra descendo as escadas. Ele estava acompanhado por Guppy.

Woozy, meu mano! – CJ diz.

CJ! Você me pegou de saída! – Woozie diz, com pressa.

Negócios? – CJ pergunta.

Esse é dos grandes! É o que vai garantir meu lugar no Red Gecko Tong! Mas algo aconteceu e eu terei que resolver... – Woozie se empolga e seu telefone toca, ele atende – Little Lion, quais são as notícias? Que droga! Por que logo hoje!? Ok, que merda. Você vai com o Guppy. Resolvam isso!

Problemas? – CJ pergunta ao ver Woozie desligando.

Mais Da Nang Boys estão chegando hoje em outro navio cargueiro. O Little Lion vai dar uma olhada, eu também preciso ir... – Woozie diz, irritado.

Cara, não viaja. Vou resolver isso para você, beleza? – CJ diz.

Obrigado, meu amigo. Sua ajuda e amizade tem sido algo impagável para mim! – Woozie diz.

Obrigado, cara. Onde estão os outros caras? – CJ pergunta.

Estão pegando um helicóptero para dar um fly-by pelo navio. Se tudo der certo, eu te ligo daqui a uma semana para te convidar para o meu novo endereço! – Woozie diz e desce as escadas.

CJ vai até o terraço do prédio, onde havia um helicóptero em um heliponto. Lá estava Little Lion, um dos melhores membros da inteligência da Triad. CJ abre a porta do helicóptero.

Ei, CJ!? O que você está fazendo aqui? – Little Lion pergunta.

Topei com o Woozie quando ele estava saindo. Ele me disse tudo. Acho que vou rodar contigo! – CJ diz.

Bom, nós não iremos rodar, nós vamos voar! Aperta o cinto! – Little Lion diz.

O helicóptero parte em direção ao mar. No caminho, CJ faz algumas perguntas:

Para onde estamos indo?

Para o navio. Está parado na baía... – Little Lion responde.

Ah, estou vendo! – CJ vê um navio maior do que o navio em que havia entrado na noite anterior.

É melhor você carregar essas armas aí, eles vão estar de guarda! – Little Lion diz, olhando para a minigun instalada no helicóptero.

Carregada! – CJ confirma.

O helicóptero da Triad se aproxima do navio, mas é surpreendido. Da Nang Boys já estavam esperando o ataque. Eles estavam com fuzis em cima dos vários contêineres no convés do navio.

Porra, eles já estão nos metralhando! – Little Lion grita.

Estou vendo eles! – CJ grita e começa a atirar com a minigun, acertando vários vietnamitas logo de cara.

Estão todos em cima dos contêineres! – Little Lion grita.

Estou vendo, cara! Estão todos na minha vista! – CJ grita.

Mata esses Da Nang vermes! – Little Lion está nervoso.

O helicóptero dá a volta pelo navio e CJ ia eliminando com sucesso os vietnamitas. A minigun que ele estava controlando era muito potente. Mas do outro lado do navio havia uma arma bem mais potente, e que CJ conhecia bem.

RPG! RPG! – Little Lion grita desesperadamente.

Aonde!? De que lado!? – CJ fica perdido.

Um vietnamita lança um míssil que atinge o helicóptero em cheio. Há uma explosão e a aeronave perde completamente a estabilidade.

Fomos atingidos! Estamos caindo! Se prepara para o impacto! – Little Lion, já com a face desfigurada por conta da explosão em seu lado, grita.

O helicóptero despenca e cai violentamente no mar. CJ conseguiu pular logo antes do impacto, mas Little Lion ficou preso entre os cintos. CJ, dentro da água, abriu o olho e viu, entre as águas cristalinas, o corpo de Little Lion afundando junto com a aeronave. Um grande membro da Triad havia sido morto. Mas CJ sobreviveu e voltou à superfície com o mesmo cuidado da noite anterior, pois ainda havia seguranças no navio.

Nossa, cara, isso doeu! Perdi tudo, só fiquei com uma faca... – CJ pensa.

Havia uma escada de corda no navio. CJ logo vai para lá e sobe para acabar com os Da Nang Boys restantes.

Você consegue ver algum sobrevivente? – um vietnamita com uma pistola pergunta a outro em cima de um contêiner.

Não, ninguém sairia dessa vivo! – o vietnamita nega.

CJ sobe no convés do navio e rapidamente avança por trás do vietnamita armado. Ele tem sua jugular cortada pela lâmina da faca de CJ e solta sua pistola. Era o que CJ precisava para avançar. Ele vai desviando dos contêineres, tentando subir em todos para ter uma visão maior sobre seguranças que haviam sobrado no tiroteio. CJ logo encontra um fuzil ao lado de um vietnamita morto. Havia poucos homens no convés ainda vivos. CJ logo chega ao porão. Ele não sabia do que se tratava a desconfiança de Woozie sobre os porões dos navios vietnamitas, mas decidiu descobrir. Ele desce e fica escondidos entre mais contêineres. Lá havia três seguranças vietnamitas que faziam uma proteção especial para um contêiner específico, que era menor que os demais. Um dos seguranças parecia falar com o contêiner:

Cala a boca! Você quer que o Snakehead desça até aqui?

Não até nós estarmos bebendo Coca-Cola aqui no oeste livre! – outro segurança ri.

CJ fica observando de longe, mas logo é visto por um dos Da Nang Boys.

Ei! Quem é você, porra!? – o vietnamita grita ao ver CJ e começa a atirar.

CJ começa a atirar com seu fuzil. Os asiáticos estavam apenas com pistolas. Os dois primeiros foram presas fáceis. Mas o último segurança foi para perto do contêiner e ficou esperando CJ avançar:

Vem até aqui, bunda magra! Sem brincadeiras! Enfia isso na sua bunda!

O homem joga uma granada. CJ pula para fugir da explosão. O Da Nang Boy já não tinha opções e nem reforços. Ele vai para o tudo ou nada, sai correndo em direção a CJ com sua pistola entre os contêineres. CJ não tem pena. Ele fuzila o vietnamita. CJ se aproxima do contêiner suspeito e ouve vozes lá dentro.

Ei, você! Ajude a gente! – uma voz diz.

CJ atira em um cadeado que prendia a entrada do contêiner. De dentro, saem quatro vietnamitas. Eles eram inocentes. Foram trazidos para a América como mercadoria dos Da Nang Boys, que estavam envolvidos em tráfico de humanos. Era isso que Woozie suspeitava.

Por favor! O Snakehead nos enganou! Somos prisioneiros! – o vietnamita mais velho suplica – Por favor, nos ajude a escapar. O Snakehead está no comando do navio!

Snakehead era o comandante do navio e líder dos Da Nang Boys. Era um idoso baixinho, de cabelos brancos. Era mestre em Vovinam, uma arte marcial vietnamita. Ele se passava por treinador de talentos na luta para atrair jovens e pais para viajarem para a América em busca de chances, mas ao entrarem nos navios, eram transformados em prisioneiros.

CJ leva os homens inocentes até uma parte segura do convés e pede para eles aguardarem, pois tentaria dar cabo do Snakehead e pôr fim à força dos Da Nang Boys. CJ pega as armas dos seguranças mortos e caminha até a casaria do cargueiro. Ao entrar, ele é surpreendido por dois vietnamitas que faziam a segurança da cabine de comando, que são mortos com dois tiros na cabeça. CJ sobe uma escada e chega à cabine. Snakehead já o aguardava com duas katanas.

Chega! Nós resolvemos isso aqui! – Snakehead diz, com um inglês, precário e joga uma katana para CJ.

Ele queria um duelo honroso. Mas CJ era do gueto de Los Santos, não havia honra em duelos, apenas a vontade de matar. CJ joga a katana de volta na direção do velho, saca sua pistola e atira no pescoço de Snakehead. Ele cai no chão, sangrando e agonizando, mas era pouco castigo pelo que fazia com inocentes de seu país. CJ usa a katana do próprio traficante de humanos para cortar sua cabeça. Ele enfia a cabeça degolada no manche do navio. O fim dos Da Nang Boys havia chegado.

CJ volta ao convés e busca os vietnamitas refugiados. Ele consegue liberar três botes motorizados chamados de Dinghy, dois para os vietnamitas e um para si próprio.

Obrigado por tudo! – os vietnamitas agradecem e partem para a cidade.

CJ também volta para a cidade no bote. Ele vai até a praia de Ocean Flats e volta andando para Doherty, por aquele lado da cidade ser mais seguro. Woozie já não estava mais em Chinatown, ele havia partido para um novo empreendimento, mas que ainda era desconhecido para CJ. Ele só saberia quando alguém da Triad ligasse para avisar. CJ com certeza seria pago pelo fim que havia dado à maior ameaça para a San Fierro Triads. Mas não imaginava o tamanho do que o futuro próximo o traria como recompensa.

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